Agro
Suinocultura brasileira mantém bom desempenho com exportações firmes e custos sob controle, aponta Itaú BBA
O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, indica que o mercado de suínos segue aquecido no Brasil. A produção continua em expansão, impulsionada pelo aumento nos abates e pelo maior peso das carcaças — resultado direto das margens positivas do setor.
As exportações têm sido determinantes para absorver parte dessa maior oferta. Em outubro, os embarques de carne suína atingiram 125,7 mil toneladas in natura, o segundo melhor resultado da história, apenas atrás do mês anterior, e 8% acima do volume registrado em outubro de 2024. No acumulado do ano, o crescimento chega a 13,5%.
Mesmo com o bom desempenho externo, a oferta interna também aumentou. Ainda assim, o mercado doméstico tem respondido de forma positiva, mantendo os preços firmes e sustentando a rentabilidade dos produtores.
Queda leve nos preços, mas margens seguem sólidas
Em outubro, o preço do suíno vivo apresentou leve recuo de 4%, considerando a média ponderada entre a Região Sul e Minas Gerais. Apesar disso, o spread da suinocultura continua em níveis confortáveis.
Segundo dados do IBGE, os abates cresceram 6,1% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Com o peso médio das carcaças superior, a produção total de carne suína avançou 8,1%. Esses números refletem a boa rentabilidade e os custos de produção controlados que marcam o setor neste ano.
Câmbio ajuda a compensar queda no preço internacional
O preço médio da carne suína exportada recuou 1,2% em dólares, mas a desvalorização do real compensou parcialmente essa queda, mantendo o spread de exportação próximo a 43% — acima da média histórica dos últimos dez anos, de 40%.
Com esse desempenho, o setor caminha para superar o recorde histórico de exportações registrado em 2024, mesmo diante do aumento da oferta interna.
Custos controlados e demanda firme mantêm otimismo no setor
De acordo com o Itaú BBA, a suinocultura deve encerrar 2025 em cenário positivo, com a demanda doméstica aquecida no fim do ano, impulsionada pelo período festivo. Mesmo que os preços não alcancem o pico observado em dezembro de 2024, de R$ 10/kg, as margens devem permanecer satisfatórias, apoiadas por custos de produção ainda reduzidos.
As exportações devem seguir em alta até o fechamento do ano, podendo elevar ainda mais o acumulado atual de 13%.
Perspectivas para 2026: equilíbrio entre oferta e demanda será o desafio
Para 2026, o setor deve continuar em expansão, com custos de ração estáveis e produção crescente. O principal desafio será manter o equilíbrio entre a maior oferta e o avanço da demanda, principalmente a externa, que tem surpreendido positivamente nos últimos meses.
Ciclos de boas margens, como o atual, costumam estimular o aumento da produção — o que exige atenção para eventuais mudanças de cenário, especialmente no mercado internacional. Mesmo assim, as projeções seguem construtivas para o próximo ano, com custos sob controle e perspectivas externas favoráveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil e China reforçam parceria estratégica e avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos
Em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a delegação brasileira participaram de reunião bilateral com a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, e sua equipe. O encontro, realizado nesta terça-feira (19), deu continuidade à agenda da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento do comércio agropecuário bilateral, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio entre os dois países.
Na ocasião, o ministro André de Paula destacou a parceria entre Brasil e China, que gera benefícios para ambos os países. “O Brasil segue comprometido em atuar como fornecedor confiável de alimentos seguros, de alta qualidade e competitivos para a China, produzidos sob rigorosos padrões sanitários e ambientais. Ao mesmo tempo, reconhecemos a China como parceira estratégica fundamental para o agronegócio brasileiro, inclusive no fornecimento de insumos essenciais à nossa produção agrícola”, afirmou.
A ministra Sun Meijun ressaltou o trabalho conjunto desenvolvido nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC. “É sempre um grande prazer receber amigos vindos de longe. Hoje contamos com a presença dos departamentos relevantes nesta reunião fraterna. O nosso comércio agroalimentar representa uma parcela importante do intercâmbio bilateral. Em 2025, a China importou US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, o que corresponde a cerca de 50% do comércio total entre os dois países”, declarou.
A ministra acrescentou que, apesar da forte indústria agrícola chinesa, o país possui um mercado de enorme potencial e permanece aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade. Ela relembrou ainda os acordos e iniciativas firmados durante as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre eles protocolos fitossanitários para ampliação das exportações de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de memorandos de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.
Durante a reunião, Mapa e GACC avançaram nos entendimentos técnicos sobre os requisitos sanitários e quarentenários para a exportação de carne suína e subprodutos do Brasil para a China. O ministro André de Paula e a ministra Sun Meijun confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer em momento oportuno.
Após a formalização do protocolo, o Mapa poderá orientar as empresas brasileiras na realização dos preparativos técnicos necessários, enquanto a GACC dará continuidade aos procedimentos internos para viabilizar o comércio.
Ao encerrar o encontro, o ministro André de Paula agradeceu à contraparte chinesa. “Permita-me registrar o apreço e a satisfação do Governo brasileiro pelos avanços registrados hoje no protocolo revisado para carne suína, com inclusão de miúdos suínos. Trata-se de um resultado positivo do diálogo técnico e da cooperação construídos entre nossas instituições ao longo dos últimos anos. Esse avanço representa uma importante conquista sanitária e comercial para ambos os países e reflete o elevado nível de confiança e cooperação entre Brasil e China”.
O avanço nas tratativas do protocolo de carne suína reforça a cooperação técnico-sanitária entre Mapa e GACC e consolida a China como principal parceira do agronegócio brasileiro.
Durante a agenda, também foram tratados outros temas de interesse das partes. Na ocasião, foi anunciado o retorno de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos, além do início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos.
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