Agro
Soja reage em Chicago e mercado brasileiro ajusta preços diante de câmbio e oferta
Recuperação do complexo soja é impulsionada pelo petróleo e expectativas do USDA
O mercado internacional do complexo soja registrou recuperação nesta quinta-feira (9) na Bolsa de Chicago, com altas moderadas nos contratos da oleaginosa, farelo e óleo. O movimento foi impulsionado principalmente pela retomada dos preços do petróleo, que voltaram a subir diante de tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Após forte queda na sessão anterior, o óleo de soja reagiu acompanhando a valorização do petróleo tipo Brent e WTI, oferecendo suporte adicional aos preços do grão. No início do dia, os contratos futuros da soja subiam entre 3,50 e 4,25 pontos, com o vencimento maio cotado a US$ 11,66 por bushel e julho a US$ 11,82.
Além do movimento técnico, os investidores aguardam a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o início da tarde. Embora o mercado não espere grandes mudanças, há cautela e ajustes de posições antes dos novos números.
Tensões geopolíticas elevam petróleo e impactam commodities agrícolas
O cenário externo segue como um dos principais vetores para os preços agrícolas. A fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã voltou ao radar dos investidores após novas ameaças e episódios de conflito, elevando a incerteza global.
Esse ambiente contribuiu para a alta superior a 4% nos preços do petróleo, impactando diretamente os derivados da soja, especialmente o óleo, que possui forte correlação com o mercado energético.
Câmbio reduz competitividade da soja brasileira no mercado externo
Outro fator determinante foi a movimentação cambial. A valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, influenciando a formação de preços e o ritmo de comercialização.
Segundo análises do mercado, essa oscilação cambial contribuiu para ajustes nas cotações e reforçou a cautela entre os agentes, especialmente no Brasil.
Contratos de Chicago encerram com ganhos moderados
Ao longo do dia, os contratos futuros da soja consolidaram ganhos moderados. O vencimento de maio avançou 0,32%, enquanto julho subiu 0,30%. O farelo acompanhou a tendência positiva, enquanto o óleo de soja recuou mais de 3% em determinado momento, pressionado por ajustes após a volatilidade recente do petróleo — apesar de ainda acumular forte valorização no ano.
O mercado também reagiu às expectativas de leve aumento nos estoques finais dos Estados Unidos, o que limita ganhos mais expressivos.
Avanço da colheita no Brasil pressiona preços regionais
No Brasil, o andamento da safra segue como fator relevante. No Rio Grande do Sul, a colheita avançou de 10% para 23% da área no início de abril, mas a produtividade permanece abaixo do esperado devido à irregularidade das chuvas. Essa menor oferta regional tem contribuído para sustentar os preços no estado.
Em Santa Catarina, o mercado físico permanece estável, refletindo a ausência de novas informações e a postura cautelosa dos agentes. Já no Paraná, a combinação de maior oferta e queda do dólar pressiona as cotações, ampliando as diferenças entre regiões.
Centro-Oeste mantém liderança na produção, mas enfrenta desafios logísticos
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul já colheu mais de 86% da área, enquanto cresce a preocupação com a redução nas importações de fertilizantes, fator que pode impactar as próximas safras.
Em Mato Grosso, a safra recorde reforça a liderança nacional na produção de soja. O estado também avança na transição para o milho safrinha, com preços variando conforme logística e demanda.
Mercado monitora oferta, demanda e fatores globais
O mercado da soja continua sendo influenciado por uma combinação de fatores: avanço da colheita na América do Sul, oscilações cambiais, expectativas sobre estoques globais e, principalmente, cenário macroeconômico e geopolítico.
Com isso, a tendência é de manutenção da volatilidade no curto prazo, com os investidores atentos aos próximos dados do USDA e aos desdobramentos no mercado de energia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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