Curitiba
Sábado tem recolhimento de lixo eletrônico no Parque Bacacheri
Quem passar o feriadão de Corpus Christi em Curitiba pode aproveitar para descartar o lixo eletrônico que tenha acumulado em casa. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em parceria com grupos escoteiros, vai fazer o recebimento destes materiais no próximo sábado (22/6), no Parque General Iberê de Matos (Parque Bacacheri).
O mutirão acontece das 9h às 17h, com a participação da Associação Corbélia, do programa Ecocidadão, da Prefeitura de Curitiba. Podem ser entregues monitores, computadores, notebooks, aparelhos de TV, fax, de telefonia fixa, celulares, entre outros.
O material plástico é devidamente separado e vendido pelas associações. Partes tóxicas são encaminhadas a empresas especializadas para que haja descontaminação e destinação correta.
Atividades ambientais
Ao longo da tarde, das 13h às 16h, cerca de 100 lobinhos, escoteiros, seniores, chefes e pais de apoio participam de atividades de Educação Ambiental. Serão palestras sobre Meio Ambiente e reciclagem, que podem ser assistidas também pelos frequentadores do Parque.
Estarão presentes o Grupo Escoteiro Impisa, do Tingui; o Grupo de Escoteiros do Ar Brigadeiro Eppinghaus, do Bacacheri; e o Grupo Escoteiro Monte Claro, do Santa Cândida.
Serviço:
Recolhimento de lixo eletrônico no Parque Bacacheri
Horário: das 9h às 17h
Palestras de Educação Ambiental
Horário: 14h10
Data: 22/6 (sábado)
Local: Parque General Iberê de Matos (Parque Bacacheri) – acesso pela Rua Dr. Eurico César de Almeida
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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