Connect with us


Política Nacional

Senado inaugura primeira Sala Lilás instalada em um parlamento

Publicado em

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participou nesta quarta-feira (11) da inauguração da primeira Sala Lilás do mundo instalada em um parlamento. O espaço, no Bloco 16 da Casa, em frente ao Espaço do Servidor, será destinado ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres vítimas de violência.

Davi repudiou o que chamou de “epidemia” de violência contra as mulheres e destacou a importância do engajamento da sociedade, especialmente dos homens, no enfrentamento do problema. Ele também ressaltou o papel das senadoras na defesa de pautas sociais.

— Temos 16 guerreiras no Senado. Mulheres que vivenciam todos os dias a luta para mostrar que preconceito, discriminação, ofensas e agressões não podem ser considerados normais. Vocês ajudam a engrandecer o Poder Legislativo brasileiro — disse.

A iniciativa integra o programa Antes que Aconteça, criado em dezembro de 2023 pela primeira-secretária do Senado, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), quando presidia a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Entre as medidas previstas estão a implantação de Salas Lilás em instituições de segurança e justiça, criação de abrigos temporários, uso de inteligência artificial para monitoramento de agressores e ações educativas.

Segundo Daniella, cerca de 30 mil pessoas circulam mensalmente pelo Senado, o que reforça a importância de um espaço seguro e reservado para acolhimento.

Leia mais:  Senado analisa MP que abre crédito de R$ 10 bilhões para baratear diesel

— A Sala Lilás oferece um ambiente de escuta e orientação para mulheres que sofreram violência ou buscam informação sobre o tema — explicou.

O modelo consta no Projeto de Lei 6.674/2025, de Daniella, que estabelece as diretrizes e normas do programa na lei. O PL foi aprovado na terça-feira (10) pelo Plenário do Senado e enviado à Câmara.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, caracterizou a violência doméstica como a pior entre as praticadas no Brasil e destacou a importância da atenção de instituições públicas e privadas sobre o tema.

— Ninguém sai incólume. Isso fica como uma marca permanente para a família como um todo, para os amigos e para a sociedade.

A diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, explicou que o espaço foi estruturado para acolher mulheres vítimas de diferentes formas de violência, inclusive no ambiente de trabalho. Além do atendimento policial especializado, haverá apoio psicológico e assistência social.

— Isso serve como um exemplo, um modelo para as demais casas legislativas do Brasil e do mundo — disse.

A líder da Bancada Feminina, Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que o programa organiza diferentes formas de atendimento e busca prevenir casos mais graves de violência.

Leia mais:  Comissão Mista de Orçamento deve ser instalada na segunda quinzena de abril

— Não queremos apenas contabilizar vítimas. Nós queremos que todo o sistema criado proteja aquela mulher para que ela não sofra a violência e chegue na morte, porque infelizmente, quando tem caso de feminicídio, houve muitos sinais anteriormente — afirmou.

Também participaram da cerimônia as senadoras Dra. Eudócia (PL-AL), Margareth Buzetti (PP-MT), Tereza Cristina (PP-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN). Representando a Câmara dos Deputados, estiveram presentes as deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ) e Soraya Santos (PL-RJ).

Espaços de acolhimento

As Salas Lilás são ambientes reservados para atendimento especializado a mulheres e meninas em situação de violência. O modelo prevê acolhimento imediato, privacidade e encaminhamento para serviços da rede de proteção, como saúde, assistência social e justiça. O espaço também foi adaptado para receber mulheres com deficiência.

O atendimento será realizado por policiais da Secretaria de Polícia do Senado (SPSF), capacitadas para lidar com situações de vulnerabilidade e violência. O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, mediante agendamento, para garantir privacidade e sigilo.

Canais para agendamento:

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook

Política Nacional

Senado sedia encontro sobre liderança feminina na administração pública

Published

on

O Senado promoveu nesta segunda-feira (5) a abertura do 1º Encontro Nacional de Mulheres na Liderança na Administração Pública. O objetivo é formar uma rede com essas lideranças e fortalecer a atuação feminina nos três Poderes, com a consolidação de boas práticas em governança pública e a produção de subsídios para a formulação de políticas de equidade.

Na abertura do evento, que se estende até esta terça-feira (6), a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, defendeu a presença de mulheres nesse espaços e a importância de se criar ambientes institucionais que facilitem a troca de experiências e a construção de redes de apoio.

Ilana ressaltou que as mulheres podem exercer cargos de liderança sem se limitar a padrões preestabelecidos de comportamento e desempenho.

— Não precisamos caber em caixinhas. Podemos ser o que quisermos — afirmou.

Videocast

A programação de abertura incluiu o lançamento do videocast LiderA, que é uma produção da Rádio Senado, da TV Senado e do Núcleo de Coordenação de Ações de Diversidade, Equidade e Inclusão do Senado.

Leia mais:  Comissão aprova capacitação no transporte público para atender pessoas com deficiência

A produção reúne mulheres que estão à frente de instituições públicas para entrevistas sobre liderança, escolhas e desafios profissionais.

A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, disse que o LiderA busca romper com estereótipos que ainda restringem a forma como a liderança feminina é percebida.

Glauciene convidou as participantes a acompanhar os episódios e a compartilhar suas próprias experiências em futuras gravações. Ela também salientou a diversidade das trajetórias das mulheres presentes no encontro.

Palestra e filme

O evento contou ainda com a palestra Mulheres em rede: o futuro da liderança, ministrada por Gisèle Szczyglak. Ela é doutora em filosofia política pela Universidade de Toulouse II e especialista em liderança feminina, mentoring e desenvolvimento de redes profissionais.

Além disso, a programação incluiu a exibição do filme Eunice – A Primeira Senadora, que faz parte do projeto Visita 360 (que oferece aos visitantes do Congresso Nacional experiências imersivas por meio da realidade virtual).

O curta-metragem, com duração de nove minutos, apresenta um momento na vida de Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma cadeira no Senado, e destaca sua atuação em um ambiente político predominantemente masculino.

Leia mais:  Ministro das Cidades diz na Câmara que 2026 será o "ano da habitação"

Segundo dia

A programação desta terça-feira (6), segundo e último dia do encontro, começa às 9h, no Instituto Serzedello Corrêa – Escola Superior do Tribunal de Contas da União.

Entre os destaques estão a aula magna O cenário da alta gestão sob a ótica de gênero e governança, a ser ministrada pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, além de uma série de oficinas — que vão abordar comunicação e autoridade, autoconhecimento, equidade de gênero, transformação institucional e liderança inclusiva.

O evento será encerrado com uma plenária com foco na construção de uma agenda das mulheres na administração pública, com representantes dos três Poderes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262