Agro
Trigo enfrenta pressão no Sul, enquanto cevada garante boa rentabilidade aos produtores
O mercado brasileiro de trigo permanece travado, especialmente na região Sul, onde a oferta elevada e a postura cautelosa dos compradores mantêm os preços contidos. De acordo com análise da TF Agroeconômica, os moinhos do Rio Grande do Sul têm priorizado compras pontuais, mesclando trigo da safra antiga e da nova para reduzir custos e evitando posições longas, o que mantém o ritmo de negócios limitado.
No estado, há disponibilidade abundante de cereal, fator que restringe qualquer avanço de preços no curto prazo. A consultoria avalia que a demanda mais consistente deve se concentrar entre janeiro e março, período em que o frete costuma ganhar peso nas decisões de compra. As indicações atuais seguem estáveis: R$ 1.020 no interior, R$ 1.140 em Canoas e Porto Alegre e R$ 1.150 na Serra.
Exportações e câmbio influenciam competitividade do trigo
A combinação de maior volume e qualidade inferior tem mantido o mercado gaúcho em paridade com a exportação. Os valores registram FOB em US$ 225 por tonelada e FAS em Rio Grande ao redor de US$ 216, acima do trigo argentino. Segundo a TF Agroeconômica, o cereal da Argentina ganhou competitividade com a queda recente do dólar, pressionando ainda mais o mercado interno. Em Panambi, o preço pago na pedra recuou para R$ 55.
Santa Catarina mantém ritmo lento de comercialização
Em Santa Catarina, o mercado de trigo continua praticamente paralisado. Apesar da oferta proveniente do Rio Grande do Sul e de São Paulo, os valores apresentados estão acima daquilo que os moinhos catarinenses estão dispostos a pagar. Assim, os negócios seguem restritos e os preços recebidos pelos produtores permanecem estáveis há semanas.
Trigo paraguaio e clima desafiam produtores no Paraná
No Paraná, a consultoria destaca que o trigo paraguaio chega ao estado com preços mais competitivos, pressionando ainda mais a comercialização local. As chuvas recentes sobre áreas ainda não colhidas prejudicaram a qualidade e a produtividade, mantendo as cotações próximas à paridade de importação. A média paga aos produtores subiu para R$ 64,12, mas continua abaixo dos custos atualizados, ampliando o prejuízo no curto prazo.
Cevada avança na colheita e se destaca pela rentabilidade no Paraná
Colheita acelera após melhora no clima
A cevada apresenta cenário mais favorável. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná, a colheita avançou rapidamente após a interrupção das chuvas. Entre uma semana e outra, o percentual colhido passou de 56% para 83%, com destaque para a região de Entre Rios, em Guarapuava.
Com a previsão de cinco dias seguidos de chuva a partir de 12 de novembro, muitos produtores intensificaram a colheita sempre que o clima permitiu.
Qualidade preservada mesmo após umidade elevada
Apesar da preocupação inicial com os impactos da alta umidade, o Deral informa que foram poucos os casos de lavouras prejudicadas. A qualidade da cevada foi preservada, e o produto segue atendendo às exigências da indústria.
Cevada garante margens positivas em 2025
O relatório também reforça que a cevada apresentou desempenho econômico superior ao do trigo em 2025. Com contratos firmados a preços vantajosos, a boa produtividade deve resultar em margens positivas para grande parte dos produtores.
Em janeiro, a saca foi negociada a R$ 84,93, subindo para uma média de R$ 92,08 em fevereiro — valores cerca de 29% superiores aos preços atuais, garantindo boa rentabilidade aos agricultores que fixaram preços antecipadamente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Tecnologia química impulsiona produtividade do agronegócio e amplia pressão sobre indústria nacional
Agronegócio brasileiro cresce apoiado em tecnologia e eficiência produtiva
O avanço da produtividade no agronegócio brasileiro — setor responsável por quase metade das exportações do país — tem sido cada vez mais associado à intensificação tecnológica, com destaque para a aplicação da química no campo e na indústria.
Em 2025, o setor atingiu US$ 169,2 bilhões em exportações, o equivalente a 48,5% das vendas externas do Brasil. O resultado não se deve apenas à ampliação de área cultivada, mas principalmente aos ganhos de eficiência ao longo de toda a cadeia produtiva.
Cadeia sucroenergética é destaque em ganhos de escala e eficiência
Um dos principais exemplos desse movimento é a cadeia sucroenergética, considerada uma das mais estruturadas do agronegócio brasileiro.
Na safra 2025/26, o setor registrou produção de 30,8 bilhões de litros de etanol e mais de 40 milhões de toneladas de açúcar. Os maiores grupos do segmento chegam a processar mais de 240 milhões de toneladas de cana por safra.
Esse volume expressivo depende de elevado nível de eficiência operacional, que envolve desde o manejo agrícola até o controle dos processos industriais, com uso intensivo de soluções químicas aplicadas à fermentação, controle microbiológico e aumento de rendimento.
Embrapa e FAO destacam papel da tecnologia na produtividade agrícola
Segundo a Embrapa, os ganhos de produtividade no Brasil nas últimas décadas estão diretamente ligados à adoção de tecnologias que permitem aumentar o rendimento por hectare sem expansão proporcional da área cultivada.
Dados da FAO indicam que o país está entre os que mais elevaram a produção agrícola com base na intensificação tecnológica.
Química tem papel estratégico na eficiência do campo e da indústria
Especialistas do setor destacam que a química exerce função transversal nesse processo, contribuindo tanto para o aumento da produtividade agrícola quanto para a eficiência industrial.
Para Antonio Carlos Degan, da indústria química voltada ao setor sucroenergético e com atuação também no mercado externo, o diferencial está na aplicação técnica das soluções.
“A química, por si só, não resolve o problema. O que gera resultado é a aplicação técnica, desenvolvida junto com o cliente. Quando você entende o processo da usina ou do produtor, você melhora rendimento, reduz perdas e ganha eficiência real”, afirma.
Indústria química enfrenta desafios de competitividade e dependência externa
Apesar do avanço tecnológico no campo, o setor industrial químico opera em um cenário de crescente pressão competitiva.
O Brasil ampliou a dependência de insumos importados nos últimos anos, enquanto empresas nacionais enfrentam desafios como custo de produção elevado, carga tributária e forte concorrência internacional.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química, o país mantém déficit estrutural na balança comercial do setor, reflexo da perda de competitividade frente a mercados como China e Estados Unidos.
Inovação passa a ser fator essencial de permanência no mercado global
Nesse contexto, a produtividade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser condição essencial de permanência no mercado global.
“Hoje você compete com o mundo inteiro. Se não evoluir em tecnologia e eficiência, você perde espaço. A inovação não é mais escolha, é sobrevivência”, destaca Degan, que também atua em mercados internacionais com padrões técnicos mais rigorosos.
Indústria química amplia atuação como parceira técnica do agronegócio
Além do fornecimento de insumos, a indústria química vem ampliando sua atuação como parceira técnica do setor produtivo.
O foco passa a incluir o desenvolvimento de soluções específicas para cada etapa da produção, reforçando a integração entre tecnologia, conhecimento técnico e ganhos consistentes de eficiência em toda a cadeia do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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