Agro
Paraná retira carnes de aves cozidas da Substituição Tributária e amplia competitividade da avicultura
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, assinou na segunda-feira (3) o Decreto nº 11.712/2025, que retira as carnes de aves cozidas do regime de Substituição Tributária (ST). A decisão atende a uma reivindicação antiga da indústria avícola e tem como objetivo aumentar a competitividade dos produtos paranaenses no mercado nacional, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva da carne de frango — uma das principais do estado.
A nova regra passa a valer a partir de janeiro de 2026, prazo estabelecido para que as empresas do setor possam se adequar às mudanças tributárias e integrar os produtos ao regime normal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Entenda o impacto da mudança na tributação
No regime anterior, o recolhimento do ICMS era feito de forma antecipada pela indústria, dentro da Substituição Tributária. Isso fazia com que os comerciantes arcassem com custos tributários mesmo antes da venda, o que reduzia a competitividade dos produtos paranaenses frente aos de outros estados, onde a tributação já ocorria fora desse regime.
Com a nova medida, o imposto passará a ser pago apenas no momento da venda efetiva, permitindo maior fôlego financeiro aos varejistas e atacadistas e favorecendo a expansão da produção local.
Setor avícola paranaense ganha mais força
As carnes de aves cozidas, que incluem produtos como carne de frango desfiada embalada, representam uma parcela menor da produção industrial, mas têm alto valor agregado, contribuindo para fortalecer um setor no qual o Paraná já é líder nacional.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado produziu, no último trimestre, mais de 558,6 milhões de unidades de aves, o que representa mais de um terço da produção brasileira.
Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a mudança reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento econômico regional.
“Essa mudança é bastante significativa, pois torna as indústrias e as cooperativas do Estado mais competitivas em todo o Brasil, ainda mais em um setor em que já somos líderes, que é a produção de aves. É a gestão pública agindo para melhorar o ambiente de negócios”, afirmou Ortigara.
Paraná reforça políticas para fortalecer a agroindústria
Esta é a segunda medida tributária adotada pelo governo estadual em 2025 para estimular a agroindústria local. Em março, o Paraná já havia retirado as carnes temperadas do regime de Substituição Tributária, também com o objetivo de desonerar o setor produtivo e ampliar a competitividade da indústria de alimentos processados.
Com essas ações, o governo reforça sua estratégia de valorização da produção agroindustrial, consolidando o Paraná como referência nacional em eficiência e inovação na avicultura e no processamento de carnes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio
Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio
O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.
De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.
Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo
Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.
Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.
Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro
Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.
A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.
Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas
O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.
As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.
A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.
Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score
Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.
Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.
Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural
Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.
Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.
Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva
O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.
Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.
Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro
Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.
Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.
A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).
Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco
Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.
Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.
Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro
Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.
A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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