Agro
Sorgo se consolida em Alagoas e impulsiona produção de etanol da Cooperativa Pindorama
Alagoas avança como pioneiro no cultivo de sorgo para etanol no Nordeste. No município de Batalha, um produtor local colheu 60 toneladas de sorgo em sua primeira safra, que serão destinadas à Cooperativa Pindorama, responsável pela produção de etanol e do coproduto WDG (Wet Distillers Grains), rico em proteína e voltado à nutrição de gado leiteiro e de corte.
Primeiro fornecedor de sorgo em Alagoas
O agricultor Manoel Messias Costa, plantou 11 hectares de sorgo na safra passada. Ele contou com suporte técnico da Latina Seeds, que ofereceu orientação aos produtores do estado sobre o cultivo e manejo do grão.
“É uma grande conquista. Com muito esforço e apoio, plantei o sorgo da Latina Seeds e agora sou o primeiro fornecedor de Alagoas à Pindorama”, comemorou Costa.
Segundo Thiago Rodrigues, gerente comercial da Latina Seeds para o Nordeste, a iniciativa mostra resultados promissores:
- Produtividade média: mais de 87 sacas por hectare
- Peso por hectare: cerca de 5.200 kg
- Investimento: médio a baixo custo
- Cooperativa Pindorama fortalece cadeia local
O presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, destacou a importância do cultivo local de sorgo:
- Reduz custos logísticos e dependência de importações da Bahia
- Incentiva outros produtores a adotarem a cultura
- Gera emprego, renda e desenvolvimento regional
“Concretizamos a primeira colheita de sorgo em Alagoas para produção de etanol. Outras virão, estimulando novas oportunidades no estado”, afirmou Santos.
Expansão da produção de etanol e WDG
A moagem de grãos na cooperativa começou em julho, durante a entressafra da cana-de-açúcar. Até junho de 2026, a expectativa é:
- Etanol: 35 milhões de litros
- WDG: 40 mil toneladas
Na safra passada, a cooperativa produziu 12 milhões de litros de etanol, com capacidade diária de 120 mil litros, e 120 toneladas de WDG por dia. Com as melhorias realizadas em 2024, a capacidade aumentou para:
- Etanol: 180 mil litros/dia
- WDG: até 200 toneladas/dia
Estratégia entre safras aumenta eficiência
O gerente industrial Erikson Viana destacou a estratégia de operação entre culturas:
- Alternância entre cana-de-açúcar e cereais permite manter a planta industrial em operação contínua
- Tecnologia de automação ampliou a produtividade e a margem operacional
- Estimativa de processamento: 80 mil toneladas de milho e sorgo ao longo do ciclo
Essa abordagem posiciona Alagoas como referência no Nordeste para produção de etanol a partir de sorgo, abrindo oportunidades para agricultores e fortalecendo a cadeia local de biocombustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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