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Veja 5 novas tecnologias que devem impactar o agronegócio a partir de 2024

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Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o agronegócio representa aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. E é neste setor, segundo especialistas que as novas tecnologias podem ajudar a aprimorar a gestão das operações no campo.

E a incorporação da tecnologia no agronegócio não se limita apenas a melhorias na produtividade e eficiência. Essa demanda por avanços tecnológicos contribui de maneira mais abrangente para o crescimento do setor a nível nacional.

Faltando 45 dias para 2024, especialistas enumeram cinco tendências de novas tecnologias que devem impactar o agronegócio:

Drones – Os drones têm sido eficazes para o monitoramento do campo e permitem acompanhamentos geoespaciais de alta precisão, auxiliando no gerenciamento e na tomada de decisões geológicas diante dos inúmeros contratempos climáticos.

Sensores – São dispositivos eletrônicos que captam e medem diferentes parâmetros, como umidade do solo, temperatura, luminosidade e níveis de nutrientes. Com o uso de sensores, os agricultores podem obter informações precisas sobre as condições do solo e das plantas, permitindo uma melhor tomada de decisões no manejo agrícola.

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Internet– A interconexão de dispositivos e máquinas no ambiente agrícola, permitindo a coleta e o compartilhamento de dados em tempo real. Isso possibilita um monitoramento e controle mais eficazes de aspectos como irrigação, temperatura, umidade e controle de pragas.

Inteligência Artificial (IA) – A tecnologia de inteligência artificial pode ser aplicada em diversas áreas do agronegócio, como previsão de safras, detecção de doenças nas plantas, otimização de recursos e análise de dados. A IA continua sendo um recurso vital nas atividades do campo, complementando a IoT e proporcionando uma análise mais assertiva dos registros para melhorar a estratégia de produção.

Big Data – Refere-se ao gerenciamento e análise de grandes volumes de dados. No agronegócio, o big data pode processar informações provenientes de diferentes fontes, como sensores, drones e sistemas de monitoramento, identificando padrões e tendências para embasar decisões estratégicas. É crucial organizar e estruturar os dados coletados, transformando-os em informações inteligentes por meio do Big Data, para obter ganhos reais no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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