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WhatsApp se torna ferramenta estratégica no agronegócio com crescimento de 291% em dois anos

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A digitalização do agronegócio brasileiro avança rapidamente, e o WhatsApp se consolida como o principal canal de comunicação entre produtores, fornecedores e clientes. Uma pesquisa da Poli Digital, empresa especializada em automação de canais, revela que o volume de mensagens trocadas no setor cresceu 291% entre maio de 2023 e maio de 2025, passando de 7.755 para 27.848 interações mensais, em média.

O levantamento destaca o papel do aplicativo como ferramenta essencial para relacionamento, suporte e fechamento de vendas no campo.

Aplicativo como insumo estratégico do agronegócio

Para Alberto Filho, CEO da Poli Digital, o WhatsApp deixou de ser apenas um meio de comunicação pessoal e se tornou um insumo estratégico para o setor.

“Ele conecta produtores, clientes e fornecedores de forma instantânea, fortalece relacionamentos e impulsiona vendas. Com a digitalização intensa do campo, é um canal indispensável”, afirma.

Crescimento das agtechs impulsiona digitalização

O aumento do uso do WhatsApp acompanha a expansão das agtechs, startups de tecnologia voltadas ao agro. Um estudo da AgTech Garage, em parceria com a CNA, aponta que o mercado de soluções tecnológicas para o setor já movimenta cerca de R$ 25 bilhões por ano e deve crescer de forma contínua até 2030.

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Integração tecnológica facilita vendas e pagamentos

A Poli Digital vem desenvolvendo soluções que integram o WhatsApp às rotinas empresariais do campo, incluindo o Poli Pay, sistema que permite gerenciar pedidos e efetuar cobranças diretamente pelo chat, com catálogo de produtos e carrinho de compras.

O índice de conversão dessas transações chega a 46%, o dobro da média dos e-commerces tradicionais. Com o WhatsApp presente em 99% dos celulares brasileiros, a troca instantânea de informações se tornou determinante para competitividade e agilidade no agro.

Respostas rápidas definem negócios no campo

Segundo Alberto Filho, no agronegócio “o amanhã pode ser tarde demais”.

A rapidez nas respostas, a praticidade nos pagamentos e até a forma de comunicação podem ser decisivas na hora de fechar negócios e fortalecer parcerias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGP-M registra deflação de 0,50% em junho; queda nas commodities reduz preços ao produtor e alivia inflação

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,50% em junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Após avançar 0,84% em maio, o indicador voltou ao campo negativo impulsionado, principalmente, pela queda dos preços das commodities energéticas, minerais e de importantes produtos agropecuários.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, indicando uma desaceleração da inflação medida pelo índice amplamente utilizado no reajuste de contratos de aluguel, tarifas e diversos serviços.

Commodities e agronegócio puxam queda do IPA

O principal responsável pela deflação do IGP-M foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou queda de 0,97% em junho, revertendo a alta de 0,91% registrada no mês anterior.

Segundo a FGV, a normalização dos preços internacionais das commodities energéticas e minerais, após o alívio das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para reduzir os custos ao produtor.

No setor agropecuário, mesmo diante das preocupações relacionadas ao clima e ao aumento dos custos de produção, as principais culturas continuam apresentando desempenho positivo em 2026. Esse cenário favoreceu a redução dos preços de produtos importantes, como:

  • Cana-de-açúcar;
  • Café em grãos.
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De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, parte dessa queda já começa a chegar ao consumidor final, especialmente nos preços da gasolina, do etanol e do café em pó.

Matérias-primas registram maior recuo

Entre os estágios de produção analisados pelo IPA, o maior destaque foi a forte retração das matérias-primas brutas, que passaram de alta de 0,43% em maio para queda de 2,76% em junho.

Já os bens finais desaceleraram para alta de apenas 0,23%, enquanto os bens intermediários avançaram 0,45%, ambos com ritmo significativamente inferior ao observado no mês anterior.

O comportamento evidencia uma redução das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e às commodities.

Inflação ao consumidor perde força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração em junho, ao subir 0,47%, abaixo dos 0,61% registrados em maio.

Cinco das oito classes de despesas pesquisadas apresentaram redução no ritmo de alta:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Saúde e Cuidados Pessoais;
  • Transportes;
  • Vestuário.

A desaceleração dos alimentos reforça o impacto positivo da maior oferta agrícola e da redução dos preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando o consumidor.

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Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação registraram aceleração no período.

Construção civil mantém pressão sobre custos

Na contramão dos demais indicadores, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em junho, acima dos 0,77% registrados em maio.

O principal fator foi o avanço dos custos com mão de obra, cuja variação passou de 0,43% para 0,91%.

Já os grupos Materiais e Equipamentos e Serviços apresentaram desaceleração, embora permaneçam contribuindo para a elevação dos custos da construção civil.

Cenário favorece controle da inflação

O desempenho do IGP-M em junho reforça um cenário de menor pressão inflacionária na economia brasileira, especialmente nos preços ao produtor. A combinação entre recuo das commodities internacionais, boa evolução das principais safras agrícolas e redução nos preços de combustíveis contribui para aliviar parte da inflação ao consumidor.

Para o agronegócio, o resultado sinaliza um ambiente de maior estabilidade nos custos de produção em diversas cadeias, embora fatores climáticos e geopolíticos continuem sendo monitorados por produtores, indústrias e investidores ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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