Brasil
Siaps: atualização do sistema de informações da atenção primária amplia busca por perfil territorial de saúde
O Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) recebeu uma atualização nos relatórios de acesso público ao módulo Vigilância de Práticas Assistenciais. Agora, a funcionalidade permite refinar as consultas por meio de filtros relacionados ao perfil do território e da população, promovendo a transparência dos dados. Entre as variáveis disponíveis estão raça/cor, nacionalidade, escolaridade, pertencimento a povos ou comunidades tradicionais e condição de pessoa com deficiência. A mudança foi divulgada para gestores durante o Congresso do Conasems, em Porto Alegre/RS.
A ferramenta reúne informações sobre os atendimentos realizados na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), com acesso a dados utilizados para o monitoramento e a análise das ações desenvolvidas nos serviços. O acesso é feito pelo e-Gestor APS, na área Relatórios APS, selecionando a opção Siaps. Os dados estão organizados conforme os principais modelos de informação da APS:
- Atendimentos individuais;
- Atendimentos odontológicos;
- Procedimentos;
- Visitas domiciliares;
- Atividades coletivas.
Como funciona?
Ao realizar as pesquisas, o usuário pode selecionar o tipo de prática assistencial e escolher entre visualizar a quantidade de pessoas atendidas ou o número de atendimentos realizados. Os resultados podem ser organizados por diferentes recortes de informação, como período de atendimento e outros critérios disponíveis na plataforma.
Após definir os critérios de busca, os resultados podem ser consultados diretamente na plataforma ou exportados em formato de relatório. Os arquivos gerados reproduzem os parâmetros selecionados pelo usuário durante a pesquisa. A documentação técnica do módulo está disponível no próprio Siaps e apresenta orientações sobre a utilização da ferramenta e a interpretação das informações disponibilizadas.
Thaís Ellen Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Os pilares da pesca e da aquicultura: entenda os conceitos que fortalecem o setor no Brasil
A legislação brasileira reúne uma série de definições que orientam a compreensão das atividades de pesca e aquicultura. Esses conceitos estabelecem o significado de termos utilizados na legislação e descrevem os diferentes elementos que compõem o setor.
Entre as principais definições está a de recursos pesqueiros, que compreende os animais e os vegetais hidróbios (organismos aquáticos utilizados como recursos pesqueiros) passíveis de exploração, pesquisa ou estudo, tanto na pesca quanto na aquicultura.
Embora sejam atividades relacionadas, pesca e aquicultura possuem definições distintas. A pesca corresponde a toda operação ou ação destinada a extrair, colher, apanhar, apreender ou capturar recursos pesqueiros. Já a aquicultura consiste no cultivo de organismos cujo ciclo de vida ocorre total ou parcialmente em ambiente aquático, sendo uma atividade em que há propriedade sobre o estoque cultivado.
A legislação também define os profissionais que atuam no setor. O aquicultor é a pessoa física ou jurídica registrada e licenciada pelos órgãos competentes para exercer a aquicultura com fins comerciais. O pescador profissional é aquele que realiza a pesca para fins comerciais, observadas as exigências previstas em legislação específica. Já o pescador amador pratica a atividade sem finalidade econômica, desde que possua a licença correspondente.
Outro conceito previsto é o de armador de pesca, responsável por preparar e disponibilizar embarcações para a atividade pesqueira. A legislação também caracteriza a empresa pesqueira como a pessoa jurídica devidamente registrada e licenciada para exercer atividades de pesca com finalidade comercial.
As embarcações utilizadas na atividade também recebem classificações específicas. A legislação distingue as embarcações brasileiras de pesca, pertencentes a pessoas físicas residentes no Brasil ou empresas brasileiras, das embarcações estrangeiras de pesca, pertencentes a pessoas ou empresas sediadas no exterior ou arrendadas por operadores estrangeiros.
Outro termo definido é o transbordo do produto da pesca, etapa em que o pescado e seus derivados são transferidos de uma embarcação para outra. Também integra a atividade o processamento, fase destinada ao aproveitamento do pescado e de seus derivados provenientes da pesca e da aquicultura.
A legislação ainda estabelece as áreas onde a atividade pesqueira pode ser exercida. Entre elas estão as águas continentais, como rios, lagos, lagoas e açudes; as águas interiores, que incluem baías, estuários, manguezais e canais; além do mar territorial, da zona econômica exclusiva, da plataforma continental e do alto-mar, observadas as restrições previstas para determinadas áreas.
Outro conceito previsto é o ordenamento pesqueiro, definido como o conjunto de normas e ações destinadas à administração da atividade pesqueira com base em aspectos biológicos, ambientais, econômicos e sociais.
A legislação também define o defeso, período de paralisação temporária da pesca motivado pela reprodução ou recrutamento das espécies, bem como por fenômenos naturais ou acidentes.
Ao reunir essas definições, a legislação estabelece o significado dos principais termos utilizados na pesca e na aquicultura, servindo como referência para a aplicação das normas relacionadas à atividade pesqueira no Brasil.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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