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Território Ilha da Torotama é criado no Rio Grande do Sul em parceria entre MPA, INCRA e SPU

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A ilha de Torotama, que fica na cidade de Rio Grande (RS), foi reconhecida como território tradicional pesqueiro por meio da criação de um Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE), do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). O reconhecimento é fruto da parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

O PAE Pesqueiro (PAEp) Território Ilha da Torotama é formado por 782,4948 hectares entre a Lagoa dos Patos e o Banhado do Silveira, na Região Sul do estado. A criação do assentamento obedece à Portaria nº 1.498, de 15 de novembro de 2025. A norma trata da implantação desse tipo de iniciativa em áreas de propriedade exclusiva da União, como várzeas, ilhas, terrenos de marinha, marginais e seus acrescidos.

De acordo com a pescadora da comunidade Ilha dos Marinheiros, Viviani Machado, o reconhecimento é mais um instrumento de luta dos territórios. “Nossas comunidades foram muito afetadas pelas enchentes, com grande risco de remoção. O assentamento é uma garantia de reconhecimento de território, além de trazer políticas públicas para um povo carente delas e uma garantia de reconstrução do território”, refletiu.

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Viviani, que faz parte da coordenação do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), contou que o trabalho de reconhecimento foi realizado primeiramente pela população local. “Fomos chamadas para compor o grupo que levou as informações até a comunidade. Primeiramente, fizemos o chamado para a comunidade participar da reunião. Foram duas reuniões até a abertura do edital, onde as famílias se inscreveram. As inscrições foram feitas na escola”, acrescentou.

A coordenadora de Territórios Pesqueiros e Integração de Políticas Públicas da secretaria Nacional de Pesca Artesanal do MPA, Suana Medeiros Silva, relatou que o reconhecimento e a regularização dos territórios pesqueiros pelo INCRA é um marco histórico no Brasil e na luta das comunidades tradicionais de pesca artesanal. “Significa a garantia da permanência e do acesso dessas comunidades aos lugares onde a pesca é praticada e onde armazenam seus petrechos. E além de garantir o sustento dessas famílias, esses territórios estão inseridos em ecossistemas e biomas essenciais para a vida”, afirmou.

Suana destacou o papel das mulheres pescadoras da comunidade na efetivação desse processo. “Elas levaram as informações sobre o PAE Pesqueiro às famílias da localidade, articularam reuniões e contribuíram na elaboração do mapeamento da área, após a comunidade decidir pela criação”, destacou.

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A participação do MPA se dá por meio da Coordenação-Geral de Territórios Pesqueiros e Integração de Políticas Públicas (CGTIP), da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA), com o acompanhamento e a parceria da coordenação do Fórum Nacional da Pesca Artesanal – FNPA, da Articulação Nacional das Pescadoras – ANP e do Movimento Nacional dos Pescadores e Pescadoras – MPP.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Brasil apresenta sua nova meta climática alinhada à Missão 1,5ºC

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A nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chefe da delegação brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.

A segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% em 2035, na comparação aos níveis de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.

A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.

A nova meta representa etapa-chave para promoção de um novo modelo de desenvolvimento, por meio da implementação de iniciativas como Plano Clima, Plano de Transformação Ecológica, Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.

A NDC é o resultado de um extenso processo de análise dos cenários de emissões do país. Ela reconhece a urgência do combate à crise climática, assume a necessidade de construir resiliência e traça um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e os ecossistemas brasileiros.

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Também amplia a meta de corte de emissões apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, como determina o Acordo de Paris, de 2015. Em comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há  incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.

A nova NDC apresenta uma meta em banda, que considera as variáveis na projeção de cenários futuros, reconhecendo que a implementação do compromisso será influenciada por fatores nacionais e globais até 2035. A NDC também reafirma o compromisso do país em aumentar sua capacidade de adaptação, fortalecer a resiliência e reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas.

O caminho para a implementação da NDC é traçado pelo Plano Clima, que guiará as ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O plano terá eixos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e à adaptação aos impactos da mudança do clima, com planos setoriais para cada um deles — serão sete para mitigação e 16 para adaptação.

Para viabilizar essa nova visão de desenvolvimento, serão empregados instrumentos econômicos como o Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Eco Invest Brasil, Taxonomia Sustentável Brasileira e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

O governo federal trabalha em diversas frentes para cumprir suas metas de redução de emissões. A mais importante delas é o combate ao desmatamento.

Na última quarta-feira (6/11), foi anunciada a taxa oficial de desmatamento na Amazônia, que foi de 6.288 km² no período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. Esse resultado representa uma redução de 30,63% em relação ao período anterior, sendo a maior queda percentual em 15 anos.

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No Cerrado, a taxa oficial de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi de 8.174 km², a menor registrada desde 2019. Esse dado representa uma queda de 25,7% em relação ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023) e marca a primeira redução nas taxas de desmatamento do bioma em cinco anos.

Somadas as reduções de desmatamento — a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil — nos dois primeiros anos do atual governo, evitou-se a emissão de 400,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nesses dois biomas.

Muitas outras ações estão em andamento, tais como Plano ABC+, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, Planaveg, Programa Florestas Produtivas, Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas, entre outros.

Errata: A nota que anuncia a nova Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil foi atualizada com a correção do volume de redução das emissões. O valor correto é de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, e não de 1.050 a 850 gigatoneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
 

Assessoria de Comunicação do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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