Agro
Exportações de carne suína crescem 8% em outubro e receita do setor ultrapassa US$ 320 milhões
As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada encerraram outubro de 2025 em alta. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 125,6 mil toneladas até a quinta semana do mês, superando o volume registrado no mesmo período de 2024, quando foram exportadas 116,3 mil toneladas.
O desempenho reforça o bom momento do setor, impulsionado por um mercado internacional aquecido e pela estabilidade na demanda de grandes importadores.
Média diária exportada avança 8% em relação ao ano anterior
A média diária de exportação de carne suína atingiu 5,7 mil toneladas em outubro, o que representa avanço de 8% frente à média de 5,2 mil toneladas registrada no mesmo mês do ano passado.
Esse crescimento indica uma recuperação constante dos embarques, mesmo diante de desafios logísticos e variações no câmbio, demonstrando a competitividade da proteína brasileira no mercado global.
Preços médios mantêm leve alta e reforçam estabilidade no setor
O preço médio por tonelada exportada ficou em US$ 2.550,2 mil, registrando leve aumento de 0,7% em relação a outubro de 2024, quando o valor médio foi de US$ 2.531,6 mil.
Apesar da variação modesta, o avanço demonstra resiliência no mercado de preços internacionais, com a carne suína brasileira mantendo competitividade e qualidade reconhecida pelos compradores estrangeiros.
Receita das exportações supera US$ 320 milhões em outubro
O valor total exportado de carne suína até a quinta semana de outubro alcançou US$ 320,4 milhões, superando os US$ 294,5 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior — um crescimento de 8,8%.
A média diária de receita também apresentou desempenho positivo, atingindo US$ 14,56 milhões, ante US$ 13,38 milhões no mesmo período de 2024. O resultado reflete não apenas o aumento nos volumes embarcados, mas também a manutenção de preços competitivos no mercado internacional.
Panorama geral reforça otimismo para o fim de 2025
O cenário de crescimento contínuo nas exportações e a estabilidade dos preços consolidam o otimismo do setor suinícola brasileiro para o encerramento de 2025. A demanda global, especialmente da Ásia, continua a impulsionar os resultados, enquanto o Brasil reforça sua posição entre os principais exportadores mundiais de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal
A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.
No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.
Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores
O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.
Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.
Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.
Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional
Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.
De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.
Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.
Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais
No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.
As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.
Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.
Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente
O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.
A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.
Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira
Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.
O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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