Agro
São Paulo alcança 538 produtos com Selo Arte e amplia mercado para produtos artesanais
O Estado de São Paulo alcançou a marca de 538 produtos certificados com o Selo Arte, número que iguala o desempenho de Santa Catarina e coloca os dois estados na liderança nacional em emissões da certificação. O selo permite a comercialização, em todo o território nacional, de produtos alimentícios artesanais de origem animal.
Na quinta-feira (7), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) formalizou a entrega de certificados do Selo Arte para 11 produtos do município de Itupeva, na região de Campinas. Foram contemplados quatro méis e sete queijos produzidos de forma artesanal. Participaram da entrega o superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, e a chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado, Marcia Schmidt.
O Selo Arte certifica produtos alimentícios de origem animal elaborados de forma artesanal, com receitas e processos que preservam características tradicionais, culturais ou regionais. A certificação possibilita aos produtores ampliar mercados e comercializar os produtos em outras unidades da Federação.
Para obter o selo o produto deve atender a uma série de requisitos relacionados à origem da matéria-prima, às boas práticas agropecuárias e de fabricação, além da manutenção da identidade e singularidade do produto artesanal.
Entre os critérios exigidos, a matéria-prima de origem animal deve ser produzida na propriedade onde está localizada a unidade de processamento ou possuir origem comprovada. O processo produtivo também deve assegurar boas práticas de produção e manipulação.
O produto final precisa manter características genuínas e tradicionais, sendo permitida a variabilidade sensorial entre os lotes. O uso de ingredientes industrializados deve ser mínimo, e é vedada a utilização de corantes, aromatizantes e outros aditivos considerados cosméticos.
O Mapa destaca que o Selo Arte não substitui os serviços de inspeção sanitária. Todos os produtos de origem animal, como ovos, méis, lácteos, pescados e produtos cárneos, devem ser fiscalizados pelos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal. No caso dos produtos certificados em Itupeva, a aprovação ocorreu por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM).
O empresário Rafael Galvão, produtor de queijos e derivados lácteos, informou que a atividade é desenvolvida pela família há cerca de 30 anos no município. Já o apicultor Ademir Vanini atua na produção de mel há mais de quatro décadas. Ambos destacaram a importância do apoio técnico do Mapa e da prefeitura para a obtenção da certificação.
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Agro
Bioherbicida natural avança no agro e nanotecnologia pode revolucionar controle de plantas daninhas
O mercado de bioherbicidas ganha força no agronegócio global impulsionado pela busca por soluções mais sustentáveis, menor impacto ambiental e novas exigências regulatórias. Nesse cenário, o ácido pelargônico, também conhecido como ácido nonanoico, desponta como uma alternativa promissora para o controle de plantas daninhas em diferentes sistemas produtivos.
Um estudo publicado no periódico científico Journal of Agricultural and Food Chemistry, conduzido por pesquisadores parceiros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), analisou os avanços, desafios e perspectivas do uso da molécula no campo.
A pesquisa aponta que a combinação entre compostos naturais e nanotecnologia pode abrir espaço para uma nova geração de bioherbicidas mais eficientes e alinhados às demandas da agricultura sustentável.
Mercado de bioherbicidas cresce no mundo
Segundo estimativas da consultoria Fortune Business Insights, o mercado global de bioherbicidas deve crescer acima de 15% ao ano ao longo desta década.
O avanço é impulsionado principalmente pelo endurecimento das regulações sobre defensivos químicos sintéticos e pela crescente demanda por soluções agrícolas de menor toxicidade ambiental.
O movimento acompanha uma transformação mais ampla no modelo de produção agrícola mundial, que busca conciliar aumento da produtividade com redução dos impactos ambientais e fortalecimento da bioeconomia.
Ácido pelargônico atua com rapidez no controle de invasoras
De origem natural e baixa toxicidade, o ácido pelargônico apresenta ação rápida sobre as plantas daninhas.
O composto atua rompendo as membranas celulares vegetais, provocando dessecação quase imediata das plantas invasoras. Essa característica torna o bioherbicida especialmente atrativo para sistemas produtivos que exigem respostas rápidas no manejo.
Apesar do potencial, os pesquisadores alertam que ainda existem limitações importantes para a aplicação em larga escala no campo.
Entre os principais desafios estão a alta volatilidade da molécula e sua rápida degradação, fatores que reduzem a persistência e a eficiência operacional do produto em condições agrícolas.
Nanotecnologia pode ampliar eficiência dos bioherbicidas
O estudo destaca a nanotecnologia como uma das principais ferramentas para superar os gargalos atuais dos bioherbicidas naturais.
Segundo os pesquisadores, formulações nanotecnológicas podem aumentar a estabilidade do ácido pelargônico, melhorar sua adesão às superfícies vegetais e permitir liberação controlada do ingrediente ativo.
Com isso, seria possível reduzir perdas, ampliar a persistência do produto no ambiente e aumentar a eficiência do controle de plantas daninhas.
De acordo com Leonardo Fraceto, a inovação está justamente na capacidade de unir compostos naturais e tecnologia avançada para tornar os bioinsumos mais competitivos no mercado agrícola.
O pesquisador afirma que o ácido pelargônico já demonstra eficácia relevante, mas ainda enfrenta limitações operacionais no campo. Nesse contexto, a nanotecnologia surge como alternativa capaz de potencializar o desempenho dos bioativos sem comprometer os princípios de sustentabilidade ambiental.
Agricultura sustentável impulsiona nova geração de insumos
Os pesquisadores também destacam avanços nas rotas de produção do ácido pelargônico a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais, reforçando o alinhamento do produto com práticas agrícolas sustentáveis e com a agenda global de descarbonização.
Para especialistas do setor, a tendência é de expansão gradual do uso de bioinsumos nos próximos anos, impulsionada tanto por exigências regulatórias quanto pela pressão do mercado consumidor por alimentos produzidos com menor impacto ambiental.
O estudo aponta que o grande desafio agora será ampliar a escala de produção dessas tecnologias e garantir viabilidade econômica para adoção no campo.
Sustentabilidade e produtividade caminham juntas no agro
A pesquisa conduzida pelos parceiros do INCT NanoAgro reforça um novo cenário para o agronegócio mundial, no qual produtividade e sustentabilidade deixam de ser objetivos opostos e passam a atuar de forma complementar.
Nesse contexto, soluções como os bioherbicidas naturais associados à nanotecnologia ganham espaço como alternativas estratégicas para atender às demandas de uma agricultura mais eficiente, tecnológica e ambientalmente responsável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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