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Agro

Setor de citros brasileiro comemora redução de tarifas nos Estados Unidos

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Suco de laranja volta a ter alíquota reduzida nos EUA

O setor exportador de produtos citrícolas do Brasil recebeu uma boa notícia em novembro. O governo dos Estados Unidos decidiu retirar a tarifa adicional de 10% sobre as importações de suco de laranja, medida que havia sido imposta em abril deste ano. A decisão representa um alívio significativo para as indústrias brasileiras, que vinham enfrentando dificuldades com os custos extras e a desaceleração nos embarques.

De acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a retirada da taxa traz novo fôlego ao setor, especialmente em um momento de lentidão nas exportações internacionais.

Subprodutos também têm tarifas reduzidas

Além do suco de laranja, outros produtos derivados — como óleos essenciais, subprodutos terapêuticos e polpa de laranja — também foram beneficiados. Conforme ordem executiva assinada no dia 20 de novembro, as tarifas de 40% foram zeradas, embora a sobretaxa de 10% ainda continue em vigor.

Pesquisadores do Cepea destacam que essas reduções podem favorecer a retomada das exportações de subprodutos para os Estados Unidos, que vinham perdendo espaço no mercado devido aos altos custos tarifários.

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Competitividade do suco brasileiro é preservada

Segundo agentes consultados pelo Cepea, a retirada das tarifas é essencial para manter a competitividade do suco brasileiro no mercado norte-americano, um dos principais destinos da produção nacional. Mesmo com o alívio recente, permanece vigente a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) — taxa que já existia antes das medidas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

Os especialistas reforçam que, apesar dessa tarifa tradicional, a nova isenção é vista como um passo importante para o equilíbrio das exportações e a estabilidade do setor citrícola brasileiro nesta temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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