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Speech by João Paulo Capobianco at the closing of COP15 in Campo Grande

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Distinguished delegates, esteemed colleagues, dear friends,

It is both an honor and a responsibility to stand before you at the closing of this historic COP.

Four months after Belém, many of you returned to Brazil.

This is not a coincidence.

It is a signal

of trust,

of expectation,

and of a shared conviction that multilateralism still matters.

Over these past days, we have done more than meet.

We have reaffirmed something essential:

Nature does not recognize borders and neither can our commitment to protect it.

And this Convention embodies that truth in a very special way.

This Convention holds a unique place among multilateral agreements.

It reflects a profound sense of shared responsibility one that is, at its core, an expression of altruism in global governance.

Because here, we do not act only for what is ours.

We act for what belongs to no one and therefore, to all.

We protect species that may never remain within our borders.

We invest in a natural heritage we do not own, but are all responsible for.

In doing so, we give concrete meaning to global solidarity recognizing that migratory species transcend nations, jurisdictions, and generations.

This is the spirit of the CMS.

And this is why it matters so profoundly.

From the Pantanal to the Arctic, from the oceans to the savannas, migratory species connect our planet in ways no political map ever could.

They remind us that ecological integrity depends on continuity on flows that must remain alive, uninterrupted, and resilient.

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And this is precisely what is at stake.

Connectivity is not an abstract concept.

It is the difference between survival and collapse.

Between ecosystems that function and those that fail.

To protect migratory routes, ecological corridors, and critical habitats is to protect the very fabric of life on Earth.

But let us be clear:

This will not happen by chance.

It demands political will.

It demands coordinated governance.

It demands cooperation at the scale of the challenge.

It demands that we align policies across borders, sectors, and institutions.

That we listen to science not selectively, but decisively.

That we act not only with urgency, but with coherence.

Because science has given us clarity.

Now it is up to us to provide action.

And action, in this Convention, has a name:

Cooperation.

Cooperation between governments.

Between international organizations.

Between science and policy.

Between Indigenous peoples, local communities, and decision-makers.

Because in the end, cooperation is not only about agreements.

It is about trust.

It is about solidarity.

It is about shared responsibility.

It is about recognizing that no country can protect migratory species alone and that every country depends on the others to succeed.

As we conclude this Conference, we do not close a chapter.

We open a mandate.

Over the next three years, Brazil will work to strengthen this Convention expanding its membership, increasing its visibility, and building stronger bridges with other multilateral environmental agreements.

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We invite all Member States to join the Pantanal Declaration,

placing wetlands at the center of the global conservation agenda.

And we move forward with a joint initiative among Amazonian countries to align policies, strengthen governance, and protect connectivity across one of the most strategic regions on Earth.

These are not symbolic steps.

They are structural.

Before closing, I must recognize those who made this moment possible:

To the team of the Ministry of the Environment and Climate Change your dedication turned vision into reality.

To the CMS Secretariat, your guidance has been indispensable.

And to our dear Amy

Your leadership, your passion, and your humanity have left a lasting legacy in this Convention.

We say goodbye with gratitude and with deep respect.

Finally, I congratulate Germany on its successful bid to host COP-16 in 2029.

In its jubilee year, the Convention returns to where it was born renewed, stronger, and more necessary than ever.

Brazil stands ready for a seamless transition.

Dear friends,

What we built here must now move forward with determination.

Because the journeys of migratory species cannot wait.

And neither can we.

João Paulo R. Capobianco

Special Advisory Office for Social Communication of the MMA
[email protected]
+55 (61) 2028-1227 / 1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil atinge metas para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho e solicita certificação à OPAS/OMS

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O Brasil atingiu, por dois anos consecutivos, os critérios internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública. Nesse período, menos de 0,1% das crianças de até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus, resultado que atende ao parâmetro internacional estabelecido para a certificação. Nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o país entregará à OPAS/OMS o dossiê com as evidências que embasam o pedido de certificação. 

“O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente ao diretor da OPAS e ao diretor-geral da OMS o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Um dos principais indicadores é a prevalência de infecção ativa pelo vírus em crianças de até 5 anos, identificada pelo exame HBsAg. Para a eliminação da transmissão como problema de saúde pública, esse índice deve ser inferior a 0,1%. Essa meta considera o último ano completo de dados, 2025, quando a prevalência estimada foi de 0,0111% — abaixo do limite de 0,1% estabelecido para a eliminação. A modelagem matemática atualizada em 2026 também confirma que o país atende a esse critério. 

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que deve ser igual ou superior a 95%. No Brasil, mais de 98% das gestantes realizaram acompanhamento pré-natal em 2024 e 2025. Os resultados refletem medidas de cuidado ofertadas no SUS durante a gestação e após o nascimento. 

Segundo critérios da OPAS/OMS, as metas de cobertura vacinal precisam ser mantidas por pelo menos dois anos consecutivos. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou cobertura de 97% em 2024 e 100% em 2025, acima do mínimo de 90% estabelecido. Na infância, a proteção é ampliada com a vacina pentavalente, administrada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A cobertura da terceira dose foi de 90,4% em 2024 e de 88,7% em 2025, dado ainda preliminar que deve superar a meta. 

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A eliminação da transmissão vertical da hepatite B faz parte de uma estratégia internacional de enfrentamento às infecções. Após receber, em dezembro de 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil assumiu o compromisso de, até 2030, eliminar como problemas de saúde pública as demais quatro infecções de transmissão vertical: hepatite B, sífilis, doença de Chagas e HTLV, consolidando o país como referência mundial na prevenção dessas doenças. 

A elaboração do dossiê brasileiro foi concluída em julho de 2026. Com a entrega, o pedido será submetido à avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), à revisão de um comitê externo de especialistas e, posteriormente, à análise do Comitê Global de Validação da OMS. 

Como o Brasil chegou a esses resultados 

A eliminação da transmissão vertical da hepatite B resulta de uma rede de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS. A testagem para hepatite B é realizada durante o pré-natal, com testagem na maternidade para gestantes que não fizeram o exame. Quando necessário, o SUS oferece tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez. 

Após o nascimento, os bebês recebem a vacina contra a hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Filhos de mães com hepatite B também recebem imunoglobulina (HBIG) no mesmo período. A combinação das duas medidas evita cerca de 99% das infecções perinatais. 

Desde 2016, 100% das doações de sangue realizadas no SUS são testadas para hepatite B por meio de testagem molecular (NAT), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz. 

Em 2024, a notificação obrigatória foi ampliada para casos de hepatite B em gestantes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical, permitindo o acompanhamento dos casos e a adoção das medidas necessárias. 

A prevenção e o cuidado também incluem vacinação, testes rápidos, tratamento e capacitação de profissionais de saúde. As medidas são ofertadas em diferentes contextos, incluindo áreas remotas e populações em situação de maior vulnerabilidade. 

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Novo boletim aponta avanços no cenário epidemiológico 

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou redução no número de casos e óbitos por hepatites virais, segundo dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026. 

Entre 2015 e 2025, os casos de hepatite B diminuíram 25,5%, de 14,8 mil para 11 mil registros. Na hepatite C, a redução foi de 34%, de 25,8 mil para 17 mil casos. Já os registros de hepatite D caíram 57,9%, de 202 para 85 notificações. 

No mesmo período, o número de óbitos por hepatite B caiu 31,9%, de 451 para 307 mortes. Na hepatite C, a redução foi de 61,5%, de 2.028 para 780 óbitos. 

Prevenção e tratamento 

O SUS oferece vacinação contra as hepatites A e B e tratamento para as hepatites B e C. A vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população, com vacinação iniciada ao nascer e continuidade conforme o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto também podem receber a vacina. 

A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil e é aplicada em dose única aos 15 meses. Também é indicada para pessoas com condições específicas, como doenças crônicas do fígado, hepatites B ou C, coagulopatias, pessoas vivendo com HIV, em uso de PrEP, imunodeprimidas e candidatas ou submetidas a transplante, entre outras situações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde. 

Para a hepatite C, o SUS oferece antivirais de ação direta (DAA) para adultos e crianças a partir de 3 anos. O tratamento apresenta taxas de cura superiores a 95%. 

Para a hepatite B, o SUS oferece tratamento contínuo às pessoas com indicação clínica, reduzindo o risco de progressão da doença e de complicações, como cirrose e câncer de fígado. 

Deborah Novais 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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