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Capal destaca inovação e parceria com pesquisa no Show Tecnológico de Verão em Ponta Grossa

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Integração entre cooperados, pesquisa e tecnologia

A Capal Cooperativa Agroindustrial marcou presença no Show Tecnológico de Verão 2026, realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro, no Centro de Desenvolvimento Experimental (CDE) da Fundação ABC, em Ponta Grossa (PR). O evento reuniu centenas de produtores rurais, pesquisadores e profissionais do setor agropecuário em dois dias de programação voltada à inovação, produtividade e gestão no campo.

Durante o evento, a cooperativa contou com um estande institucional voltado ao atendimento e relacionamento com cooperados, além da presença da Capal Sementes, que participou em parceria com a empresa Neogen. No espaço, foram apresentadas soluções em sementes de alta qualidade, com foco em eficiência e rentabilidade para as lavouras de soja e milho.

Pesquisa aplicada e resultados no campo

Para Cleiton Luiz Fassini, engenheiro agrônomo da unidade de Itararé (SP), a presença da cooperativa no evento reforça o elo entre pesquisa, assistência técnica e o produtor.

“A presença da Capal no Show Tecnológico fortalece a ligação entre os cooperados, a Fundação ABC e a assistência técnica. A Fundação é nossa principal instituição de pesquisa, e aqui o cooperado tem acesso direto a esse conhecimento, ganhando tempo e informação para aprimorar sua produção”, destacou Fassini.

O agrônomo ressaltou ainda que os resultados obtidos nos experimentos da Fundação ABC são fundamentais para orientar as recomendações técnicas da cooperativa.

“Esses dados são a base de todo o trabalho técnico da Capal. Ver a tecnologia aplicada no campo ajuda o cooperado a compreender melhor as práticas e agiliza a adoção de soluções inovadoras na propriedade”, explicou.

Conteúdo técnico e palestras de referência

A programação contou com palestras de especialistas renomados, como Paulo Arbex, professor da Unesp de Botucatu e referência nacional em plantabilidade, além dos influenciadores Primos Agro, que abordaram temas de comunicação, vendas e uso de redes sociais no agronegócio.

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Os visitantes também acompanharam atividades práticas nas Arenas Soja e Milho e no Circuito do Leite, conduzidas por pesquisadores da Fundação ABC. Os temas envolveram manejo de culturas, aumento de produtividade e estratégias de alta performance no campo.

Soluções práticas para o dia a dia do produtor

De acordo com Fassini, o evento foi um dos mais aplicados à realidade do produtor dos últimos anos.

“Este ano o Show Tecnológico está excepcional. As orientações são extremamente práticas — desde a regulagem de máquinas até o manejo para aumentar o potencial produtivo das lavouras. O produtor sai daqui com soluções que pode aplicar imediatamente na sua propriedade”, avaliou o agrônomo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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