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Sanepar usa plantas para criar estação de esgoto lixo zero em Curitiba

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Alinhada à necessidade de investir em sistemas que contribuam com o movimento Zero Waste (lixo zero), a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está instalando na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) CIC Xisto, em Curitiba, o modelo de wetland, que utiliza plantas no processo de purificação dos dejetos.

O projeto faz parte das obras de ampliação da estação, que hoje atende 435 mil habitantes da região e passará a ter capacidade para tratar dejetos coletados de 787 mil pessoas que vivem na área da Bacia do Iguaçu. A unidade será uma das maiores do mundo em número de pessoas atendidas. Neste mês de abril, a instalação do novo modelo, que é uma Solução Baseada na Natureza (SBN), deve ser concluída com o plantio de 110 mil mudas de macrófitas em uma área de 25 mil m².

Nesse espaço, as mudinhas serão responsáveis por transformar a parte sólida do esgoto tratado — o lodo — em biossólido. Essa iniciativa faz parte dos investimentos da Companhia para transformar um passivo (o lodo) em um ativo, visto que seu tratamento pode resultar em biogás e fertilizantes.

Na ponta do lápis, a wetland é um modelo com potencial de reutilização de 100% dos resíduos: 98% do lodo que entra em uma das células da wetland é consumido no local por microrganismos e pelas próprias plantas. Os outros 2% resultantes do processo de mineralização são biossólidos, matéria com aspecto de húmus, reutilizável como fertilizante ou na geração de energia térmica ou elétrica (a partir da produção de biogás).

“Reduzir o descarte de resíduos é um dos grandes desafios de todas as cidades do mundo. Ao investir neste modelo baseado em soluções da natureza, a Sanepar reafirma seu compromisso com a preservação do meio ambiente”, destaca o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley.

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MAIOR EM PESSOAS ATENDIDAS – A Sanepar já tem wetlands em outras cidades do Estado, mas a que está sendo criada na ETE CIC Xisto, no bairro Tatuquara, além de ser a primeira na capital paranaense, é uma das maiores nesse modelo em capacidade do número de pessoas a serem atendidas com o serviço, informa a empresa Gel Engenharia, responsável pelo projeto e a execução da ampliação da unidade.

“A Sanepar aceitou o desafio de criar, em Curitiba, não a maior wetland em área, mas, em termos de atendimento à população, a maior que existe”, ressalta o gerente de projeto da empresa, Guilherme Goetze.

REDUÇÃO DE CO2 E AUMENTO DE O2 – Uma wetland, também conhecida como “jardim de mineralização”, é um ambiente com macrófitas, plantas com grande “apetite” por nutrientes, em que o lodo é depositado formando um ecossistema rico em microrganismos. Ao mesmo tempo em que as plantas absorvem os nutrientes, os microrganismos se encarregam de decompor a matéria.

É um sistema que contribui com o meio ambiente ao reduzir a carga de gás carbônico (CO2) produzido pela estação e pelo aumento na liberação de oxigênio (O2) com as áreas plantadas. Para a empresa, o bônus vem com resiliência econômica, com menos energia elétrica gasta no processo e menos produtos químicos.

A eficiência do sistema vem sendo testada desde outubro de 2025, com um jardim mineralizador piloto, em que o desenvolvimento da espécie escolhida para o plantio, a Arundo donax (mais conhecida como “cana-do-reino” ou “cana-da-roça”), conta com o acompanhamento de uma bióloga. A altura que as mudas atingiram em cinco meses — mais de dois metros — é um dos fatores que apontam o êxito da área de testes.

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A purificação do lodo obedece ao ritmo da natureza: as plantas, que podem atingir entre 3 e 4 metros, vão permanecer “trabalhando” pelos próximos oito anos. “No modelo de wetland, deixamos de usar energia ou produtos químicos no lodo resultante do tratamento de esgoto. A própria planta faz a decomposição orgânica na zona de raízes”, explica o coordenador de Obras da Sanepar, Murilo Cunico.

NA COP 30 – A etapa inicial do tratamento dos dejetos, responsável pela separação do líquido do sólido, também faz parte das obras, com a implantação de biorreatores combinados anaeróbio-aeróbio (BRC), que vão tornar a qualidade da água que retorna ao Rio Barigui ainda melhor e quase triplicar a capacidade de tratamento (de 490 para 1.368 litros por segundo), preparando a infraestrutura em saneamento para o crescimento da Região Metropolitana de Curitiba.

As obras de ampliação da CIC Xisto estão em execução com a estação em funcionamento, com um investimento de R$ 375 milhões em crédito verde, captados pela Sanepar no Eco Invest, linha de financiamento vinculada ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) com apoio do Banco do Brasil. O projeto foi apresentado pela instituição financeira como modelo de investimento em iniciativas sustentáveis ao meio ambiente na COP 30, em Belém (PA).

PIONEIRISMO – Desde 2020, a Sanepar investe em tecnologias SBN. A primeira wetland da Companhia foi em Santa Helena. Depois vieram as unidades de Assis Chateaubriand, Vera Cruz do Oeste, Cambará, Cornélio Procópio e Joaquim Távora. O modelo está em implantação em Serranópolis, Saudade do Iguaçu, Turvo, Pinhão e Palotina

Fonte: Governo PR

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1º Simpósio de Internacional de Migração do Paraná destaca ações do Estado

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O 1º Simpósio Internacional de Migração do Paraná, iniciativa do Governo do Estado que buscou ampliar o diálogo sobre mobilidade humana, integração e políticas públicas voltadas à população migrante reuniu mais de 500 pessoas. O evento contou com representantes da sociedade civil, gestores públicos municipais e estaduais, comunidade acadêmica, organismos internacionais, setor produtivo, conselhos de direitos, lideranças migrantes e demais interessados na temática.

Realizado pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), por meio da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), o evento ocorreu na quinta e na sexta-feira (12 e 13), em Curitiba.

No simpósio foram apresentados dados sobre os atendimentos à população migrante, destacando a Governança Migratória do Estado do Paraná como um modelo inovador de balcão único para atendimento e acolhimento.

De acordo com o superintendente-geral de Governança Migratória, Gil Souza, antes da criação da SGGM, em abril de 2025, eram realizados, em média, 525 atendimentos mensais pelo Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM). Com a implantação da Agência do Migrante, em novembro do mesmo ano, esse número saltou para 1.809 atendimentos por mês, em média, atingindo o pico em maio deste ano, com 2.694 registros.

“O Governo do Paraná tem um compromisso muito grande com a política pública migratória e isso é tratado com muita metodologia e governança. O que a gente observou é que a metodologia empregada na agência do migrante tem contribuído, de fato, com o aumento do número de atendimentos e da população que tem buscado esses serviços”, disse Souza.

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“Registramos quase 2,7 mil atendimentos no mês passado, um aumento expressivo que mostra que a população absorveu essa nova metodologia, essa nova governança, e que estamos contribuindo para acolher e atender às necessidades desse público da melhor forma possível”, ressaltou Gil Souza. “Curitiba tem sido um polo desse desenvolvimento, mas a gente quer atingir todo o Estado com essas boas práticas”, acrescentou.

O simpósio foi realizado em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Sistema Fiep, a Sanepar, a Escola de Gestão do Paraná, Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), Cerma e o Observatório das Migrações Internacionais (Obmigra), vinculado à Universidade de Brasília.

MODELO DE INOVAÇÃO – Mais do que ampliar atendimentos, o Paraná passou a chamar a atenção internacional ao estruturar um modelo inovador de governança migratória. O estudo intitulado “Políticas Migratórias e Governança Multinível no Estado do Paraná”, de Marco Zupi, presente no relatório internacional Focus Migrazioni 2026, apresenta o Paraná como referência em inovação institucional e integração migratória.

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Entre os principais pontos citados no documento está a criação da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), apontada como um marco na consolidação de uma política pública permanente para a pauta migratória no Estado. Segundo o estudo, “a criação da SGGM marcou a transição da gestão emergencial para uma verdadeira política de Estado”.

Outro grande destaque é a Agência do Migrante, em Curitiba, descrita no relatório como “a primeira instituição pública no Brasil concebida como um balcão único para serviços ao migrante”.

O documento também ressalta que a Agência do Migrante atua na redução da burocracia, facilita o acesso à documentação, promove integração econômica e fortalece políticas públicas baseadas em dados e evidências. Além disso, destaca o papel do Paraná na construção de uma governança migratória multinível, envolvendo municípios, setor produtivo, sociedade civil e organismos internacionais.

A experiência paranaense é apresentada como um modelo capaz de inspirar outras regiões do Brasil e também contextos internacionais, especialmente pela capacidade de transformar acolhimento em desenvolvimento territorial, inclusão e dignidade.

Fonte: Governo PR

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