Brasil
Luiz Marinho se reúne com representantes dos trabalhadores rurais do Distrito Federal e de Goiás
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu, nesta quarta-feira (5), representantes de sindicatos e associações de trabalhadores rurais do Distrito Federal e de municípios do entorno de Goiás. O encontro teve como objetivo ouvir as principais demandas do setor e fortalecer o diálogo entre o Governo Federal e as entidades representativas, que reúnem mais de 80 mil trabalhadores na região.
Durante a reunião, os participantes apresentaram propostas voltadas à valorização e ao fortalecimento de políticas públicas destinadas aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, com ênfase em temas como capacitação profissional e letramento digital. O grupo também ressaltou a importância de ampliar o acesso à qualificação técnica e à inclusão produtiva no meio rural.
O ministro Luiz Marinho destacou a importância de manter o diálogo permanente com as entidades representativas do campo, reafirmando o compromisso do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com a promoção de políticas que garantam melhores condições de vida, trabalho e renda para os trabalhadores rurais em todo o país.
Entre os presentes estavam o presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Fernandes dos Santos Neto; o secretário de Comunicação da entidade, José Vitor de Castro Imafuku; o secretário de Relações Parlamentares, Ernesto Luiz Pereira Filho; e o porta-voz, Aécio Aires Fernandes.
Também participaram o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais do Distrito Federal e Entorno (FETADFE), João Batista Ferreira de Freitas, e outros dirigentes sindicais e associativos, entre eles: Erenilda de Assis, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cristalina (GO); Kelvin Feliciano Feitosa Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Padre Bernardo (GO); Acinemar Gonçalves Costa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Formosa (GO); Crenilda da Costa Mangabeira, diretora financeira da FETADFE; e Alcides da Silva Barreto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sítio d’Abadia (GO).
Também estiveram presentes Edna Moreira da Silva, representante do Sindicato Agrofamiliar de Cristalina (GO); Manoel Bento Soares da Cunha, tesoureiro da Associação de Trabalhadores Rurais de Flores (GO); Carlos Sílvio do Carmo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Flores (GO); Janete Maria de Souza, presidente da Associação de Agricultura Familiar Pegibão; Celma Rejane Cardoso Pereira da Silva, presidente da Associação de Assentados Vale Matacã; Eluir Fiorentin, presidente da Associação Sumidouro; e Edná Rodrigues, representante da categoria.
Brasil
Capobianco debate como acelerar implementação da ação climática em reunião preparatória para a COP31 em Berlim
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participa, nestas terça e quarta-feiras (22 e 23/4), do Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, na Alemanha. O encontro reúne representantes de alto nível de mais de 40 países para debater temas como medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação), financiamento climático e maneiras de acelerar a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. O presidente e a CEO da COP30, André Corrêa do Lago e Ana Toni, também estão presentes.
Em discurso na terça-feira, o ministro afirmou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) “é um exemplo concreto de que cumprir a meta de 1,5ºC está ao nosso alcance”. De acordo com ele, a redução de 50% do desmatamento na Amazônia e de 32% no Cerrado desde 2022, combinada a bons resultados em outros biomas, evitou a emissão de aproximadamente 800 milhões de toneladas CO₂ equivalente. Este fato, disse, demonstra a escala de impacto positivo que o TFFF pode ter para o atingimento do compromisso central do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em comparação aos níveis industriais.
O TFFF é um mecanismo inédito liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros mecanismos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Já foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo.
A Alemanha é uma das apoiadoras do TFFF. Nesta semana, por ocasião da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Hanôver, o país europeu publicou declaração conjunta com o Brasil em que reafirma o compromisso, feito na COP30, de aportar EUR 1 bilhão ao mecanismo (leia mais aqui).
O ministro também citou o potencial do Brasil na área de biocombustíveis, que “desempenham um papel significativo na redução de emissões no setor de transportes” e “devem ser considerados como parte de um portfólio mais amplo de soluções, particularmente em setores em que a eletrificação permanece difícil no curto prazo”, destacou.
Capobianco enfatizou ainda que a Presidência da COP30 trabalha na elaboração de propostas de mapas do caminho para superar a dependência dos combustíveis fósseis e para pôr fim do desmatamento, pontos que não foram incluídos na decisão final na conferência de Belém, mas que angariaram o apoio de mais de 80 nações sob a liderança do presidente Lula.
“O clima já está integrado a todos os assuntos importantes que nós debatemos. Quando se fala de energia, estamos inevitavelmente falando de clima. Quando se fala de pobreza, injustiça, financiamento, também estamos falando de clima”, disse Corrêa do Lago, em sessão sobre as expectativas para a COP31. “Sabemos que 1,5 °C está ao nosso alcance e é extremamente importante compreendermos que a ambição não serve apenas para mitigação, mas também para financiamento. Todos nós queremos fazer muito, mas precisamos de recursos para agir”, completou o embaixador.
Diálogo Climático de Petersberg
Em sua 17ª edição, o Diálogo Climático de Petersberg é organizado anualmente pelo governo alemão em parceria com a Presidência Designada da COP do ano em questão. A conferência do clima de 2026 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia, que copresidirá a COP31 com o governo da Austrália.
O ministro do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor da Alemanha, Carsten Schneider, abriu o Diálogo de Petersberg, seguido de intervenções do presidente designado da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Turquia, Murat Kurum; do presidente das negociações da COP31 e ministro do Meio Ambiente da Austrália, Chris Bowen, que participou remotamente; e do secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell. O secretário-geral da ONU, António Guterres, transmitiu mensagem por meio de vídeo gravado para a sessão.
Além das sessões plenárias, há sessões para debater temas relacionados à mitigação, ao financiamento climático e a como o regime climático pode acelerar a implementação. Representantes da COP30 também realizaram reuniões bilaterais e participaram de debates sobre os temas dos três Mapas do Caminho da Presidência da COP30.
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