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Paraná

Sanepar destina quase R$ 60 milhões para ampliar sistema de esgoto de Maringá

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, autorizaram nesta sexta-feira (24) o início das obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Maringá, no Noroeste do Paraná. São três projetos que recebem investimentos de R$ 59,5 milhões da Companhia, com destaque para a implantação do sistema sanitário no distrito de Iguatemi, que não contava com a coleta e tratamento de esgoto.

Com índice de 98% na coleta e tratamento de esgoto, Maringá figura na 14ª posição entre as cidades com os melhores indicadores de saneamento do País, de acordo com o Ranking de Saneamento 2023, divulgado nesta semana pelo Instituto Trata Brasil. Das 20 cidades brasileiras com os melhores índices, seis são paranaenses.

Do total que será investido na cidade, R$ 27,4 milhões serão aplicados em novas ligações para a coleta e tratamento de esgoto, atendendo os distritos de Iguatemi e Floriano. Os projetos devem gerar 4,4 mil empregos diretos e indiretos, prevê a Sanepar. Serão 36 quilômetros de tubulações e 5.360 pessoas beneficiadas neste primeiro momento. Até o final do projeto, serão cerca de 14 mil.

No distrito de Iguatemi, a Sanepar irá construir um sistema completo de esgotamento sanitário, com implantação de cerca de 25 mil metros de rede coletora, beneficiando imediatamente 31% dos imóveis. A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Pitanga já será dimensionada para atender 90% do esgoto dos imóveis do distrito.

Para esta primeira etapa, que deve ser entregue até setembro do ano que vem, serão destinados R$ 17,4 milhões, atendendo 4.200 pessoas. O edital para a segunda fase de obras deve ser aberto no segundo semestre deste ano.

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“Depois de 65 anos, a região de Iguatemi, que é maior que muitos municípios paranaenses, vai receber as ligações de esgoto. É um investimento muito grande, mais alto do que do Trevo Catuaí e de muitas obras do Estado”, afirmou o governador. “Maringá é considerada a melhor cidade para se viver no Brasil e não pode ter um distrito sem saneamento básico. Era um compromisso que tínhamos assumido com os moradores e agora estamos cumprindo”.

Serão 25.363 metros de tubulações na primeira etapa, com rede coletora, interceptores, travessias e emissário e elevatória, além da construção da ETE Pitanga, com três reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB, da sigla em inglês), responsável pelo tratamento dos efluentes, laboratório, filtro, decantador, 17 leitos de secagem, entre outros equipamentos.

Para o distrito de Floriano, o investimento é de R$ 10,4 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário. Serão 1.160 moradores beneficiados, elevando de 24% para 65% o índice de atendimento na região. A previsão é que a obra seja concluída em maio de 2024.

Serão instalados 10.332 metros de tubulações, incluindo a rede coletora, interceptores e emissário. O projeto também inclui a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Patu, que vai contar com um UASB, além de laboratório, filtro, decantador, três leitos de secagem, entre outros equipamentos.

Stabile afirmou que o sistema de esgotamento sanitário mudará a cara dessas localidades. “Vai melhorar a saúde pública e preventiva, a qualidade de vida, trazer mais empregos, vai ser uma avalanche de coisas boas”, disse.

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“Um dos indicadores em que Maringá se destaca é na área de saneamento. Mas nossos dois distritos, Iguatemi e Floriano, não tinham sistema de esgoto”, explicou o prefeito Ulisses Maia. “O Governo do Estado cumpre esse compromisso com a população e traz a coleta e tratamento de esgoto a essas regiões, o que vai mudar diretamente o perfil dessas regiões”.

O secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, destacou a importância das obras para o município. “Cada real gasto em saneamento economiza R$ 4 na saúde. São distritos importantes que recebem essas obras”, salientou.

QUALIDADE DO EFLUENTE – Além disso, as obras da companhia também atendem a melhoria da qualidade do efluente da ETE Alvorada, localizada na região Norte da cidade, no bairro de mesmo nome, o maior do município. O investimento é de R$ 31,7 milhões e a entrega prevista para novembro de 2024.

O projeto prevê a ampliação e readequação desta estação de tratamento de esgoto para melhoria do processo de pós-tratamento, que influencia na qualidade do efluente. Para isso, o filtro biológico será modernizado, sendo substituído por um tanque MBBR (Moving Bed Biofilm Reactors), tecnologia adaptada aos sistemas de lodos ativados com uso de peças plásticas que desenvolvem biofilme, uma espécie de membrana.

Também está prevista a implantação de novos equipamentos e melhorias dos já existentes e que são utilizados para o adensamento, equalização, desidratação e secagem do lodo, além de um queimador de gás, entre outros. A expectativa é gerar cerca de 3,8 mil empregos diretos e indiretos com a obra.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva, e da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; os deputados federais Beto Preto e Sargento Fahur; e os deputados estaduais Doutor Batista, Evandro Araújo, Tiago Amaral e Soldado Adriano José.

Fonte: Governo PR

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Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu

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O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.

Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.

Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.

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Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.

Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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