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Protocolos e diretrizes de saúde bucal estão disponíveis para consulta pública até 12 de fevereiro

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Nesta segunda-feira (12), o Ministério da Saúde colocou cinco protocolos e diretrizes sobre práticas odontológicas e de vigilância em consulta pública. Os materiais tratam do uso de produtos fluoretados (inclusive em populações indígenas e comunidades tradicionais) e de condições como endocardite infecciosa, disfunção temporomandibular de origem muscular e gengivite necrosante. Pessoas interessadas nos temas têm 30 dias para enviar contribuições.

Segundo o coordenador-geral de Saúde Bucal da pasta, Edson Lucena, os documentos vão promover melhorias nas práticas odontológicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e trazer mais segurança à população. “O objetivo é padronizar prescrições, implementações e procedimentos com base nas evidências científicas mais atualizadas.  Pesquisadores, professores, cirurgiões-dentistas, técnicos, auxiliares e gestores de saúde bucal, além de qualquer cidadão e cidadã podem contribuir”, convida.

Confira um resumo sobre cada material sob consulta:

1. Protocolo para Uso de Produtos Fluoretados na Clínica Odontológica

Tem como objetivo orientar a utilização e a prescrição de fluoretos na rotina clínica, garantindo segurança, efetividade e respaldo técnico às práticas odontológicas realizadas no SUS e fora dele. O documento foi elaborado em cooperação entre a Coordenação-Geral de Saúde Bucal e o Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal, e está estruturado conforme os diferentes tipos de produtos fluoretados (dentifrícios, enxaguatórios, géis, espumas e vernizes) e suas indicações para ciclos de vida e condições específicas.

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2. Protocolo para Uso de Verniz Fluoretado em Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais com e sem Acesso à Água Fluoretada no Brasil

Orienta a implementação do uso de vernizes fluoretados como estratégia de prevenção da cárie dentária em populações indígenas e comunidades tradicionais, independentemente do acesso à água fluoretada. Baseado em evidências científicas, o documento subsidiará gestores, profissionais e organizações comunitárias na planificação e na execução de ações de saúde bucal voltadas a esses grupos, respeitando especificidades culturais e territoriais.

3. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária à Saúde: Endocardite Infecciosa

Orienta a identificação e o manejo de pacientes com risco para essa condição em decorrência de procedimentos odontológicos. O documento oferece aos cirurgiões-dentistas orientações práticas, baseadas em evidências científicas, sobre protocolos preventivos, fatores de risco e condutas adequadas para apoiar a tomada de decisão clínica.

4. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária à Saúde: Tratamento da Disfunção Temporomandibular de Origem Muscular 

Tem como finalidade orientar os cirurgiões-dentistas na tomada de decisão clínica frente a essa condição, caracterizada por dor intensa e impactos significativos na qualidade de vida dos indivíduos acometidos. A diretriz apresenta orientações práticas, fundamentadas em evidências, contemplando protocolos preventivos, fatores de risco e condutas clínicas adequadas.

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5. Diretriz para a Prática Clínica Odontológica na Atenção Primária à Saúde: Tratamento da Gengivite Necrosante 

O objetivo é auxiliar a tomada de decisão dos cirurgiões-dentistas da atenção primária no tratamento da gengivite necrosante, uma condição aguda que causa intensa dor aos indivíduos acometidos. Esta diretriz oferece um conjunto de recomendações sobre medidas farmacológicas e não farmacológicas.

As consultas estão disponíveis no Brasil Participativo, a plataforma de participação digital do governo federal, e que qualquer pessoa com cadastro ativo no gov.br pode contribuir diretamente na criação, no monitoramento e no aperfeiçoamento de políticas públicas, fortalecendo a democracia.

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Caravana Adapta+Escolas iniciou mobilização nacional por justiça climática e escolas resilientes no Distrito Federal

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A Caravana Adapta+Escolas iniciou, em 12 de junho, mobilização nacional em prol da justiça climática e da construção de escolas mais resilientes à mudança do clima. A primeira etapa do projeto ocorreu no Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Estrutural, no Distrito Federal, e reuniu estudantes, educadores, gestores públicos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.

A iniciativa buscou fortalecer o protagonismo da juventude no enfrentamento da emergência climática e promover o debate sobre adaptação à mudança do clima no ambiente escolar. Ao longo de 2026, a Caravana percorrerá todas as regiões do país com atividades voltadas à educação climática, participação social e construção coletiva de soluções para tornar as escolas mais preparadas para os impactos dos eventos extremos.

Promovida pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a ação contou com apoio dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Educação e da Saúde, além da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Instituto Talanoa e do Instituto Alana.

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A realização da Caravana ocorreu em um contexto de intensificação dos impactos da mudança do clima sobre a educação. Eventos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e chuvas intensas, têm afetado o funcionamento das escolas, comprometido o processo de aprendizagem e ampliado riscos à saúde de crianças e adolescentes.

Entre os destaques da programação esteve a apresentação e assinatura do Protocolo Adapta Escolas, documento que propõe o fortalecimento da agenda climática nas instituições de ensino brasileiras. O protocolo prevê a incorporação do tema da adaptação climática nos processos pedagógicos e incentiva a destinação de recursos para ações permanentes de educação climática, sensibilização e adaptação no ambiente escolar.

Durante o encontro, os participantes acompanharam diálogos, oficinas temáticas, atividades culturais e espaços de mobilização estudantil. Os debates abordaram temas como a importância do Cerrado para a adaptação climática, soluções baseadas na natureza aplicadas às escolas, mitigação da mudança do clima, justiça climática, racismo ambiental e os impactos dos eventos extremos sobre a saúde de crianças e adolescentes.

A programação incluiu ainda atividades de integração, apresentações culturais, uma batalha do conhecimento voltada à temática climática e uma plenária final para apresentação dos resultados das oficinas e elaboração de um manifesto coletivo.

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Após a etapa do Distrito Federal, a Caravana seguiu para a região Norte, com atividades realizadas em Manaus (AM), em 22 de junho, e previstas para Belém (PA), em 30 de junho. A expectativa é consolidar uma rede nacional de estudantes, educadores e instituições comprometidos com a construção de escolas mais inclusivas, sustentáveis e preparadas para os desafios climáticos do presente e do futuro.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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