Educação
Termina hoje (28) o prazo para inscrições nos Cadernos Equidade
O Ministério da Educação (MEC) recebe até esta sexta-feira, 28 de agosto, as propostas de conteúdos para integrar os Cadernos Equidade em sua chamada sobre educação especial inclusiva. Desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o material busca difundir conhecimentos e boas práticas sobre iniciativas de diversidade, promoção da equidade e inclusão na educação brasileira. Para compor os cadernos, serão coletados artigos originais e inéditos sobre as áreas de educação bilíngue de educação especial inclusiva, dentro dos eixos e dos critérios estabelecidos nos editais das chamadas públicas. O prazo da chamada referente à educação bilíngue de surdos vai até o dia 11 de setembro.
O chamamento público é destinado a acadêmicos, pesquisadores, especialistas, docentes, gestores, profissionais da educação e demais pessoas interessadas. A comissão editorial responsável pela avaliação dos textos será constituída pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.
Educação bilíngue de surdos – A chamada para a educação bilíngue de surdos está relacionada à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) e contempla artigos sobre essa modalidade educacional, que prevê a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e a língua portuguesa escrita como segunda língua.
Os acadêmicos devem propor artigos seguindo eixos como: currículo, projeto político-pedagógico e práticas pedagógicas; estudos sobre produção, avaliação, circulação e uso de materiais didáticos; e estudos sobre formação inicial e continuada de professores, gestores e demais profissionais da educação que atuam na educação bilíngue de surdos.
- Processo de submissão: os trabalhos voltados para a PNEBS devem ser enviados para o endereço eletrônico [email protected].
Educação especial inclusiva – Para os artigos relacionados à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), os trabalhos deverão seguir eixos como: federalismo e gestão de sistemas educacionais inclusivos; educação especial como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades; financiamento da educação especial.
Os interessados devem consultar os respectivos editais para verificar os critérios de participação, os eixos temáticos e as orientações para submissão dos trabalhos.
Processo de submissão: os acadêmicos e especialistas que desejam abordar a PNEEI devem enviar os textos para o endereço eletrônico [email protected].
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Aplicativo auxilia na comunicação de crianças neurodivergentes
Um sistema que pode ajudar na comunicação e na interação de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas com dificuldades de fala e interação. Esse é o aplicativo Papuguinho, que foi criado por estudantes do Campus Jacareí do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), com o objetivo de auxiliar seus usuários a expressar necessidades, pensamentos e sentimentos. O app já está pronto para uso e visa atender profissionais da área e famílias, sendo acessível a todos os públicos.
Atualmente, o Papuguinho está disponível no site e em formato de app para download nos sistemas Android (via Play Store) e Windows (via Microsoft Store), com versões planejadas para macOS, iOS e Linux. Diversas escolas, clínicas e famílias já usam o sistema e têm tido um retorno positivo, pois, além de auxiliar crianças não verbais, também ajuda aquelas com dificuldades na fala.
O Papuguinho foi criado para atender às necessidades reais de crianças com TEA e fortalece as conexões entre pais, cuidadores e crianças por meio de uma comunicação mais clara. O sistema funciona com pranchas visuais: uma interface intuitiva que permite às crianças formarem frases faladas ao tocar em ícones coloridos. Também é possível adaptar as pranchas às necessidades individuais com temas customizáveis.
A mais recente atualização do app foi a implementação do Estúdio Papuguinho, que torna possível alterar as imagens dos pictogramas para melhor entendimento, criar as próprias pranchas e imprimir os pictogramas para a criança. Já o Gemmuguinho é um modelo próprio de inteligência artificial (IA) que será utilizado no Estúdio Papuguinho para garantir segurança e privacidade aos usuários. A proposta é contribuir para a evolução da comunicação das crianças por meio de uma tecnologia simples e democratizada.
Criado em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), o app é um sistema 100% gratuito de comunicação aumentativa e alternativa (CAA). A ferramenta é acessível, foi desenvolvida com conhecimento educacional e recebe atualizações constantes. O sistema está em evolução e pretende ajudar não só as famílias, mas também os professores em sala de aula.
Origem do Papuguinho – O nome escolhido para o sistema remete ao papagaio, ave conhecida por reproduzir sons. Da mesma forma, o Papuguinho dá voz às crianças, com o objetivo de ser um companheiro fiel que ajuda na expressão e na comunicação do dia a dia. Após pesquisas feitas na etapa de desenvolvimento do sistema, ficou evidente a preferência por tons de azul e verde no app, além da relação com a natureza.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do IFSP
Fonte: Ministério da Educação
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