Paraná
Museu Casa Alfredo Andersen anuncia novo residente artístico: João Paulo de Carvalho
O Museu Casa Alfredo Andersen divulgou nesta sexta-feira (18) o nome do seu novo residente artístico, o artista visual João Paulo de Carvalho. Até 04 de setembro, o artista produzirá uma série de estudos artísticos e obras diretamente no Ateliê Alfredo Andersen, lugar de criação anexo ao museu.
Com uma abordagem que explora a interseção entre o tempo, a experiência e a paisagem, João Paulo, que já foi aluno e também professor da Academia Alfredo Andersen, começou os primeiros dias da residência confeccionando os próprios materiais de trabalho, como suas tintas de tom monocromático e telas em tecido cru.
“Na residência estou tendo outra dinâmica”, diz João, que no processo de ambientação percebeu que a residência mudou sua questão com tempo em comparação com seu trabalho em seu ateliê particular, o Ateliê 39.
Durante a residência, o artista irá preencher o diário de bordo, que deverá ser entregue ao final do período e será incorporado ao acervo do museu.
O foco principal é a exploração da paisagem contemporânea e suas múltiplas facetas. O artista adentra essa temática com uma abordagem peculiar, unindo técnicas de desenho e pintura para criar uma narrativa visual que reflete as complexidades da atualidade.
“A paisagem está cada vez mais no centro das questões do nosso tempo. Ela é um ponto de convergência para debates situacionais e experimentações. Em um mundo marcado por mudanças climáticas, disputas territoriais e desafios ambientais, a paisagem se torna um assunto que reflete nossa realidade”, afirma.
As obras de Carvalho capturam a essência dessa reflexão, combinando elementos de pintura com imagens e referências contemporâneas. Ele explora a dualidade entre a beleza e o desconforto, criando uma atmosfera distópica que convida os espectadores a questionar e refletir sobre as nuances da paisagem moderna.
O legado de Alfredo Andersen também exerce uma influência sobre a abordagem. O artista diz que, ao se inspirar nas observações imersivas de Andersen sobre a paisagem, ele busca dar continuidade a essa tradição de análise visual e exploração conceitual.
“A relação com Andersen não é meramente biográfica, mas também conceitual”, ressalta João. “É um desdobramento natural da forma como ele abordou a paisagem em sua época. Inspirado por sua obra, busco expandir essa observação da paisagem, trazendo-a para o contexto contemporâneo e explorando novas perspectivas.”
Enquanto João Paulo de Carvalho trabalha em sua residência artística, os visitantes do museu também terão a oportunidade de testemunhar suas produções in loco. O público geral e diferentes grupos educativos podem visitar o artista nas terças de manhã, nas quartas e sextas, e agendando a visita pelo e-mail [email protected].
Serviço:
Residência artística de João Paulo de Carvalho
Até 04 de setembro
Agendamentos em [email protected]
Museu Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme, 336 – Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
Operação Mulher Segura cumpre 249 mandados de prisão e prende 2,3 mil em flagrante
A Operação Mulher Segura, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), intensificou ao longo do mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, o cumprimento de mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de violência contra elas. A ação resultou em avanços no número de prisões e no andamento de investigações no Estado.
Ao todo, foram cumpridos 249 mandados de prisão de pessoas condenadas por crimes no âmbito da violência contra a mulher, em ação coordenada pelo Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp). A operação resultou também em 2.354 prisões em flagrante entre diferentes tipificações criminais relacionadas à violência contra a mulher.
As atividades envolveram os setores de inteligência da Polícia Civil do Paraná (PCPR), da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) com foco em crimes como feminicídio, lesão corporal, importunação sexual, estupro, violência doméstica, ameaça e perseguição.
“Quando o Estado localiza e prende quem deve responder à Justiça, demonstra que o crime não compensa e que a segurança permanece como prioridade”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.
Segundo a delegada-chefe da Divisão de Polícia Especializada, da PCPR, Luciana Novaes, a atuação das unidades de polícia judiciária e das Delegacias da Mulher se reflete na eficácia na captura de agressores. “É um encorajamento à denúncia. Ao retirar de circulação aqueles que ameaçam a integridade feminina e monitorar de perto os agressores, reafirmamos que a proteção à vida é uma prioridade absoluta. A justiça só é plena quando o silêncio da vítima é substituído pela voz da coragem e pela resposta imediata do Estado”, diz.
Para a major Carolina Zancan, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, da PMPR, as ações garantem que agressores sejam responsabilizados e que as vítimas recebam proteção e acolhimento. “É uma iniciativa que concentra esforços no cumprimento de mandados em aberto, no fortalecimento das investigações e, ao mesmo tempo, na ampliação de ações preventivas, demonstrando que o enfrentamento a esse tipo de crime é permanente e prioridade em todo o Paraná”, afirma.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão por ameaça, descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU), por lesão corporal, perseguição, estupro de vulnerável, estupro ou atentado violento ao pudor, além de tentativa de feminicídio e feminicídio consumado, e outras tipificações criminais relacionadas à violência contra a mulher.
Das prisões em flagrante, os registros são por ameaça, lesão corporal e prisões por outras tipificações no âmbito da Lei Maria da Penha, incluindo injúria, vias de fato e dano, e por descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU). Foram registrados ainda casos de perseguição, tentativa de feminicídio, estupro e feminicídio consumado.
De acordo com o coordenador do Coisp, coronel Sérgio Augusto Ramos, a integração das forças de segurança paranaenses foi fundamental para os resultados alcançados com a Operação Mulher Segura. “Foi uma grande força-tarefa visando a prisão dessas pessoas que já tinham mandados de prisão concedidos pelo Poder Judiciário. O número de presos colabora com a redução dos índices de violência dessa natureza no Paraná”, explica.
A Operação Mulher Segura 2026, realizada nos 399 municípios paranaenses, ainda promoveu 318 palestras educativas, alcançando um público de 27.174 pessoas. Também intensificou as visitas preventivas e de fiscalização à violência doméstica e familiar, consultando tanto vítimas quanto agressores.
“Além da conscientização, que é a ação primária da prevenção, as forças de segurança paranaenses também trabalham no combate ao crime com repressão, por meio de prisões e análise de mandados que estavam em aberto para impulsionar as investigações”, afirma o coordenador do Programa Mulher Segura da Sesp, coronel Cleverson Machado.
Fonte: Governo PR
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