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Wellington Lima defende cooperação regional como resposta ao crime organizado em reunião do Mercosul

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Assunção, 29/5/2026 — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta sexta-feira (29) da plenária da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do bloco (RMJ), em Assunção, sob a Presidência Pro Tempore do Paraguai. A abertura foi feita pelo presidente do Paraguai, Santiago Peña: “O desafio não é saber que país é mais seguro na América do Sul, mas fazer da América do Sul o lugar mais seguro do mundo.”

A delegação brasileira foi composta pela secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula; pelo embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho; e pelo assessor especial para Assuntos Internacionais, João Ernesto Christófolo.

Programa Brasil Contra o Crime Organizado no centro do discurso

No pronunciamento, Wellington Lima apresentou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado — lançado pelo presidente Lula com investimentos vultosos — como contribuição concreta do Brasil à segurança regional. O programa estrutura-se em quatro eixos: asfixia financeira das organizações criminosas; fortalecimento do sistema prisional; qualificação técnica das investigações de homicídios; e combate ao tráfico de armas.

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“Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, afirmou o ministro.

O que foi aprovado na reunião:

• Observatório de Criminalidade e Violência do Mercosul (OCVME) — novo instrumento regional para análise criminal e geração de estatísticas comparáveis entre os países
• Declaração sobre crime organizado transnacional — compromisso coletivo dos ministros no enfrentamento ao COT
• Declaração sobre análise criminal e indicadores de violência — cooperação para harmonizar metodologias e dados de segurança na região

CIN é aprovado como documento de trânsito entre países

Um dos principais documentos assinados foi a inclusão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) brasileira como documento válido para o trânsito em todos os países do Mercosul, sem necessidade de passaporte.

Wellington Lima destacou a aprovação: “Com essa mudança, os cidadãos brasileiros poderão utilizar nossa nova Carteira de Identificação Nacional para viajar pelos países do bloco.”

“Somente por meio do diálogo franco, da cooperação permanente e da confiança recíproca seremos capazes de avançar para uma região mais segura, mais justa e mais integrada”, concluiu o ministro.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

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Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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