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Senado aprova projeto que cria nova lei do trabalho rural e moderniza regras de 1973

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CRA aprova relatório do novo marco legal para o trabalho rural

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT). A proposta estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no Brasil, substituindo a legislação vigente desde 1973 e reunindo normas atualmente dispersas em um único texto.

O projeto possui 221 artigos e abrange temas como contratos, jornada de trabalho, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização no campo.

Atualização da legislação e modernização do setor

Para a autora da proposta, Margareth Buzetti, o objetivo é adequar a legislação às necessidades atuais do setor rural, que incorpora tecnologia, novos modelos de produção e diferentes formas de contratação.

“A ideia é atualizar as regras para refletir a realidade do campo e permitir um ambiente de trabalho mais seguro e moderno”, afirmou Buzetti.

O texto também institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, prevendo ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

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Relator propõe ajustes para aplicação prática no campo

O relator do projeto, Zequinha Marinho, destacou que o parecer aperfeiçoa o texto original, tornando-o mais aplicável às condições reais do trabalho rural. Entre os ajustes estão alterações em dispositivos de difícil execução, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em regiões com limitações logísticas.

“Alguns pontos precisavam ser ajustados para refletir a dinâmica do trabalho no campo e garantir aplicabilidade”, afirmou Marinho.

O relator também questionou a previsão de indenização ao término de contratos de safra, considerando-a incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

Novos instrumentos de gestão e modalidades de contratação

O projeto prevê a criação de:

  • Programas de gerenciamento de riscos no trabalho rural;
  • Comissões internas de prevenção de acidentes e assédio;
  • Regulamentação de modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
Próximos passos no Senado

Após aprovação na CRA, a proposta segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

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CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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