Connect with us


Agro

Touro Brahman bate recorde de qualidade de carcaça no Brasil

Publicado em

Recorde histórico na avaliação de carcaça

O reprodutor Mr SEC Kimme130, com 36 meses de idade, foi submetido a exame de ultrassonografia em 24 de setembro, obtendo 173,04 cm² de AOL, maior índice registrado entre animais de até três anos no Brasil. A mensuração foi realizada pelo software norte-americano Beef Image Analysis (BIA), usado para avaliar, por imagem, a quantidade e a qualidade da carcaça de bovinos vivos.

Até então, o recorde pertencia a um touro zebuíno com 171 cm² de AOL, segundo dados da DGT Brasil. O índice de AOL está diretamente relacionado ao tamanho do contrafilé, indicador da capacidade do animal de gerar mais carne de alta qualidade.

Genética de excelência e marmoreio superior

Além do recorde de AOL, Mr SEC Kimme apresentou outros indicadores de destaque:

  • Marmoreio: 5,69%, gordura entremeada que garante sabor e suculência da carne.
  • Espessura de Gordura Subcutânea: 13,33 mm, importante para precocidade sexual, terminação de machos e proteção da carcaça.

O touro recebeu o selo “All Profit” do Índice US Beef, concedido apenas a animais que apresentam resultados positivos em todas as características avaliadas, e o selo CH Choice*, que indica marmoreio moderado.

Leia mais:  Capal destaca inovação e parceria com pesquisa no Show Tecnológico de Verão em Ponta Grossa
Reconhecimento da raça Brahman

Para Fernando Pereira, presidente do Conselho Técnico da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), o feito é inédito não apenas para a raça, mas para toda a pecuária zebuína do país. “A Brahman demonstra alto potencial genético, não só para ganho de peso, mas principalmente para produção de carne de qualidade, com excelente conformação e marmoreio, oferecendo vantagens competitivas no mercado brasileiro e internacional”, afirma.

Segundo Pereira, touros como Mr Kimme indicam que os consumidores terão acesso a mais carne macia e saborosa à medida que essa genética for utilizada em cruzamentos.

Origem e planejamento genético

Mr SEC Kimme nasceu na Estância Santa Clara, em Descalvado/SP, filho do touro americano JDH Mr Echo Manso 237/1 e da matriz brasileira Ms SEC PO 54. Ambos apresentam histórico comprovado de rendimento de carcaça e marmoreio.

André Herkert, responsável pelo planejamento genético da Santa Clara, destaca a importância da ultrassonografia de carcaça, que permite identificar animais de alto rendimento e marmoreio, alinhados ao perfil funcional demandado pelo mercado. Todo o rebanho também é avaliado pelo programa PMGZ da ABCZ, garantindo seleção genética rigorosa.

Leia mais:  Poder de compra do avicultor reage em abril com queda nos custos de milho e farelo de soja, aponta Cepea
Premiações e reconhecimento da fazenda

O proprietário do touro, Luiz Carlos Vianna, destaca o temperamento dócil da raça e seu potencial para produção de carne de qualidade. Mr Kimme já conquistou prêmios importantes:

  • 11 meses: Reservado Grande Campeão da ExpoBrahman 2023.
  • 2024: Melhor Criador e Melhor Expositor da ExpoZebu, principal exposição de raças zebuínas do mundo.

“Nosso objetivo é produzir animais funcionais, dóceis e produtivos com excelente racial e alto rendimento. Essa conquista inédita confirma o sucesso dos investimentos da Santa Clara e posiciona a Brahman no topo da pecuária mundial”, afirma Vianna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia mais:  Ração Cocamar impulsiona produtividade e ajuda produtores a enfrentar crise no setor leiteiro

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia mais:  Mercado global do açúcar enfrenta pessimismo após "Sugar Week", mas etanol pode sustentar preços

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262