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União Europeia e Mercosul: Alckmin Anuncia Assinatura Iminente de Acordo Comercial Histórico

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, garantiu nesta segunda-feira (17) que o Brasil está pronto para assinar, em breve, o aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida em Belém (PA), onde ocorre a COP30.

Negociações Encerradas: A Palavra de Mauro Vieira

A expectativa pela finalização do acordo foi corroborada pelo chanceler brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que “as negociações já foram encerradas”.

A declaração de Vieira reforça que as discussões técnicas e políticas entre os blocos chegaram ao fim, pavimentando o caminho para a etapa final do processo: a assinatura oficial do tratado, que promete reconfigurar as relações comerciais internacionais.

Próximos Passos: O Foco no Conselho Europeu

Segundo as autoridades brasileiras, o momento da assinatura é uma questão de tempo e depende do avanço do debate dentro do bloco europeu.

O vice-presidente Alckmin e o ministro Mauro Vieira destacaram que o ato formal da assinatura deve ocorrer assim que o debate sobre o tema for concluído no Conselho Europeu.

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O acordo, que tem potencial para criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, é visto como crucial para a expansão das exportações brasileiras, especialmente no agronegócio e setor industrial.

Liderança Brasileira na COP30 Impulsiona o Tema

O anúncio, feito no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), ressalta o papel de liderança do Brasil tanto na agenda ambiental quanto na econômica.

A presença do vice-presidente e do chanceler na conferência demonstra a prioridade do governo em finalizar o tratado, utilizando o palco internacional para reafirmar o compromisso brasileiro com o comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo histórico em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que os embarques da proteína atingiram volume recorde entre janeiro e maio, consolidando o mercado externo como um dos principais sustentáculos da pecuária nacional.

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Secex, em 1997. O resultado representa crescimento de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 26,6% frente aos embarques registrados em 2024.

Receita com exportações supera R$ 40 bilhões

Além do recorde em volume, as vendas internacionais também alcançaram um desempenho sem precedentes em faturamento. A receita acumulada entre janeiro e maio somou R$ 40,2 bilhões, alta de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado R$ 33,4 bilhões.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado foi favorecido pela valorização do dólar frente ao real ao longo do período e pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional.

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O valor médio da tonelada exportada atingiu aproximadamente R$ 29,5 mil no acumulado do ano, contribuindo para ampliar a rentabilidade das operações externas.

Maio registra maior faturamento mensal de 2026

Considerando apenas o mês de maio, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 290,45 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e avanço de 17,2% na comparação com maio de 2025.

O faturamento mensal chegou a R$ 9,04 bilhões, o maior registrado em 2026 até o momento. O montante representa aumento de 5,35% frente ao mês anterior e salto de 28,08% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O preço médio da proteína exportada em maio atingiu R$ 31.135,21 por tonelada, reforçando o cenário de valorização da carne bovina brasileira no comércio internacional.

Mercado externo ganha importância estratégica para o setor

De acordo com o Cepea, o forte desempenho das exportações ocorre em um momento de desafios para o mercado doméstico. O setor atravessa a transição entre safra e entressafra, período marcado pelo aumento gradual da oferta de animais terminados para abate e por um consumo interno mais moderado.

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Ao mesmo tempo, proteínas concorrentes, como carne de frango e carne suína, seguem competitivas no mercado brasileiro, ampliando a disputa pela preferência do consumidor.

Nesse contexto, o mercado internacional tem desempenhado papel fundamental para sustentar a demanda pela produção nacional e garantir maior equilíbrio ao setor pecuário.

Perspectivas seguem positivas para a carne bovina brasileira

O cenário atual reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina. A combinação entre forte demanda externa, preços historicamente elevados e competitividade da produção nacional continua favorecendo o desempenho das exportações.

Para analistas do setor, a manutenção desse ritmo poderá garantir novos recordes ao longo de 2026, consolidando a relevância da carne bovina brasileira no abastecimento global e fortalecendo a geração de divisas para o agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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