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Esgoto: Sanepar promove mais de 10 mil vistorias técnicas em imóveis da região de Toledo

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A Sanepar está realizando mais de 10 mil vistorias técnicas em imóveis da microrregião de Toledo, no Oeste do Estado. O trabalho, executado de forma contínua por técnicos contratados pela Companhia, visa identificar se os efluentes domésticos e não domésticos seguem os caminhos e o tratamento adequados antes de chegarem ao destino final — o rio —, sem causar impactos negativos.

“O compromisso da Sanepar com a saúde da população vai além de levar água de qualidade e coletar o esgoto. Nosso compromisso também se estende ao bem-estar das pessoas nas cidades, buscando contribuir para um ambiente saudável para todos”, afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley.

As vistorias abrangem imóveis residenciais, comerciais e industriais. Para cada situação, é feita uma avaliação específica dos requisitos para determinar se o esgoto está corretamente ligado à rede de coleta e se a água da chuva ou outros efluentes industriais recebem o destino adequado.

Segundo o funcionário da Sanepar em Toledo responsável pelos serviços de vistoria, Fernando Eidt, este trabalho é rotineiro tanto em Toledo quanto em municípios vizinhos, como Vera Cruz do Oeste, Palotina, Terra Roxa e Guaíra. “As vistorias são feitas sem distinção. Nas residências, a equipe terceirizada verifica requisitos básicos do esgoto doméstico, inspecionando se o efluente de vasos sanitários, pias de cozinha, máquinas de lavar e tanques de roupas está sendo direcionado corretamente para a rede de esgoto, e não para rios e córregos”, explica.

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Em imóveis industriais e comerciais, as equipes são acompanhadas por um técnico especializado da Sanepar para garantir que cada tipo de esgoto tenha o tratamento e o destino adequados à sua classificação.

A Sanepar também faz em Toledo, como serviço de rotina, vistorias para a liberação do “Habite-se” em novas residências. Na cidade, a liberação dos imóveis para ocupação só é feita pela Prefeitura após laudo da Sanepar atestando que a infraestrutura de saneamento foi construída de forma adequada.

FOCO NA SANGA MARRECO – Uma das áreas em que a Sanepar tem concentrado ações em Toledo é a região da Sanga Marreco. Trata-se de uma zona de atuação do projeto Rio ComVida, do qual a Companhia é parceira. Na microbacia da Sanga Marreco, técnicos da empresa estão vistoriando cerca de 1.400 residências.

O projeto Rio ComVida é uma iniciativa socioambiental do município de Toledo com a 3.ª Promotoria de Justiça da cidade, voltada à recuperação e à preservação do trecho urbano da Bacia do Rio Marreco. O principal objetivo é promover a melhoria da qualidade da água, a restauração de áreas degradadas e o fortalecimento da consciência coletiva sobre o cuidado com os recursos hídricos.

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O QUE É FISCALIZADO – As equipes técnicas analisam minuciosamente as conexões hidrossanitárias para assegurar que cada imóvel opere conforme as normas vigentes. Os principais itens verificados incluem:

– Instalação de caixas de gordura: verificação da presença e do estado de conservação do dispositivo, essencial para evitar o entupimento das tubulações públicas.

– Água de chuva na rede de esgoto: identificação de ligações irregulares de calhas e ralos pluviais na rede de esgoto, prática que causa refluxos e sobrecarga no sistema durante períodos de chuva.

– Esgoto não doméstico: em imóveis comerciais e industriais, a fiscalização foca no descarte correto de resíduos que, por sua natureza, exigem tratamento ou pré-tratamento específico antes de chegarem à rede pública.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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