Agro
Seca nos Estados Unidos dá novo impulso aos preços da soja e do milho
Após um longo período de clima favorável para o plantio da safra 2023/24 nos Estados Unidos, as previsões de tempo seco motivaram uma forte alta nos preços do milho e da soja na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (22).
No caso do milho, os lotes do cereal para julho subiram 2,98%, a US$ 5,71 por bushel. Os contratos para setembro avançaram 2,07%, para US$ 5,0475 por bushel.
O plantio de milho da safra 2023/24 nos EUA, que vinha caminhando acima da média nas últimas semanas, e pressionando os preços em Chicago, pode enfrentar seu primeiro revés neste início de temporada, já que as chuvas devem ser escassas nos próximos dias.
Soja – Nas negociações da soja, os contratos da para julho encerraram o pregão em alta de 2,60%, a US$ 13,4125 por bushel. Os papéis para setembro avançaram 1,98%, a US$ 12,0975 por bushel.
Assim como ocorreu no milho, o clima seco deu sustentação para as cotações da soja. No primeiro pregão da semana, a oleaginosa acompanhou também a valorização de quase 3% do óleo de soja no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar
A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.
Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.
A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.
Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.
Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.
Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.
A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.
O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.
Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.
A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.
Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.
A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.
A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.
Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.
Fonte: Pensar Agro
-
Política Nacional6 dias agoHorário eleitoral gratuito: veja as regras para as eleições de 2026
-
Paraná6 dias agoMinistério Público ajuíza ação civil pública para suspender prorrogação indevida de contrato de concessão dos serviços de transporte coletivo de Guarapuava
-
Paraná5 dias agoAtuação do Ministério Público do Paraná viabiliza implantação do serviço de acolhimento para crianças e adolescentes no Município de Pitangueiras
-
Educação6 dias agoIdeb: Paraíba inicia análise de resultados nas redes
-
Educação6 dias agoProjeto da Univasf utiliza o esporte para apoiar jovens com TEA
-
Paraná6 dias agoTribunal do Júri de Castro condena a 30 anos e 6 meses de reclusão homem denunciado pelo MPPR por tentativa de feminicídio da ex-companheira
-
Brasil6 dias agoSecretarias Municipais de Saúde devem formalizar recebimento de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde
-
Esportes7 dias agoBahia vence o Internacional na Fonte Nova e entra no G-5 do Brasileirão
