Agro
Safra ajustada e demanda firme sustentam preços do trigo no Sul e em Chicago
Oferta limitada no Sul mantém preços estáveis
No Rio Grande do Sul, a disponibilidade de trigo ainda é considerada reduzida para esta fase da safra. Segundo a TF Agroeconômica, restam cerca de 1,3 milhão de toneladas, enquanto o volume diário negociado por produtores e armazenadores atinge 1,2 milhão de toneladas, pouco mais de um terço da produção estimada.
Os preços nos moinhos gaúchos variam entre R$ 1.080 e R$ 1.150, chegando a R$ 1.160 para dezembro e R$ 1.180 para janeiro no porto. Já o trigo de ração é negociado entre R$ 1.110 e R$ 1.115. Para exportação, das mais de 700 mil toneladas comprometidas, quase toda a parcela nomeada já foi embarcada, enquanto o preço ao produtor em Panambi caiu para R$ 54 por saca.
Em Santa Catarina, a colheita avança com clima favorável, mas produtividade menor, embora a qualidade do trigo seja considerada boa, com PH elevado. Os preços indicados variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150, enquanto vendedores buscam R$ 1.200. No mercado interno, os valores pagos aos triticultores oscilaram entre R$ 60,33 e R$ 64 por saca, recuando ou mantendo-se estáveis conforme a praça.
No Paraná, o mercado está mais travado devido à proximidade do recesso das indústrias. Os valores nos moinhos variam entre R$ 1.170 e R$ 1.280, dependendo do prazo de entrega e condições de pagamento. A qualidade irregular do trigo gaúcho limita sua entrada no estado, enquanto o trigo argentino ganha competitividade com a queda do dólar, cotado entre US$ 240 e US$ 260 nos portos.
Chicago registra alta após recuperação técnica e firmeza na demanda
Nos Estados Unidos, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (4) com alta para o trigo, revertendo o movimento negativo da maior parte do pregão. A valorização foi impulsionada por recomposição de posições em um cenário de maior busca por oportunidade, após pressão provocada pela percepção de ampla oferta global.
A demanda internacional também favoreceu a recuperação. As vendas líquidas semanais dos EUA totalizaram 505,4 mil toneladas para a temporada 2025/26 e 10,5 mil toneladas para 2026/27, volumes dentro das projeções e que reforçam o sentimento comprador. Além disso, a agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) adquiriu entre 810 mil e 900 mil toneladas em licitação internacional, segundo relatos de traders europeus.
O início do pregão registrou pressão negativa devido à redução das tensões no Mar Negro. A reunião de cinco horas entre Vladimir Putin e enviados do presidente Donald Trump diminuiu preocupações com possíveis interrupções nos embarques ucranianos, suavizando o impacto das ameaças russas após ataques com drones a embarcações.
Os contratos para março de 2026 fecharam a US$ 5,40 1/4 por bushel, alta de 2 centavos ou 0,37% em relação ao fechamento anterior. Já os contratos para maio de 2026 encerraram a US$ 5,47 1/4 por bushel, avanço de 2 centavos ou 0,36%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.
Recorde para o mês de maio
Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.
Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.
Exportações seguem sustentando o mercado
O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.
Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.
Competitividade brasileira impulsiona vendas
A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.
O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.
Perspectivas para 2026
Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.
Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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