Brasil
Em 2025, ações coordenadas pelo MJSP registram recorde na descapitalização do crime organizado
Brasília, 30/12/2025 – A Diretoria de Gestão de Ativos e Justiça (DGA), da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), alcançou resultados históricos, em 2025, na gestão e na alienação de bens apreendidos do crime organizado, com destaque para aqueles relacionados ao tráfico de drogas. Os números inéditos reforçam o papel estratégico da política de descapitalização criminosa conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ao retirar recursos da atividade ilícita e convertê-los em benefícios para a sociedade.
Ao longo de 2025, a DGA realizou 502 leilões, recorde histórico que resultou na alienação de mais de 10.990 ativos. Entre os destaques do ano, estão a venda de 51 imóveis vinculados ao tráfico de drogas e a arrecadação de mais de R$ 104 milhões em leilões de ativos desse tipo de crime — o maior valor já registrado.
Alienações antecipadas aumentam eficiência e arrecadação
Outro ponto relevante foi o avanço das alienações antecipadas, modalidade que permite a venda de bens antes do trânsito em julgado, quando autorizada judicialmente.
Este ano, mais de 50% dos ativos alienados utilizaram esse mecanismo, evidenciando sua importância estratégica. A ampliação dessa prática contribui para retirar rapidamente os bens da esfera criminal, reduzir perdas decorrentes da depreciação patrimonial e maximizar a arrecadação, garantindo maior eficiência e celeridade nas ações do Estado no enfrentamento contra o crime organizado.
Os resultados refletem um trabalho técnico, integrado e contínuo, que envolve planejamento, articulação institucional e aprimoramento dos procedimentos de gestão de ativos. A atuação da DGA tem sido fundamental para assegurar a administração correta, a custódia e a destinação adequada dos bens apreendidos, fortalecendo a efetividade das políticas públicas de combate ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas.
Além dos recordes em leilões e alienações, 2025 também registrou o volume da Receita da Gestão de Ativos (RGA), indicador que reúne recursos provenientes de alienações, incorporações e custódia de bens. No período, a RGA alcançou aproximadamente R$ 481 milhões, o maior valor já registrado.
O impacto positivo alcançou o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), com arrecadação histórica de cerca de R$ 390 milhões. Os recursos do fundo financiam políticas públicas voltadas à prevenção, ao tratamento, à repressão ao tráfico de drogas e à reinserção social, reforçando o ciclo virtuoso de recuperação de ativos e reinvestimento em ações de interesse público.
Com esses avanços, a DGA reafirma o compromisso com a gestão dos recursos públicos, a transparência e a eficiência administrativa, ao mesmo tempo em que contribui de forma decisiva para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas. Os números de 2025 consolidam um novo patamar na política de descapitalização do crime organizado e evidenciam o impacto direto dessa atuação na proteção da sociedade e no fortalecimento do Estado brasileiro.
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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