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Tensões geopolíticas sustentam preços do café, enquanto expectativa de safra brasileira limita altas

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O mercado internacional do café registrou mais uma semana marcada por forte volatilidade. Enquanto as tensões geopolíticas no Oriente Médio sustentam os preços da commodity, as expectativas de uma grande safra brasileira seguem limitando avanços mais expressivos nas cotações.

O cenário global tem impactado diretamente os mercados financeiros e de commodities. A valorização e a volatilidade do dólar frente a outras moedas, além da forte alta do petróleo, influenciam o comportamento do café nas bolsas internacionais.

Conflito no Oriente Médio pressiona logística global e afeta commodities

A escalada da guerra envolvendo o Irã trouxe novos desdobramentos para o comércio global. Entre eles, destaca-se o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

Segundo informações divulgadas pelo portal Barchart, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou recentemente que a influência do país no bloqueio do estreito deve ser utilizada. Já o secretário de Defesa do Reino Unido, Grant Shapps, declarou que há evidências de que o Irã estaria instalando minas na região.

O fechamento da hidrovia elevou significativamente os custos do transporte marítimo. As taxas de frete internacional, os seguros de carga e os custos com combustível aumentaram, impactando importadores e torrefadores de café ao redor do mundo.

A importância estratégica do Estreito de Ormuz explica o impacto global: cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo passa pela rota. A alta do petróleo costuma exercer forte influência sobre diversas commodities, incluindo o café.

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Mercado do café reage ao cenário geopolítico global

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o café negociado na ICE Futures US, referência mundial para o arábica, passou a operar em um novo patamar de preços.

Antes da escalada da guerra, os contratos trabalhavam próximos da faixa de 280 centavos de dólar por libra-peso. Após o aumento das tensões, as cotações superaram os 290 centavos e chegaram a testar o nível psicológico de 300 centavos.

Apesar desse movimento de alta, fatores ligados à oferta global impedem que o mercado avance de forma mais consistente.

Expectativa de grande safra brasileira pressiona fundamentos do mercado

O principal fator de pressão sobre os preços está nas perspectivas de uma melhora na oferta global de café para a temporada 2026/27, sustentada principalmente pela produção brasileira.

As condições climáticas no Brasil têm sido consideradas favoráveis desde o início do ano, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Esse cenário contribuiu para o bom desenvolvimento da safra que começa a entrar em fase de colheita.

A colheita do café conilon deve começar já em abril, enquanto o arábica também apresenta boas expectativas de produção.

Como o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, qualquer perspectiva de aumento na oferta tende a exercer pressão direta sobre os preços internacionais.

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Resistência técnica limita avanço das cotações em Nova York

Outro elemento que influencia o comportamento do mercado é o aspecto técnico das negociações na bolsa.

Mesmo com o suporte vindo do cenário geopolítico, o contrato do café arábica não conseguiu romper de forma consistente a linha de resistência dos 300 centavos de dólar por libra-peso.

A incapacidade de superar esse patamar indica fragilidade técnica no mercado e sinaliza cautela entre investidores, especialmente diante da proximidade da entrada da nova safra brasileira.

Para analistas, um rompimento consistente desse nível seria necessário para sustentar novas altas mais expressivas.

Semana de forte volatilidade nas cotações do café

O contrato com vencimento em maio, negociado na bolsa de Nova York, encerrou a quinta-feira cotado a 291,90 centavos de dólar por libra-peso.

Durante a semana, o mercado registrou forte oscilação:

  • Máxima: 301,65 centavos por libra-peso, registrada no dia 9
  • Mínima: 283,50 centavos por libra-peso, no dia 11

A amplitude dos preços reflete o atual momento do mercado: de um lado, a tensão global que sustenta as cotações; de outro, a expectativa de aumento da oferta com a chegada da safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia recua no mercado global após alta e sinaliza pressão de demanda no agronegócio

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Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a apresentar sinais de enfraquecimento, com perda de sustentação nos preços diante de uma demanda mais fraca em nível internacional. O movimento já se reflete em importantes polos consumidores e exportadores, incluindo o Brasil, Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

Apesar da manutenção de restrições logísticas no Oriente Médio — região estratégica para o fornecimento global de ureia e amônia — o mercado passa a ser mais influenciado pela desaceleração da demanda, que pressiona as cotações após o recente ciclo de alta.

Brasil já registra segunda semana de queda

No mercado brasileiro, a tendência de baixa já está consolidada. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes, a ureia acumula a segunda semana consecutiva de recuo, com negócios sendo fechados abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferior aos valores observados há duas semanas.

O movimento acompanha o comportamento internacional e reforça a correção de preços após o pico recente de valorização.

Queda é observada em diversos mercados globais

Além do Brasil, o recuo nas cotações também foi registrado em outras regiões estratégicas:

  • Estados Unidos
  • China
  • Oriente Médio
  • Egito
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O movimento indica um enfraquecimento mais amplo do mercado global de fertilizantes nitrogenados, alinhado a uma demanda mais contida por parte dos compradores.

Demanda mais fraca redefine dinâmica de preços

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual representa uma mudança importante na formação dos preços internacionais.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter maior peso na dinâmica do mercado, pressionando as cotações após um período de alta intensa”, destaca.

O comportamento dos compradores também contribui para o cenário, com postura mais cautelosa diante das incertezas e da perda de atratividade nas relações de troca.

Logística no Oriente Médio ainda sustenta mercado

Apesar da tendência de queda, a redução dos preços não deve ocorrer de forma intensa no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio continuam restringindo a oferta global, especialmente em uma região responsável por parcela relevante das exportações de ureia e amônia.

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Esse fator estrutural ajuda a evitar uma desvalorização mais acentuada, mantendo certo nível de sustentação nas cotações internacionais.

Mercado deve seguir volátil no curto prazo

A expectativa é de que o mercado de ureia permaneça em ambiente de ajuste gradual, com possíveis quedas adicionais limitadas pela oferta restrita, mas influenciadas por uma demanda global mais fraca.

Entre os fatores que pressionam o consumo estão:

  • Período de menor demanda em países-chave
  • Relações de troca menos favoráveis ao produtor rural
  • Maior cautela nas decisões de compra
  • Perspectiva para o fertilizante no agro

Com o mercado em transição após o ciclo de alta, a ureia entra em uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda. Para o agronegócio, o momento exige atenção ao comportamento dos preços internacionais, já que oscilações no fertilizante têm impacto direto nos custos de produção das principais culturas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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