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Política Nacional

Senado cria ferramenta para acompanhar emendas ao Orçamento

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A Consultoria de Orçamento do Senado lançou nesta semana uma ferramenta que facilita ao público verificar as alterações que os parlamentares fazem no projeto da Lei Orçamentária Anual: o Painel Elaboração, que traduz em gráficos e tabelas personalizáveis o impacto das emendas parlamentares em cada etapa da tramitação do projeto no Congresso Nacional.

O painel é mais uma ferramenta do Siga Brasil, do Senado Federal, que divulga informações sobre o orçamento público desde 2004.

Para o consultor do Senado Orlando de Sá Cavalcante Neto, a novidade pode aumentar a influência da sociedade sobre as contas públicas. Jornalistas, pesquisadores, organizações não governamentais (ONGs) e cidadãos interessados podem identificar, com o painel, quem são os responsáveis por aumentar ou diminuir o valor que o governo federal propõe para determinado setor, por exemplo.

— Uma ONG que defende o clima pode acompanhar o que está acontecendo durante a tramitação do Orçamento e tentar intervir no Congresso [para aumentar recursos destinados a essa área] — exemplifica Cavalcante.

Dados disponíveis

O Painel Elaboração possui dados sobre receitas e despesas estimadas. Com essas informações, é possível verificar, a cada etapa do processo legislativo:

  • o quanto cada área (educação, saúde, etc.) terá a mais ou a menos de recursos. No projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025, por exemplo, o relator-geral retirou R$ 3,7 bilhões da área de assistência social;
  • quais são as emendas e quais são os parlamentares responsáveis pelo aumento ou pela redução de valores. É o caso das comissões de esporte do Senado e da Câmara, autoras de mais de 60% do R$ 1,8 bilhão que o setor recebeu a mais na LOA de 2025;
  • quais serviços públicos são mais afetados. Por exemplo: a ação na qual o relatório geral do projeto da LOA de 2025 mais acrescentou recursos da Saúde foi a de “estruturação da atenção especializada em saúde”;
  • o quanto deve ser transferido para estados e municípios. A área em que os municípios mais perderam recursos federais em 2025, durante a tramitação da LOA no ano passado, foi o saneamento básico (R$ 241 milhões);
  • qual a estimativa de arrecadação federal feita pelos parlamentares.
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Atualização

A base de dados do Painel Elaboração é atualizada logo que as informações se tornam públicas. Assim, por exemplo, quando o parlamentar responsável pelo relatório setorial de turismo apresenta esse documento — que contém as emendas para a área —, o painel revela a diferença entre o projeto inicial e a nova versão.

O mesmo ocorre com todos os relatórios setoriais, com o relatório geral, com as emendas de Plenário e o texto final aprovado pelo Congresso (etapas que se sucedem na votação do projeto de LOA). 

Relatórios

Os dados apresentados no Painel Elaboração já podiam ser encontrados por meio do Siga Brasil Relatórios, mas esta interface exige conhecimentos técnicos de Orçamento e da plataforma Siga Brasil. O Painel Elaboração torna disponíveis os dados de forma simplificada. 

Com relação aos pagamentos do Orçamento aprovado, o Siga Brasil já disponibiliza o Painel Cidadão, voltado para o usuário leigo, e o Painel Especialista.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Davi reitera papel da Advocacia do Senado na defesa do mandato dos senadores

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou na tarde desta quarta-feira (15) o papel da Advocacia do Senado para “defender a legitimidade do voto popular e a prerrogativa dos senadores da República”.

— Quero deixar, absolutamente, a Advocacia do Senado Federal à disposição de V. Exas., na condição de presidente do Senado e chefe do Poder Legislativo brasileiro, para auxiliar em tudo que V. Exas. acharem necessário, inclusive ingressar conjuntamente com as questões jurídicas que V. Exas. manifestaram no Plenário — declarou durante a sessão deliberativa.

A afirmação foi feita após manifestação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que acusa ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de ameaçá-lo em razão do conteúdo de seu relatório na CPI do Crime Organizado. Alessandro cobrou um posicionamento claro do Senado.

Em votação na terça-feira (14), o relatório de Alessandro foi rejeitado por seis votos a quatro. No texto, o senador pedia o indiciamento de três ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade relacionados ao caso do Banco Master.

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Alessandro qualificou declarações de ministros do STF, proferidas enquanto a CPI realizava sua última reunião, como ameaças à sua atuação parlamentar “de forma aberta e franca”. Apontou que foi ameaçado, pelo ministro Gilmar Mendes, de representação criminal por suposto abuso de poder, o que seria passível de cassação e inelegibilidade.

— É sempre muito fácil fechar os olhos quando o abuso é feito contra um adversário. Mas o abusador vai atuar contra todos e em todo instante. Qual será a postura da Casa? Será que o Congresso e o Senado têm que se rebaixar tanto a ponto de tolerar esse tipo de ameaça? — registrou o senador.

Os senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Avante-ES), Cleitinho (Republicanos-MG), Carlos Viana (Podemos-MG) e Jorge Seif (PL-SC) também declararam apoio a Alessandro Vieira.

— Não podemos deixar que o Parlamento continue perdendo suas prerrogativas e seu espaço — afirmou Viana.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) elogiou a postura de Davi em colocar a Advocacia do Senado à disposição dos senadores, mesmo divergindo do relatório final de Alessandro Vieira, mas ponderou que o colega está protegido pelo exercício parlamentar.

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— Qualquer um dos atingidos pode se manifestar como quiser. O que não pode é ameaçar senador da República no uso de suas atribuições — argumentou Randolfe.

Inquérito por postagem

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se dirigiu ao presidente do Senado por se dizer surpreso com a autorização de Alexandre de Moraes para a abertura de inquérito contra ele após uma postagem nas redes sociais. A publicação fazia referência a uma suposta delação do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, relacionando o presidente Lula a crimes.

— Há um desequilíbrio entre os poderes e só o Senado pode recobrar esse equilíbrio. Onde está a imunidade parlamentar? Onde está a liberdade de expressão? Não se trata de ofensa a ninguém. Trata-se de opinião de um senador da República — afirmou Flávio Bolsonaro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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