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Turismo rural impulsiona queijarias artesanais e fortalece economia local em diversas regiões do Brasil

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Turismo rural amplia oportunidades para produtores de queijo artesanal

Transformar pequenas queijarias em destinos turísticos tem se mostrado uma estratégia eficaz para gerar renda, valorizar o campo e promover o desenvolvimento regional. Essa tendência vem crescendo em todo o país, impulsionada pela busca dos consumidores por produtos autênticos e experiências que conectam gastronomia, cultura e natureza.

Durante décadas, o queijo mineiro — especialmente o da Serra da Canastra — foi sinônimo de tradição e qualidade. Hoje, porém, outras regiões também se destacam, conquistando reconhecimento internacional e ampliando o cenário da produção artesanal de queijos no Brasil.

Rota do Queijo São Paulo valoriza produtores e cultura local

Entre as iniciativas mais recentes, o Governo de São Paulo lançou a Rota do Queijo São Paulo, projeto que reúne 102 queijarias em 77 municípios. O objetivo é fortalecer a produção artesanal, integrar turismo e gastronomia e valorizar a identidade cultural do estado.

De acordo com Ana Rita Scozzafave, jurada internacional de queijos, médica-veterinária e CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência, a proposta reflete a diversidade e a qualidade dos produtores paulistas. “Esse projeto mostra o quanto as receitas autorais e o cuidado dos produtores vêm elevando o padrão da queijaria artesanal no Brasil”, destacou.

A rota está dividida em oito circuitos temáticos, que abrangem regiões como Alta Paulista, Cuesta, Mantiqueira e Vale do Paraíba, Mogiana Paulista e Sudoeste Paulista, entre outras. Além de estimular o turismo, o projeto fomenta a economia regional e amplia a visibilidade dos produtores.

Crescimento da produção artesanal e reconhecimento internacional

Desde 2022, o número de produtores artesanais de queijo em São Paulo cresceu 300%, somando quase 60 queijarias reconhecidas oficialmente. O estado também conquistou destaque internacional ao emplacar quatro queijos entre os dez melhores do mundo no Mondial du Fromage, realizado na França.

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“Pequenos produtores descobriram que podem agregar muito valor ao leite fabricando queijos únicos”, comenta Scozzafave. Segundo ela, além de São Paulo, há movimentos semelhantes em estados como Amazonas, Mato Grosso e regiões do Norte e Nordeste, que também vêm se destacando em concursos internacionais.

Queijos artesanais conquistam consumidores e fortalecem a identidade regional

O interesse crescente pelos queijos artesanais reflete uma mudança no comportamento do consumidor. Hoje, as pessoas valorizam mais a origem, a história e o trabalho por trás de cada produto, buscando experiências gastronômicas completas.

“Degustar um queijo vai muito além do sabor. O público quer se conectar com a história e a autenticidade do produtor, e muitos estão dispostos a pagar mais por produtos exclusivos”, observa a jurada internacional.

A especialista destaca ainda que muitas pequenas queijarias surgiram como resposta à baixa valorização do leite, encontrando na produção artesanal uma forma sustentável e rentável de permanecer no campo.

Turismo rural transforma propriedades em experiências

O turismo rural vem ganhando força como um novo modelo de negócio para produtores de queijo. As propriedades abrem suas portas para visitas, degustações e passeios, oferecendo experiências autênticas no campo.

“O turismo rural atrai pessoas das grandes cidades que buscam contato com a natureza e produtos locais. Além dos queijos, os produtores podem comercializar outros itens típicos, como geleias, cafés, bolachas e delícias regionais”, explica Scozzafave.

Essa integração entre produção, gastronomia e lazer tem contribuído para manter as famílias no campo e diversificar as fontes de renda.

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Profissionalização e apoio técnico fortalecem o setor

Para incentivar a profissionalização das pequenas propriedades, a SCZ Agro & Agrointeligência oferece consultoria técnica, assessoria legal e suporte em certificações e autorizações municipais e estaduais. A empresa também auxilia na padronização para o SISP ARTESANAL (Serviço de Inspeção São Paulo), essencial para comercialização e participação em concursos de queijo.

A jurada internacional ressalta que os concursos são uma vitrine importante para os produtores. “Um bom queijo vai além do sabor. Avaliamos textura, aroma, cor e consistência. A atenção aos detalhes é o que garante destaque nas competições”, afirma.

Premiações nacionais e internacionais destacam queijarias brasileiras

O Brasil conta hoje com importantes eventos voltados à valorização dos queijos artesanais, como o Concurso Internacional de Queijo Artesanal (Araxá International Cheese Awards), parte da ExpoQueijo Brasil, que reúne 47 categorias com diferentes tipos de leite.

Outro destaque é o Prêmio Queijo Brasil, realizado anualmente em Blumenau (SC), que em 2025 registrou recorde de inscrições, com produtores de 20 estados e mais de 260 cidades.

Já o Mundial do Queijo do Brasil (Mondial du Fromage – edição brasileira) acontece em São Paulo (SP) e alterna com o evento francês. A próxima edição será em abril de 2026, reunindo degustações, rodadas de negócios e palestras com especialistas.

“O Mundial é uma oportunidade única para os produtores brasileiros apresentarem seus queijos ao mercado internacional e ganharem visibilidade. Estamos prontos para apoiar quem deseja dar esse passo”, finaliza Scozzafave.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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