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Transição energética: Brasil enfrenta desafios para adotar fontes sustentáveis de energia

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O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Gomes de Almeida Filho, foi o convidado da Casa da Ciência, em Belém (PA), para palestrar sobre os desafios da transição energética no Brasil.

Segundo ele, o objetivo é que o País deixe de usar matrizes de origem fóssil (petróleo, carvão mineral) para adotar fontes de energia renovável, como a eólica, solar, hídrica e biomassa. O secretário afirmou que o Brasil tem características favoráveis para a mudança, visto que há oferta desses materiais em todo o território nacional. Almeida Filho ainda ressaltou a importância da Petrobras em pesquisas voltadas para a transição energética, sendo um exemplo de empresa estatal que investe em desenvolvimento e inovação.

O uso de combustíveis sustentáveis já é tecnicamente viável, mas ainda enfrenta desafios de custo, escala e infraestrutura. Dessa forma, ressaltou o secretário, há a necessidade do estabelecimento de marcos regulatórios que incentivem empresas privadas a desenvolverem alternativas ambiental e economicamente sustentáveis. Também é preciso viabilizar a formação de mão de obra e o financiamento de projetos com ações a longo prazo que levem em consideração o contexto climático, que se é uma prioridade global. 

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Durante a palestra, o representante do MCTI reafirmou o compromisso do Brasil no desenvolvimento sustentável. “Vamos utilizar a tecnologia para servir ao desenvolvimento social e econômico do País, mas não de qualquer forma, não simplesmente buscando lucro, mas buscando também o desenvolvimento com um modelo sustentável, que a gente possa fazer por longo prazo sem agredir o nosso planeta”, afirmou.

Alinhamento governamental

O secretário relembrou o lançamento, em novembro, do Centro de Competência, com foco em hidrogênio de baixa emissão de carbono da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), unidade vinculada ao MCTI. O Brasil investiu R$ 60 milhões no centro, impulsionando a produção de hidrogênio limpo com o objetivo de impulsionar a indústria de baixo carbono, ampliando a produção limpa e o uso de fontes renováveis de forma segura e eficiente.

Casa da Ciência  

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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