Paraná
Universidades estaduais do Paraná têm salto de 26% no número de professores com doutorado
O Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná soma 7.797 professores atuando em sete universidades mantidas pelo Governo do Estado, com campus distribuídos por 29 municípios de diferentes regiões. Praticamente todos os docentes possuem titulação de pós-graduação com doutorado, mestrado ou especialização, o que consolida a rede de ensino superior estadual como uma das mais qualificadas do Brasil. Esse avanço na titulação reforça a excelência do ensino público e contribui para a formação dos 86.777 universitários matriculados.
Os dados são da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e mostram um crescimento expressivo na qualificação do corpo docente entre 2018 e 2025. Há sete anos, as universidades estaduais somavam 4.853 doutores e 2.235 mestres. Hoje, esses números subiram para 6.127 doutores e 1.342 mestres, o que representa um aumento de 26% na quantidade de professores doutores e uma qualificação de mestres, indicando o avanço dos docentes em direção ao doutorado.
Segundo o diretor de Ensino Superior da Seti, Michel Jorge Samaha, o avanço da titulação dos docentes demonstra o comprometimento com a excelência acadêmica. “O avanço da qualificação do corpo docente das universidades estaduais reflete o investimento contínuo do Estado no coração da universidade, porque sem professores preparados não haveria ensino de qualidade, nem pesquisa relevante ou extensão transformadora”, afirma o gestor.
“A qualificação é importante para o fortalecimento do sistema público de ensino, que gera impacto direto no desenvolvimento sustentável do Paraná e do Brasil”, complementa.
EVOLUÇÃO – As universidades estaduais de Londrina (UEL) e de Maringá (UEM) estão entre as instituições que mais concentram professores doutores, reunindo juntas mais de 40% do total da rede. Em comparação a 2018, a UEM ampliou o quadro de doutores de 1.214 para 1.402 e a UEL passou de 1.243 para 1.305. As universidade estaduais de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) também apresentaram avanços significativos, ampliando o número de doutores de 545 para 712 e de 805 para 933, respectivamente.
Seguindo essa trajetória de qualificação, as universidades estaduais do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar) registraram crescimento consistente na qualificação dos docentes ao longo dos últimos anos. Na Unicentro, o número de professores doutores passou de 482 em 2018 para 687 em 2025, enquanto na UENP o total dobrou, saltando de 172 para 344 doutores. Já a Unespar apresentou crescimento ainda mais acentuado, com 744 docentes doutores, frente aos 392 registrados em 2018.
MODELO – Com o maior número de universidades estaduais do País, o Paraná se destaca pelo modelo de interiorização do ensino superior público, que leva oportunidades de formação para diferentes regiões. O objetivo é democratizar o acesso à educação e consolidar o conhecimento como base do desenvolvimento econômico, social e ambiental. Nesse contexto, o sistema estadual oferta centenas de cursos de graduação e pós-graduação que atendem às demandas regionais e fortalecem o desenvolvimento local.
“Além de atividades de ensino, os professores das universidades estaduais se dedicam, ainda, ao desenvolvimento de pesquisas e à realização de projetos de extensão, que aproximam o conhecimento acadêmico das comunidades locais. Na prática, essas ações fortalecem a produção científica e tecnológica, estimulam a inovação e promovem impactos diretos na sociedade paranaense, em áreas como saúde, educação, meio ambiente, agricultura e cultura”, afirma o diretor Michel Samaha.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná sedia seminário internacional do BID de combate ao crime organizado
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) sedia, com abertura nesta segunda-feira (1º), em Curitiba, o 2º Seminário de Discussão sobre Crime Organizado e Desenvolvimento na América Latina e Caribe. Promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o evento reúne gestores públicos e especialistas para debater estratégias integradas de governança e soluções coordenadas frente aos desafios socioeconômicos e de segurança causados pelas organizações criminosas.
O objetivo do encontro é apresentar estudos e levantamentos das atividades de grupos organizados nos países da região e discutir ações de enfrentamento. O foco está no compartilhamento de exemplos práticos para a criação de políticas públicas e na compreensão da dinâmica de atuação do crime organizado local e regionalmente.
Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da cooperação mútua e do intercâmbio de dados de inteligência para promover a asfixia financeira e operacional das facções que atuam de forma transnacional. De acordo com o secretário, o Estado mantém uma forte parceria com a instituição internacional. “Por meio de um convênio com o BID no programa Paraná Seguro, alcançamos resultados expressivos na redução dos índices de criminalidade”, explicou.
A Secretaria do Planejamento (Sepl) também participou da reunião. Ela coordenou a atuação estadual com o BID no Programa Paraná Seguro. O seminário segue com apresentações e discussões nesta terça-feira (2). O secretário Sanson apontou que o Paraná teve forte retração no índice de homicídios em 2025 na comparação com o ano de 2018, o que demonstra o êxito das políticas públicas adotadas. “Somos ainda recordistas em apreensões de drogas entre os estados brasileiros. Temos bases integradas avançadas em municípios de fronteira e divisas, o que garante o enfrentamento ao crime transnacional e interestadual”, afirmou.
O secretário citou que as ações contra o crime organizado são estruturadas em três eixos principais: acompanhamento, monitoramento e captura. “Os batalhões e delegacias de polícia acompanham com inteligência a ação dos criminosos para prender as lideranças e desarticular os grupos. Atacamos a descapitalização da cadeia logística do crime e impedimos a lavagem de dinheiro para o sufocamento de suas atividades”, detalhou.
O especialista setorial em segurança cidadã e justiça do BID, Rodrigo Pantoja, reforçou o compromisso da instituição financeira internacional em apoiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, dados e inovação tecnológica para mitigar o impacto da criminalidade no desenvolvimento regional. Segundo ele, a proposta foi realizar o workshop em um local com relevância operacional.
“A representação do BID no Brasil tem uma parceria muito boa com o Paraná. Estamos fechando o programa Paraná Seguro, que foi um sucesso, alcançando múltiplos resultados de redução de homicídios e de roubos, entre outros”, afirmou Pantoja. “O escopo do Paraná Seguro incluiu 27 municípios e tem convergência com o que se discute na América Latina e Caribe.”
O especialista também ressaltou que o fato de o Paraná liderar nacionalmente as apreensões de entorpecentes, mesmo sem figurar entre os estados brasileiros com maior consumo de drogas, demonstra um compromisso permanente no enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes transnacionais, incluindo o tráfico de armas e o contrabando.
Fonte: Governo PR
-
Paraná5 dias agoEm Pitanga, MPPR denuncia por quebra de sigilo funcional e corrupção passiva residente jurídico que se aproveitou do cargo para solicitar vantagem indevida
-
Agro6 dias agoCustos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso e pressionam rentabilidade de soja, milho e algodão
-
Paraná6 dias agoEstado amplia parceria com o Crea-PR para fortalecer gestão municipal
-
Política Nacional6 dias agoDecreto sobre remoção de posts na internet é ataque à liberdade, afirma Amin
-
Brasil7 dias agoBrasil fortalece cooperação internacional para transformar compromissos climáticos em projetos financiáveis
-
Política Nacional6 dias agoDavi promulga dispositivos reinseridos na LDO pelo Congresso
-
Educação6 dias agoEnem 2026: saiba como se inscrever
-
Polícial6 dias agoPCPR prende homem por lesão corporal em Curitiba
