Paraná
Sanepar investe R$ 1,4 milhão na limpeza de galerias de água de chuva para proteger as praias
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) contratou dois caminhões de alta capacidade de sucção para a limpeza de galerias pluviais, sistemas subterrâneos que coletam, transportam e drenam a água da chuva, das cidades do Litoral do Paraná durante o Verão Maior Paraná. O orçamento é de R$ 1,4 milhão e a medida faz parte de um esforço inédito para assegurar a qualidade ambiental e a tranquilidade dos veranistas.
Embora a manutenção das galerias de água da chuva seja, por lei, responsabilidade das prefeituras municipais, a Sanepar decidiu atuar proativamente. Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, a medida compõe o planejamento estratégico e preventivo para essa temporada.
“Quando a água da chuva entra no nosso sistema, o esgoto extravasa. Parece que é o esgoto vazando, mas muitas vezes é o contrário: é a água da drenagem que sobrecarrega a rede. Então, vamos ter esses caminhões para fazer essa limpeza de forma preventiva para que não tenhamos nenhum tipo de problema”, explica Bley.
INVESTIMENTOS – A operação de drenagem faz parte de um pacote maior de investimentos da Sanepar para a temporada. Estão sendo aportados R$ 25 milhões em ações diretas como reforço de 15 reservatórios contêineres, contratação de 24 caminhões-pipa e 31 geradores de energia elétrica. Além disso, o controle em tempo real das redes foi reforçado com 130 pontos de telemetria, sendo 100 deles na rede de água e 30 na rede de esgoto.
Além do maquinário pesado, a companhia aposta em inovação sustentável. Inspirados no sucesso da ecobarreira de Curitiba, funcionários da Sanepar realizaram, de forma voluntária, a instalação de ecobarreira em Matinhos, utilizando materiais recicláveis para conter resíduos flutuantes.
“Isso mostra a nossa preocupação com ações que talvez não fossem responsabilidades diretas da Sanepar. Tudo aquilo que a Sanepar podia fazer, ela está fazendo”, reforça Bley.
ALERTA – Apesar do reforço operacional, a companhia alerta que a colaboração da população é vital. O gerente-regional da Sanepar no Litoral, Marcus Muniz, lembra que a mistura de água de chuva com esgoto é a principal causa de vazamentos.
“As redes de esgotamento sanitário não são projetadas para receber água da chuva. A orientação é que água de calhas e ralos externos sejam direcionadas para a galeria pluvial. Já a água usada em banheiros, pias e tanques deve ir para a rede de esgoto”, explica Muniz.
A Sanepar também faz um apelo crítico: em dias de alagamento, jamais abra as tampas de bueiros de esgoto para escoar a água da rua. Essa prática, além de ser perigosa, introduz lixo e areia na rede, causando entupimentos graves e refluxo de esgoto para dentro das residências.
Para apoiar a população, equipes de agentes educacionais estarão no Litoral para distribuir sacolas para coleta de lixo e orientar sobre o uso consciente da água e a separação correta das redes, garantindo que o sistema de saneamento — que hoje trata 100% do esgoto coletado — continue operando com eficiência.
Fonte: Governo PR
Paraná
Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil
Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.
A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.
Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.
O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.
CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.
Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.
“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.
“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.
Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.
Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:
– Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime
– Não incentivar a prática durante festas juninas
– Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181
– Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio
– Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem
– Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática
Fonte: Governo PR
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