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Integração, fiscalização no ambiente digital e prevenção vão nortear o Plano Nacional de Combate à Pirataria

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Brasília, 05/01/2026 – O Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), já definiu as principais ações para 2026, que irão nortear o Plano Quadrienal 2026–2029. 

Um dos focos do CNCP para o próximo ano será a integração da força de trabalho dos órgãos, ministérios e entidades que compõem o Conselho, especialmente na fiscalização de atividades ligadas à pirataria. A prioridade será dada aos setores de alimentos, medicamentos, suplementos alimentares, bebidas e agrotóxicos, áreas que impactam diretamente a saúde da população brasileira. O combate à pirataria no ambiente digital e o fortalecimento do papel do consumidor também estão entre as prioridades. 

A principal ferramenta de atuação do CNCP é o Plano Nacional de Combate à Pirataria (PNCP), que tem planejamento quadrienal e prevê ações para execução entre 2026 e 2029. A formulação do Plano busca integrar as forças de trabalho, inicialmente por meio da criação de uma mesa de operações, em parceria entre o Conselho e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). 

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“Queremos canalizar as denúncias recebidas para que órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal, que já realizam um trabalho de excelência na fiscalização, atuem de forma integrada no combate à pirataria”, enfatiza o secretário-executivo do CNCP, André Avrichir. 

Avrichir destaca ainda que será ampliada a atuação com foco na prevenção de práticas que causam danos à saúde da população. “Acompanhamos, por exemplo, as discussões iniciadas em 2025 no Congresso Nacional sobre mudanças na legislação para caracterizar como crime hediondo a falsificação de bebidas que resulte em morte ou lesão corporal grave.” 

A atuação preventiva também será central no PNCP 2026–2029, especialmente com o estímulo a mecanismos de rastreabilidade de produtos. O secretário nacional do Consumidor e presidente do CNCP, Paulo Henrique Pereira, ressalta que o envolvimento da população é fundamental no combate à pirataria. 

“Queremos que o consumidor tenha ferramentas confiáveis para rastrear e confirmar a autenticidade dos produtos. O objetivo é ampliar a proteção do comprador”, afirma Pereira. 

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O momento é estratégico para a ampliação das políticas públicas de combate ao crime organizado no ambiente digital, fortalecidas desde 2025. A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) atuará em conjunto com o CNCP em uma mesa de diálogo com plataformas de comércio eletrônico para atualizar as estratégias de enfrentamento à pirataria virtual. 

“O Código de Defesa do Consumidor protege o consumidor tanto no ambiente físico quanto no digital. Temos pela frente o debate sobre a corresponsabilização das plataformas, uma vez que elas hospedam esse tipo de comércio”, diz o secretário-executivo.  

Ele cita ainda a Operação 404, da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), que tem como objetivo combater a pirataria digital e os crimes contra a propriedade intelectual na internet. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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