Agro
Safra de café do Vietnã deve crescer até 15% com clima favorável, dizem traders
O Vietnã, maior produtor mundial de café robusta, projeta um aumento de 10% a 15% na safra de grãos de boa qualidade nesta temporada, impulsionado por condições climáticas favoráveis, segundo traders consultados nesta quinta-feira (9).
A expectativa de alta na produção vem acompanhada de uma boa qualidade dos grãos, especialmente no Planalto Central, principal região produtora do país.
Preços e comercialização da safra inicial
No Planalto Central, os agricultores venderam os grãos entre 114.000 e 115.000 dongs por kg (US$ 4,33 a US$ 4,36), ligeiramente abaixo da faixa da semana anterior, que variava entre 116.000 e 117.000 dongs.
“Até o momento, os grãos apresentam boa qualidade. A colheita começou, mas o volume ainda é limitado. Esperamos maior disponibilidade a partir do próximo mês”, afirmou um comerciante local.
Os traders também ofereceram lotes com desconto de US$ 50 por tonelada em relação ao contrato de janeiro da Bolsa de Londres, mas compradores internacionais ainda estão cautelosos, aguardando a safra principal.
Exportações do Vietnã registram forte crescimento
O Vietnã exportou 1,23 milhão de toneladas métricas de café entre janeiro e setembro, aumento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do governo.
As receitas com exportações atingiram US$ 7 bilhões, um crescimento de 62,2%. Somente em setembro, as vendas externas somaram 81 mil toneladas, 58,5% acima do ano anterior.
Expectativa do mercado internacional
Apesar do crescimento da safra e do aumento das exportações, o mercado internacional permanece cauteloso, com compradores aguardando confirmação de volumes maiores e mantendo observação sobre a qualidade e os preços dos grãos antes da safra principal.
O Vietnã continua consolidado como líder global na produção de robusta, sendo referência para o abastecimento mundial e impactando diretamente os preços no mercado internacional de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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