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1º Seminário Internacional de Popularização da Ciência compartilha e debate desafios mundiais

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promoveu, na terça-feira (21) e na quarta-feira (22), o 1º Seminário Internacional de Popularização da Ciência, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF). O encontro foi um esforço de reunir o que há de mais inovador em políticas públicas voltadas para a divulgação científica 

Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Inácio Arruda, a intenção foi reunir tudo o que representantes do ministério conheceram em visitas oficiais ao redor do mundo. “Nós precisávamos ouvir as experiências e as ideias de cada um e foi isso que aconteceu. Então, considero que a primeira edição do seminário foi muito exitosa”, disse o secretário. 

O objetivo do seminário foi compartilhar experiências, práticas e desafios relacionados à divulgação científica, além da necessidade de fortalecimento da confiança na ciência, especialmente após a pandemia de covid-19. 

“A ideia é que o Brasil possa aprender com as políticas públicas de outros países e que outros lugares também possam conhecer nossas ideias e experiências. Nós precisamos intercambiar nosso conhecimento, sejam os museus, as feiras de ciência ou as olimpíadas científicas. Só assim nós conseguimos fortalecer e divulgar nossa comunidade”, disse a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes. 

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Participaram do evento representantes da Alemanha, dos Estados Unidos, da Noruega, da Itália, de Portugal, de Cuba, da China, do México, de Angola e da Argentina. 

A conselheira científica da Embaixada da Alemanha no Brasil, Nina von Sartori, complementou que, com o encontro, é possível identificar que, de maneira geral, os países passam por desafios semelhantes, como a desinformação. “Existem muitas coisas que fazemos diferente e é por meio de seminários como este que podemos ver onde podem existir parcerias, onde podemos aprender e nos desenvolver ainda mais. É apenas através da troca de ideias que temos ideais ainda melhores para o crescimento”, disse. 

Meninas e mulheres na ciência

Entre os principais temas debatidos durante o seminário estava a necessidade de inclusão de mulheres na ciência. A Rede de Meninas e Mulheres na Ciência (Remuc) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), um importante programa de popularização da ciência que também se estende para o Brasil, foi apresentada pela geóloga e representante do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola, Gabriela Teixeira, que exaltou a iniciativa. 

“A Remuc é uma rede recentemente criada que visa disseminar o conhecimento e a formação nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, explica a especialista. 

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Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as mulheres já são maioria nas bolsas de mestrado, representando cerca de 54%, e de doutorado, com cerca de 53%. Ainda assim, as mulheres representam apenas 35,5% das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. 

O compromisso do MCTI com meninas e mulheres na ciência é inegável e pode ser visto em iniciativas como os Programas Futuras Cientistas, Mulheres Inovadoras, e Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência, a Chamada Pública Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação e o Prêmio Mulheres e Ciência. 

SNCT

A SNCT é promovida pelo MCTI, sob a coordenação da Sedes, e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

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Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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