Paraná
BRDE assina R$ 37,5 milhões em contratos de crédito na ExpoLondrina
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) firmou nesta quarta-feira (12), na ExpoLondrina, contratos de crédito que somam R$ 37,5 milhões. Os financiamentos contemplam projetos ligados a cooperativas, pequenas empresas e produtores rurais. De 2019 até a primeira quinzena de março deste ano, o BRDE liberou R$ 234 milhões em recursos para investimentos em Londrina e municípios, com destaque para projetos do agro e inovação.
No evento de assinatura dos contratos, o presidente do banco, Wilson Bley Lipski, ressaltou a política de pulverização do crédito praticada pelo banco. “Essa estratégia permite que projetos de pequenos, médios e grandes produtores, empreendedores e gestores do Paraná, possam contribuir com o desenvolvimento social e econômico, em conformidade com as diretrizes do Governo do Estado”, disse ele. Bley enfatizou, ainda, que o BRDE tem trabalhado para novas captações de recursos a fim de ampliar a oferta de crédito para todos os portes de negócios.
Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo El Kadre, a participação do BRDE na Expolondrina representa investimentos robustos no Estado. “O resultados do banco são prova da competência da instituição”, disse ele. Em 2022, o BRDE alcançou números históricos em créditos para investimentos com R$ 4,4 bilhões em toda região Sul, sendo que R$ 1,7 bi desse valor, foi destinado em financiamentos que movimentaram a economia do Paraná.
CONTRATOS – A Integrada – Cooperativa de Crédito Agroindustrial assinou financiamento na ordem de R$ 5,4 milhões, relativo ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) da safra 2022/2023, além de crédito para investimentos na ampliação e modernização de suas instalações.
“O BRDE é um parceiro de longa data e apoiador das cooperativas. Hoje assinamos mais um contrato para apoiar nossos cooperados em aquisição de insumos e também para melhorar estruturas de recebimento de grãos e a indústria”, disse o presidente da Integrada, Jorge Hashimoto.
Os avicultores Andressa Montanha Piqueti e o irmão Eduardo contrataram crédito de no valor de R$ 400 mil para instalação de placas fotovoltaicas (energia solar). “Tínhamos placas que atendiam 75% da capacidade de produção de aves e com o financiamento do BRDE vamos expandir para 100% de geração de energia solar em nossos aviários, reduzindo significativamente o custo do consumo de energia elétrica”, detalhou Andressa.
SALTO DE QUALIDADE – O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, lembrou que o crédito é um instrumento importante para provocar mudanças e promover um salto de qualidade. “O BRDE, por meio de seus programas, ajuda a transformar a agricultura e agroindústria em algo maior no Paraná”, disse ele.
Na Expolondrina, também assinaram contratos com o BRDE, entre outros, a Cooperativa Agroindustrial Coopercandi, de Londrina; a SL Cereais e Alimentos Ltda, de Mauá da Serra; a CIAV Comércio de Veículos Importados ,de Londrina; produtores rurais de Mandaguari, Ivaiporã, Wensceslau Braz e Sabaudia.
Também participaram do evento de assinaturas, o deputado estadual Tiago Amaral, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Willian Cristian Menin da Cresol e Rodrigo Brischiliari do Sicredi.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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