Paraná
Sanepar apoia criadoras de robô “caça-vazamentos” para olimpíada de robótica no Panamá
Elas têm 11 anos e assumiram o compromisso de ajudar a preservar o planeta com uma proposta que contribui para evitar desperdício de água: as estudantes curitibanas Ana Luiza Vieira Bomfim e Letícia Marie Romanelli Gomes da Silva criaram um robô que é capaz de detectar rachaduras ou furos em tubulações da rede de distribuição de água. O projeto foi o 2º colocado na etapa brasileira da Olimpíada Mundial de Robótica – World Robot Olympiad (WRO), no final de agosto, e se classificou para a disputa das Américas, que será entre 19 e 21 de outubro, na Cidade do Panamá (Panamá), na categoria “Cidades Mais Sustentáveis”.
O projeto do robô caçador de buracos em tubulações conquistou o patrocínio da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), apoio que assegurou à dupla os recursos que vão bancar os custos da viagem para a competição.
Nesta quarta-feira (1º), Letícia e Ana Luiza, acompanhadas das mães, apresentaram o projeto aos diretores da Sanepar, em visita à sede da Companhia, em Curitiba. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, conheceu de perto o robô que elas criaram a partir das aulas de robótica feitas no contraturno escolar, no Colégio Medianeira, e disse estar impressionado com a criatividade e o pensamento inovador das estudantes.
“Interessante ver essa nova geração fazendo projetos que podem ser aplicados à Sanepar e que demonstram a preocupação com a sustentabilidade. A água é um bem finito e temos muita preocupação no controle de perdas na distribuição na rede. Se estas jovens de 11 anos crescerem com essa disposição em encontrar soluções no setor, teremos total interesse em adotar essas práticas para melhorar nossa performance”, disse Bley.
ROBÓTICA PELO CANO – Ana Luiza explicou com destreza como funciona o projeto. “Nosso robô detecta os vazamentos com um sensor de ultrassom. Quando encontra uma rachadura ou furo, ele apita e acende uma luzinha. Ele também tem um sensor de cor para identificar a parede e saber que precisa parar.”
Na demonstração – a mesma que farão na competição na capital panamenha – elas usam um tubo de 200 milímetros de diâmetro, com três furos, de tamanhos diferentes, no ponto de contato com a superfície. O robô, que tem forma de carrinho e rodinhas com tração, é inserido na tubulação para que percorra o trecho e sinalize os pontos perfurados.
Mas elas não querem parar por aí. Depois da etapa na América Latina, as duas já pensam em melhorias no sistema, como incluir sensores para que faça a varredura em 360º na tubulação. “Também queremos colocar um sensor para identificar se essa água tratada está mesmo boa para consumo”, contou Letícia.
O robô começou a ser desenvolvido em junho deste ano, com apoio do instrutor, mas toda a proposta foi feita pelas duas, que batizaram o time de Ecologic. Elas desenvolveram desde o tema do combate à perda de água, passando pelas etapas de pesquisa, escrita do projeto, montagem, programação, prototipagem e testes.
“Decidimos criar um robô para achar vazamentos porque vimos que aproximadamente 40% da água tratada no Brasil é perdida antes mesmo de chegar à residência das pessoas nesse tipo de vazamento. A água doce está cada vez mais escassa e pensamos que se essa água não fosse perdida, poderia ser redirecionada para pessoas que não têm acesso”, disse Letícia.
DESAFIO GLOBAL – Bley lembrou que o tema escolhido pelas estudantes é um dos grandes desafios enfrentados no saneamento mundial, e que o Paraná, apesar de ser referência de qualidade no assunto, ainda pode reduzir muito seu índice de perdas. A solução para a redução de desperdícios, ressaltou, é colocar em prática novas ideias que utilizem novas tecnologias, como as meninas fizeram. “Este é o caminho que a Sanepar está tomando, com o recém-lançado programa Sanepar 5.0, que acelera a transformação digital em todos os segmentos da Companhia”, reforçou.
SANEPAR 5.0 MIRIM – “Saí deste encontro com muitas ideias. Quero que elas conheçam os nossos projetos em desenvolvimento dentro do Sanepar 5.0. O projeto delas é simples, mas elas têm uma preocupação muito aguçada, o que pode nos ajudar, em sinergia, a formatar outros modelos adequados”, disse o diretor-presidente.
APOIO DA SANEPAR – A mãe de Letícia, a psicóloga Berenice Marie Ballande Romanelli, acompanhada da mãe de Ana Luiza, a jornalista Karine Moura Vieira, disseram que estão muito felizes em ver o interesse da Sanepar na proposta que as filhas vão levar ao Panamá. “Se não fosse o patrocínio da Sanepar, não teríamos como ir. E fiquei mais feliz ainda, por a diretoria não só querer ouvir o que as crianças têm a dizer, mas também trocar informações de maneira verdadeira, de igual para igual”, afirmou Berenice.
Também acompanharam a apresentação do robô que combate perdas de águas a diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte de Oliveira, e a diretora adjunta de Comunicação e Marketing, Melissa Ferreira.
SOBRE A WRO – A WRO é uma olimpíada global para crianças e adolescentes que visa estimular o interesse pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Com categorias que envolvem desde a construção de robôs até a apresentação de projetos tecnológicos criativos, a competição atrai anualmente milhares de estudantes em diversos países.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Civil do Paraná realiza primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou neste mês de abril o primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil para Polícia Judiciária. A formação, que teve foco em técnicas de imobilização e emprego de algemas, contou com a participação de 21 agentes de diferentes instituições de segurança pública do País. O curso foi promovido pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC).
Segundo o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a capacitação teve como objetivo padronizar e profissionalizar o uso de algemas, além de estabelecer a adequação técnica da função de imobilizador tático na célula tático policial.
Ele explicou que esta é a primeira iniciativa do país realizada no âmbito da Polícia Civil com esse modelo de instrução, voltado à realidade operacional da Polícia Judiciária. “A proposta é ampliar a aplicação da função dentro da Polícia Civil, de modo que, no cumprimento de mandados, haja sempre um policial designado como imobilizador tático, responsável pela execução técnica da contenção durante as operações”, diz.
O curso reuniu integrantes da Polícia Civil do Paraná, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Goiás, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal e Serviço de Operações Especiais da Polícia Penal do Paraná.
As instruções foram ministradas por policiais do Tigre, da PCPR, e do Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Penal de São Paulo, com foco na aplicação técnica de procedimentos de algemação, na padronização operacional e na atuação do imobilizador tático dentro da célula policial.
Os participantes receberam formação para atuar como multiplicadores da técnica base de algemação, o que permite a disseminação do conteúdo em delegacias, unidades operacionais e instituições de segurança pública de diferentes estados.
A iniciativa estabelece um modelo de padronização técnica que amplia o alcance dos procedimentos operacionais para além da corporação paranaense, permitindo a expansão para outras forças de segurança pública no país.
“A realização do curso representa a primeira formação deste tipo no âmbito da Polícia Judiciária brasileira e estabelece uma referência para a qualificação técnica de procedimentos ligados à imobilização e algemação em operações policiais”, explica o delegado.
Ele ressaltou, ainda, que a padronização desses procedimentos busca ampliar a segurança do policial durante abordagens, fortalecer a base técnica das ações operacionais e assegurar respaldo jurídico na execução das atividades.
Fonte: Governo PR
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