Agro
Inscrições para a ExpoBrangus 2026 estão abertas e feira deve reunir criadores em Uruguaiana (RS)
Estão abertas, a partir deste sábado (11/04), as inscrições para a ExpoBrangus 2026. Considerada a principal exposição nacional da raça, o evento será realizado entre os dias 18 e 21 de maio, no Parque Agrícola e Pastoril de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Os criadores interessados devem se inscrever até o dia 11 de maio para garantir participação nos julgamentos de animais rústicos e de argola.
ExpoBrangus 2026 terá julgamentos de animais rústicos e de argola
A programação da feira inclui avaliações técnicas de animais em diferentes categorias, com destaque para os julgamentos de exemplares rústicos e de argola.
A organização reforça que as inscrições são obrigatórias para participação e devem ser realizadas dentro do prazo estabelecido, garantindo a presença dos criadores e seus animais na exposição.
Valores de inscrição e categorias de participação na feira
As inscrições para trios de animais na exposição terão custo de R$ 500, com direito à inclusão de um animal reserva.
Para participação com animais individuais, tanto na categoria rústico quanto na de argola, o valor é de R$ 250 por exemplar.
Já a confirmação de registro provisório, quando necessária, terá custo de R$ 100 por animal.
Para mais informações e realização das inscrições, os interessados devem solicitar acesso ao sistema oficial pelo e-mail [email protected].
ExpoBrangus 2026 deve ter alta participação e agenda movimentada
De acordo com o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, a expectativa para a edição de 2026 é bastante positiva. Segundo ele, o interesse dos criadores tem crescido, especialmente após o ciclo de eventos da raça e a mobilização do setor.
O dirigente destaca ainda que a programação deste ano está mais ampla, com aumento no número de leilões e atividades distribuídas ao longo do período do evento e também fora do parque durante o mês de maio.
Programação inclui degustação de carne e leilões de genética Brangus
A ExpoBrangus contará novamente com o tradicional “Asadito”, espaço voltado à troca de informações entre criadores e à degustação de carne Brangus.
Além disso, a feira terá uma série de leilões com foco na genética da raça, reforçando o caráter técnico e comercial do evento e sua importância para o setor pecuário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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