Brasil
MME e MPA avançam na regulamentação da aquicultura em reservatórios de hidrelétricas
O Governo do Brasil deu mais um passo estratégico para fortalecer o uso sustentável dos recursos hídricos no país. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) assinaram, na última terça-feira (9/6), a Portaria Interministerial MME/MPA nº 4, que estabelece diretrizes para o uso de Áreas de Preservação Permanente (APP) e das bordas de reservatórios de usinas hidrelétricas para atividades de aquicultura.
A medida busca aprimorar a integração entre os setores elétrico e aquícola promovendo mais segurança jurídica, previsibilidade regulatória e coordenação institucional para o desenvolvimento sustentável da aquicultura em águas da União, sem comprometer a operação dos empreendimentos hidrelétricos e a segurança energética.
“Essa portaria consolida uma agenda construída de forma conjunta para ampliar o uso sustentável dos reservatórios da União. Estamos estabelecendo regras mais claras e maior coordenação entre os setores elétrico e aquícola, criando um ambiente mais seguro para investimentos, geração de emprego e produção de alimentos, sempre em compatibilidade com a operação dos empreendimentos hidrelétricos e a preservação ambiental”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A portaria é resultado dos compromissos assumidos no âmbito do Pacto Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura, lançado em 2024 pelo MME e pelo MPA. Os ministérios coordenaram uma ampla agenda de articulação institucional, diálogo setorial e construção conjunta de soluções para ampliar o potencial produtivo dos reservatórios hidrelétricos brasileiros de forma compatível com a operação do Sistema Elétrico Nacional.
Mais segurança jurídica para os investimentos
A nova regulamentação institui diretrizes harmonizadas entre os dois setores, definindo as responsabilidades dos agentes envolvidos e aprimorando os fluxos administrativos relacionados à anuência e ao licenciamento ambiental. A expectativa é que a medida contribua para reduzir conflitos entre os usuários dos reservatórios, fortalecer o ambiente de investimentos e garantir maior previsibilidade para empreendimentos aquícolas instalados em águas da União.
Potencial para desenvolvimento sustentável
A aquicultura está entre as atividades agropecuárias que mais crescem no Brasil, desempenhando papel importante na geração de emprego, renda e produção sustentável de alimentos.
Em 2024, a produção aquícola em águas da União alcançou aproximadamente 148 mil toneladas, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Cerca de 90% desse volume foi produzido em reservatórios de usinas hidrelétricas, evidenciando a relevância dessas estruturas para a expansão da atividade.
Com a nova portaria, o Governo do Brasil reforça a gestão integrada dos recursos hídricos e cria condições para que os reservatórios sejam utilizados de forma cada vez mais eficiente e sustentável, compatibilizando segurança energética e alimentar, além do desenvolvimento econômico e da preservação ambiental.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Pesca responsável no Brasil
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realiza debate para a construção conjunta de criação de políticas públicas na gestão de equipamentos de pesca perdidos, abandonados ou descartados, nesta terça-feira (16), em Brasília. Participaram do evento representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), da Marinha do Brasil, da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Conselho Nacional da Pesca e Aquicultura (CONEPE) e da Rede de Mulheres Pescadoras da Costa dos Corais.
Esse debate é feito durante a Oficina Nacional de Capacitação e Construção Coletiva dos Caminhos Normativos sobre Equipamentos de Pesca Perdidos, Abandonados ou Descartados (EPAD). A iniciativa faz parte do projeto GloLitter Partnerships, que é conduzido pela FAO e pela Organização Marítima Internacional (IMO) em parceria com a pasta.
Com isso, o Governo Federal reforça o diálogo para discutir desafios e construir coletivamente subsídios para o aprimoramento da gestão dos EPAD´s. Desta forma, contribui para a redução da pesca fantasma, que é quando qualquer equipamento de pesca ou lixo relacionado à pesca é descartado no mar.
A conservação dos ecossistemas aquáticos e o fortalecimento da governança pesqueira e oceânica no país também estão entre os objetivos da Oficina. A primeira fase é de nivelação das ideias, em seguida estão as rodas de diálogo e, por último, será realizada a sistematização e a pactuação.
“Agradecemos a presença dos representantes de organizações, inclusive internacionais. Aqui é um espaço aberto de escuta. Do conhecimento ao compromisso”, ressaltou o secretário Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Carlos Mello.
Élen Gorski
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
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