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Brasil

Transporte ferroviário de cargas atinge recorde de 555,48 milhões de toneladas escoadas em 2025

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O Ministério dos Transportes registrou, no fim de 2025, um novo marco na área ferroviária. A movimentação alcançou 555,48 milhões de toneladas úteis (TU), o que representa alta de 2,57% na comparação com 2024, das cargas escoadas pelos trilhos do país para abastecimento interno e comércio exterior. O resultado é parte da atuação do Governo do Brasil para ampliar a malha logística nacional. Para 2026, estão previstos R$140 bilhões em investimentos no setor com a realização de oito leilões até o fim do ano, com projeção de R$600 bilhões injetados no modal.

“Pela terceira vez consecutiva, batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, em um momento em que também registramos um volume de investimentos privados histórico no setor. Esses resultados mostram que o planejamento, a previsibilidade regulatória e o diálogo com o mercado estão produzindo efeitos concretos. A gestão da SNTF [Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário] ficará marcada por esses avanços reais. Mas ainda há muito a fazer, queremos avançar mais e acreditamos na Política Nacional de Ferrovias”, destacou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

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Os esforços da pasta concentraram-se em aprimorar as cadeias de deslocamentos terrestres, para que os insumos escoados pelo país contem com estrutura adequada e sejam conduzidos por caminhos de menor custo e maior eficiência. Por exemplo, nos trajetos de longa distância, os grãos de Mato Grosso, principal produtor nacional, podem ser enviados ao Sudeste e aos portos da região por meio das ferrovias, o que reduz a circulação de caminhões nas estradas e a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

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Levantamento da Infra S.A. sobre a movimentação por trilhos em 2025 mostra que o setor agrícola apresentou o melhor desempenho, com avanço de 4,62%, seguido por outras mercadorias, que cresceram 3,43%. O minério de ferro manteve protagonismo ao atingir 401,35 milhões de TU, com elevação de 2,72%.

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“O crescimento do transporte pelas ferrovias reforça o papel estratégico do modal diante da expansão da atividade econômica, que não para de aumentar, e vai além de uma tendência. Trata-se de uma infraestrutura logística crucial para o desenvolvimento do país nos próximos anos”, acrescentou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Outorgas Ferroviárias

O Ministério dos Transportes possui 14 concessões do modal vigentes e trabalha para interromper o padrão de dezenas de projetos anunciados pelo governo anterior que nunca saíram do papel. A pasta lançou a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, com o objetivo de viabilizar a maior carteira de ativos do setor a serem leiloados e viabilizou a primeira autorização ferroviária após revisar o Marco Legal das Ferrovias em 2023.

Com relação às concessões que receberão investimentos de R$140 bilhões, a novidade do modelo de outorgas é que foram criadas diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade, sem abandonar o princípio da responsabilidade fiscal.

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Outra frente importante tem sido ações voltadas a estabelecer soluções logísticas para cinco concessões de malhas em final de vigência: Malha Sul (SP, PR, SC e RS), Malha Oeste (MS e SP), Ferrovia Centro-Atlântica (SE, BA, MG, ES, RJ, SP, GO e DF), Ferrovia Tereza Cristina (SC) e Ferrovia Transnordestina Logística (MA, PI, CE, RN, PB, PE e AL).

Em paralelo, o Ministério dos Transportes encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as diretrizes para a realização do primeiro chamamento público de trechos ferroviários. O modelo colocará à disposição do setor privado o Corredor Minas–Rio, atualmente classificado como linha ociosa. Essa iniciativa servirá de referência para os próximos chamamentos e poderá viabilizar a retomada de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal.

Além disso, houve aceleração dos investimentos ferroviários, com R$40 bilhões aplicados entre 2023 e 2025, valor 60% superior ao total aportado em todo o período de 2019 a 2022 (R$25 bilhões). Um caso emblemático foi a retomada, em 2023, das obras da Transnordestina, projeto estratégico para a logística do Nordeste, com 71% de avanço físico e montante estimado em R$15 bilhões, dos quais R$11,3 bilhões já foram aplicados. Os trabalhos seguem cronograma que prevê a conclusão da Fase 1 em 2027 e da Fase 2 em 2028.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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