Paraná
Serviço obstétrico: Hospital Regional de Telêmaco Borba registra primeiro parto
O Hospital Regional de Telêmaco Borba (HRTB) registrou nesta quinta-feira, 1º de janeiro, às 18h05, o nascimento do primeiro bebê após a implantação inédita dos atendimentos obstétricos na unidade. O parto marca o início de uma nova fase do hospital, que passou por um processo de reestruturação para ampliar e qualificar a assistência materno-infantil nos Campos Gerais.
O recém-nascido, Lohan, do sexo masculino, filho de Bheatriz Gonçalves, moradora de Telêmaco Borba, nasceu por cesariana, com 49 centímetros de estatura e 3.755 gramas. Tanto a mãe quanto o bebê apresentaram condição clínica excelente após o parto, evidenciando a segurança dos protocolos assistenciais adotados pela equipe multiprofissional do hospital.
Para as gestantes atendidas, a implantação do serviço representa mais segurança e elimina a necessidade de deslocamentos para outros municípios, especialmente em casos de maior complexidade.
“O que estamos vendo aqui é o resultado de planejamento e investimento. Esses nascimentos mostram que o hospital está preparado para cuidar das mães e dos bebês com qualidade, perto de casa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “É um novo modelo de gestão, com equipes organizadas, atendimento contínuo e foco em salvar vidas”, completou.
A consolidação do HRTB como centro de referência materno-infantil envolveu mudanças estruturais significativas. A unidade recebeu 26 novos leitos, elevando sua capacidade total para 56 leitos, o que amplia a capacidade de atendimento e fortalece a resolutividade da rede pública de saúde na região.
Com a implantação do centro materno-infantil, gestantes classificadas como alto risco passam a contar com atendimento especializado e multiprofissional, incluindo acompanhamento por obstetras, cardiologistas, endocrinologistas, entre outras especialidades, conforme a necessidade clínica de cada caso.
Além dos partos, o hospital também está preparado para atender intercorrências de gestantes, puérperas e recém-nascidos de até 28 dias de vida. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, garantindo assistência contínua.
O avanço do hospital integra um processo de reestruturação conduzido pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas). Somente em reformas e aquisição de equipamentos, o investimento supera R$ 3 milhões, contemplando melhorias na estrutura física, reforço de equipes e ampliação dos serviços ofertados, contribuindo para suprir demandas históricas da região dos Campos Gerais.
“O Hospital Regional de Telêmaco Borba passa a cumprir um papel estratégico para toda a região, garantindo acesso rápido, atendimento especializado e humanizado para mães e bebês”, destacou Beto Preto.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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