Agro
Café inicia semana em alta após forte queda; clima e tarifas dos EUA pressionam mercado
Após as quedas registradas na última sexta-feira (19), os contratos futuros do café iniciaram a manhã desta segunda-feira (22) com recuperação. Em Londres, o café robusta apresentou valorização nos vencimentos mais próximos, refletindo a volatilidade que vem marcando as bolsas internacionais.
Estoques baixos e clima irregular sustentam cotações
Segundo o boletim do Escritório Carvalhaes, os preços seguem influenciados por fundamentos consistentes: estoques reduzidos tanto em países produtores quanto consumidores, quebra da safra brasileira 2025, além de condições climáticas irregulares. Esses fatores, somados à instabilidade no comércio global, intensificam a volatilidade das negociações.
Tarifa de 50% dos EUA sobre o café brasileiro gera incertezas
Outro ponto de pressão vem das barreiras comerciais. O presidente Donald Trump determinou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos, medida que desorganiza a logística e amplia os custos. Entretanto, na semana passada, o jornal Washington Post revelou que legisladores americanos planejam apresentar um projeto de lei para isentar o café das tarifas impostas.
Floradas antecipadas sofrem com calor e seca em Minas
No Brasil, cafeicultores enfrentam perdas devido ao clima adverso. Chuvas isoladas em agosto anteciparam a florada em regiões do Sudoeste de Minas, mas a estiagem e as altas temperaturas já comprometeram parte das flores. De acordo com Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores da Região Sudoeste de Minas, muitas flores que abriram precocemente já estão queimadas e murchas.
Cotações do robusta e do arábica nesta manhã
Perto das 9h40 (horário de Brasília), o robusta registrava ganhos de US$ 135, cotado a US$ 4.270/tonelada no contrato para novembro/25. No vencimento de janeiro/26, a alta era de US$ 124, a US$ 4.213/tonelada, e em março/26, avanço de US$ 122, para US$ 4.151/tonelada.
Já o café arábica subia 235 pontos, cotado a 368,85 cents/lbp no contrato de dezembro/25. Para março/26, a valorização era de 280 pontos, a 349,05 cents/lbp, e para maio/26, alta de 250 pontos, a 334,95 cents/lbp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abertura de mercados para produtos brasileiros em Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai
As autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicaram ao Brasil a abertura de mercados para novos produtos brasileiros.
Para Antígua e Barbuda, está autorizada a exportação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
Para o Chile, foi autorizada a exportação brasileira de extrato de carne de ruminantes para consumo humano.
Para a Argélia, está autorizada a exportação de grãos secos de destilaria (DDG) de milho brasileiro.
A China, por sua vez, autorizou a exportação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.
O Paraguai, por fim, autorizou a exportação brasileira de fibra de coco (substrato).
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