Brasil
Sedigi debate regulação de plataformas digitais na Câmara dos Deputados
Brasília, 13/5/2026 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou do debate Princípios e diretrizes para regulação de plataformas digitais: desafios concorrenciais, soberania e proteção de direitos, realizado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (13).
O encontro, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), reuniu especialistas, parlamentares e representantes de diferentes setores para debater os princípios do CGI.br para a regulação de plataformas de redes sociais no Brasil e as diretrizes sobre o tema, ainda em elaboração pelo Comitê.
Participaram da mesa o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), Victor Carnevalli Durigan; o deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI); a representante do terceiro setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Bia Barbosa; o professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Francisco Britto; e o diretor de Relações Governamentais da Associação Brasileira das Empresas de Software, Marcelo Almeida.
O painel Princípios e diretrizes para regulação de redes sociais: abordagem baseada em direitos foi mediado pelo conselheiro do CGI.br Henrique Faulhaber e abordou temas como transparência, soberania, direitos humanos, responsabilidade, prevenção, governança e regulação assimétrica.
Durante a participação, o diretor da Sedigi defendeu uma abordagem regulatória voltada aos impactos estruturais das plataformas digitais. Segundo ele, a discussão precisa avançar para uma visão sistêmica dos serviços digitais.
“É um debate extremamente relevante para refletir, amadurecer e avançar na construção da regulação das plataformas no Brasil”, afirmou.
Durigan ressaltou que o debate regulatório ganhou novo impulso após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Para o diretor, a decisão do Supremo reforçou a necessidade de diferenciar a responsabilização individual de conteúdos da dimensão sistêmica das plataformas digitais.
“O Supremo Tribunal Federal faz uma diferenciação importante entre a dimensão individual, ligada à responsabilização civil de conteúdos específicos, e uma dimensão administrativa e sistêmica, relacionada aos riscos coletivos e ao funcionamento das plataformas”, observou.
Segundo o diretor, essa separação permite preservar a liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que fortalece mecanismos administrativos voltados à prevenção de riscos estruturais associados aos modelos de negócio das plataformas.
Outro ponto abordado por ele foi a transparência na atuação das empresas de tecnologia.
“É necessário que a sociedade conheça melhor como funcionam as plataformas, seus sistemas e os riscos associados às novas tecnologias, para que respostas proporcionais e adequadas possam ser construídas”, pontuou.
A atuação das plataformas deve considerar diferenças entre serviços, portes e impactos gerados, seguindo critérios proporcionais e assimétricos.
“A responsabilização não pode ser linear. É preciso reconhecer que diferentes serviços oferecem riscos distintos e, por isso, demandam níveis diferentes de dever de cuidado e atuação preventiva”, acrescentou.
Durigan também destacou o papel do País no debate internacional sobre regulação digital.
“O Brasil foi pioneiro com o Marco Civil da Internet e precisa continuar ocupando posição central nesse debate global, atualizando suas regras e fortalecendo sua capacidade regulatória diante das transformações do ambiente digital”, concluiu.
Brasil
Em reunião de Ministros de Justiça do Mercosul, no Paraguai, Brasil avança em entendimentos para o combate conjunto ao crime organizado
Assunção (Paraguai), 28/5/2026 — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participa a partir de hoje, em Assunção, da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ), realizadas em no Paraguai, sob a Presidência Pro Tempore do país anfitrião. Durante a visita, o Brasil assinará também acordos bilaterais com o governo paraguaio e realizará reuniões técnicas com o objetivo de alinhar ações com vistas à execução do programa Brasil Contra o Crime Organizado.
O ministro participa do encontro até sexta-feira (29), no Hotel Crowne Plaza Asunción, no centro histórico da capital paraguaia. A RMIS e a RMJ são vinculadas ao Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul e têm como objetivo desenvolver mecanismos conjuntos para ampliar a cooperação e a integração regional nas áreas de justiça e segurança pública. Esta edição reúne ministros de Justiça e do Interior dos Estados Partes e Associados, com pauta centrada em cooperação jurídica, segurança pública e gestão migratória.
A participação brasileira foi precedida, na noite de quarta-feira, de reuniões de alinhamento entre o ministro, o embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho, e de representantes da Polícia Federal que atuam no Paraguai. Nesta quinta-feira, acompanhado da secretária Nacional de Justiça do MJSP, Maria Rosa Guimarães Loula, Wellington Lima se reunirá com os ministros paraguaios do Interior, Enrique Riera Escudero, e da Justiça, Rodrigo Nicola.
No evento, assinarão acordos bilaterais em estratégia de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro; capacitação em análise e investigação financeira; intercâmbio de informações migratórias e sobre pessoas privadas de liberdade; e o enfrentamento ao tráfico de armas e munições, entre outras iniciativas. Também está prevista reunião da comitiva brasileira com Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.
As agendas de cooperação jurídica e policial são mais um passo do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e atendem aos quatro eixos da maior ação de investimento na segurança pública do país nas últimas duas décadas:
- asfixia financeira das organizações criminosas;
- fortalecimento da segurança no sistema prisional;
- qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
- combate ao tráfico de armas.
CIN como documento no Mercosul
O ministro Wellington Lima também assinará documento que atualiza o Acordo sobre Documentos de Viagem do Mercosul, incluindo expressamente a Carteira de Identidade Nacional (CIN) do Brasil como documento válido para o trânsito regional — sem necessidade de passaporte.
A medida consolida a CIN como documento central de identificação nacional, simplifica a circulação de brasileiros nos países do bloco e fortalece a integração regional. A inclusão havia sido aprovada no Foro Especializado Migratório (FEM) e elevada aos ministros para assinatura. O novo texto modifica o Anexo I do acordo, reconhecendo formalmente a CIN brasileira como documento hábil para o trânsito entre os países do Mercosul.
No âmbito técnico, a Senajus também conduzirá negociações paralelas no âmbito da CLXXVII Reunião da Comissão Técnica de Justiça (CTJ/Mercosul), que deverão resultar em dois instrumentos: o Regulamento de Recuperação de Ativos e o Formulário para Solicitação de Transferência de Pessoas Condenadas.
-
Paraná7 dias agoPrograma de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo
-
Agro7 dias agoMapa reforça diálogo sobre inovação no campo e segurança regulatória
-
Esportes4 dias agoGrêmio vira sobre o Santos, empurra o Peixe para o Z4 e amplia pressão no Brasileirão
-
Educação6 dias agoFomento do Fundeb à educação integral é tema de encontro
-
Economia7 dias agoMDIC firma parceria com Governo do Paraná e Caixa para fortalecer economia de impacto
-
Brasil6 dias agoMinistério da Saúde debate estratégias para ampliar a gestão democrática no SUS
-
Esportes4 dias agoSão Paulo sai na frente, cede empate ao Botafogo no fim e amplia jejum no Brasileirão
-
Esportes4 dias agoMirassol vence o Fluminense e interrompe reação tricolor no Brasileirão
