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Veranistas do Litoral curtem manobras radicais de campeões nacionais do skate

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O “skate Jam”, promovido pelo Governo do Estado na Arena Caiobá, no Litoral, foi uma das atrações do fim de semana do Verão Maior Paraná. Grandes nomes nacionais do esporte encantaram o público com repertório de manobras radicais, ganhando aplausos e gritos de admiração da rapaziada que acompanhou a apresentação.

Marcaram presenças no Desafio das Estrelas os atletas Augusto Akio, o “Japinha”, que disputará as Olimpíadas de Paris 2024; Carlos de Andrade, o “Piolho”, atleta de referência nacional e primeiro paranaense a se tornar campeão mundial de street skate; Sebastian Simonetto, natural de Curitiba e pódio do STU Nacional, o circuito brasileiro de skate; Mariana Veiga, skatista paranaense de destaque nacional.

Duas rampas foram instaladas para o fim de semana – uma de pequeno porte, para iniciantes, e outra de maior porte, destinada à apresentação dos feras. Na pequena, foram realizadas aulas práticas para crianças que querem iniciar na modalidade.

Para o Japinha, que é vice-campeão mundial e medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no ano passado, estar presente no Verão Maior Paraná é um reconhecimento pelo trabalho realizado. “É uma satisfação. Eventos como esse levam o esporte para as pessoas que não tinham vivenciado um pouco do que é o skate. Espero que todos consigam colher frutos”, afirmou.

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Diego Costa, bolsista do programa Geração Olímpica e Paralímpica, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esporte, foi um dos cobras do esporte que deu um show na Arena Caiobá. “Participei de sessão com uma galera animal, sinistra. Eu estou muito feliz em poder andar com esse pessoal aqui”, disse ele.

CONVOCAÇÃO – O presidente da Federação de Skate do Paraná, Diego Nazaré Reis, convoca os skatistas a participarem das atividades da modalidade nos postos do Verão Maior Paraná: “Você que está pelo Litoral vem curtir conosco, a rampa será itinerante, passando por Shangri-La, Matinhos e Guaratuba, nos próximos fins de semana.

A partir de quarta-feira (17), a rampa passa a funcionar de maneira itinerante, transitando entre os demais postos de atividades. As aulas práticas para iniciantes acontecerão em dois períodos, das 9h às 11h e das 16h às 19h: Pontal do Paraná (17 a 21 de janeiro); Matinhos (24 a 28 de janeiro) e Guaratuba (31 de janeiro a 5 de fevereiro)

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VERÃO MAIOR PARANÁ: O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Fonte: Governo PR

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Carta de Curitiba completa 40 anos e reafirma protagonismo do MPPR na construção do Ministério Público brasileiro

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Na segunda matéria da série especial em comemoração de marcos históricos, o Ministério Público do Paraná celebra os 40 anos da Carta de Curitiba, documento que ajudou a definir o perfil do Ministério Público brasileiro na Constituição Federal de 1988. A primeira publicação foi  em homenagem aos 135 anos do MPPR. Os dados foram levantados pelo Memorial, setor responsável pela preservação, pesquisa e difusão da memória institucional. 

Carta de Curitiba completa 40 anos e reafirma protagonismo do MPPR na construção do Ministério Público brasileiro

Há 40 anos, o Ministério Público do Paraná liderava um dos mais importantes movimentos da história do MP brasileiro. Em 21 de junho de 1986, a instituição promoveu o encontro nacional que deu origem à Carta de Curitiba, documento que consolidou propostas de membros de todo o país que serviriam de base para o capítulo dedicado ao Ministério Público na Constituição Federal de 1988. 

A Carta de Curitiba contribuiu para a definição das atribuições que transformaram o Ministério Público em um dos pilares da democracia brasileira.

O documento surgiu durante o 1º Encontro Nacional de Procuradores-Gerais de Justiça e Presidentes das Associações do Ministério Público, sediado em Curitiba entre os dias 19 e 21 de junho de 1986. Produzido em um período de redemocratização do país, foi resultado de debates realizados em diversos fóruns, seminários e grupos de estudos, além de aproximadamente 5 mil contribuições encaminhadas por Promotores e Procuradores de Justiça de diversos estados.

De acordo com o Ex-Procurador-Geral de Justiça e decano da instituição, Milton Riquelme de Macedo, a iniciativa surgiu em um momento decisivo da história nacional. “Com a perspectiva concreta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte, integrantes do Ministério Público compreenderam a oportunidade de participar ativamente das discussões sobre o futuro do país e da própria instituição. Até então, as constituições brasileiras tratavam o Ministério Público de forma limitada, sem definir claramente seu papel na defesa da sociedade e da democracia”, recorda. Na época, Milton Riquelme, ao lado de outros colegas, ocupava a diretoria da Associação Paranaense do Ministério Público e acompanhou de perto todo o processo.

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Influência na Constituição de 1988

Registros do Memorial mostram que a Carta de Curitiba tornou-se referência para a atuação dos representantes do Ministério Público durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. A partir da aprovação do documento, membros do MPPR passaram a atuar intensamente nas articulações nacionais em defesa das propostas ali consolidadas, participando de reuniões, debates e negociações junto aos constituintes.

A Procuradora de Justiça Samia Saad Galotti Bonavides, Presidente do Conselho Curador do Memorial, recorda que o esforço coletivo contribuiu para a construção do capítulo da Constituição Federal dedicado ao Ministério Público, que conferiu à instituição um novo perfil e ampliou significativamente suas atribuições. “A Constituição de 1988 estabeleceu o Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, pontua.

Carta de Curitiba

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Conquistas

Entre as conquistas incorporadas ao texto constitucional, conforme ressalta o decano Milton Riquelme, estão a titularidade exclusiva da ação penal pública, o controle externo da atividade policial, a atuação na defesa dos direitos difusos e coletivos, a proteção dos povos indígenas, a fiscalização da probidade administrativa e a possibilidade de atuação em ações diretas de inconstitucionalidade.

Com essas atribuições, o Ministério Público passou a exercer papel central na consolidação da democracia brasileira, ampliando sua atuação para além da esfera criminal e assumindo funções essenciais à proteção dos direitos fundamentais e dos interesses da sociedade.

Por que Curitiba? 

Curitiba foi escolhida para sediar o encontro nacional em reconhecimento aos avanços obtidos pelo Ministério Público do Paraná nos anos anteriores, especialmente após a promulgação da Emenda Constitucional 16, de 1983, que antecipou, no âmbito estadual, princípios como autonomia institucional, independência funcional, garantias aos membros do Ministério Público e paridade com a Magistratura.

Legado preservado

O legado da Carta de Curitiba permanece vivo na história institucional do Ministério Público do Paraná. Em 2019, o MPPR adquiriu o edifício que sediou o encontro nacional de 1986. Atualmente denominado Edifício Carta de Curitiba, o imóvel abriga o Memorial do Ministério Público do Paraná e a Escola Superior do MPPR.

Além de preservar a memória de um dos momentos mais relevantes da história da instituição, o espaço simboliza a contribuição do Ministério Público do Paraná para a construção do modelo constitucional de Ministério Público adotado pelo Brasil.

 

Fonte: Ministério Público PR

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