Paraná
Resultado do Aprova Paraná Universidades realiza sonho de estudantes paranaenses
Maria Eduarda Bueno, de 18 anos, vai realizar o sonho de entrar na universidade. A estudante está entre as classificadas para o curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá (UEM) por meio do programa Aprova Paraná Universidades. O resultado provisório da seleção foi publicado nesta sexta-feira (6), no site do programa.
“Foi uma maravilha. Fiquei muito feliz por ter sido pelo Aprova Paraná Universidades, que me deu essa chance maravilhosa de começar minha vida e minha carreira com o pé direito”, celebra. A trajetória escolar da jovem foi toda trilhada na rede pública. Do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, Maria estudou no Colégio Estadual Cívico-Militar (CCM) Cora Coralina, em Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá.
Foi por meio da direção do colégio que ela conheceu o Aprova Paraná Universidades, programa do Governo do Estado que garante a reserva de até 20% das vagas nas universidades estaduais para estudantes de escolas públicas. Conforme a jovem, o fato de ter estudado em um colégio cívico-militar também contribuiu diretamente para o resultado.
“Fiquei sabendo sobre o Aprova Paraná Universidades por conta da direção do Cora, que me informou sobre o programa. É um colégio cívico-militar que foi muito bom para mim, porque me ensinou muito sobre disciplina, pontualidade e oratória”, relata.
A partir do dia 20 de fevereiro, a estudante poderá efetuar a matrícula na UEM. O início das aulas na universidade está previsto para 9 de março, quando a jovem, enfim, realizará o sonho de estudar na universidade. “A UEM é maravilhosa, uma universidade muito boa. Sempre vejo vídeos sobre a UEM e pesquiso sobre ela. Meu maior sonho era entrar lá”, afirma.
SUCESSO – Assim como Maria Eduarda, milhares de jovens paranaenses e seus familiares celebram, nesta sexta-feira, a conquista de uma vaga na faculdade por meio do Aprova Paraná Universidades. O principal objetivo do programa é, justamente, aproximar os alunos de escolas públicas do ingresso no Ensino Superior, garantindo a igualdade de oportunidades entre os estudantes do Paraná.
“Os resultados mostram que a segunda edição do Aprova Paraná Universidades se consolidou como um sucesso entre nossos estudantes”, aponta o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “O programa é uma oportunidade única de ingresso no Ensino Superior, mas, principalmente, de transformação social para nossos estudantes e suas famílias”.
OPORTUNIDADES PARA TODOS – A família de Lucas Gabriel Koehler, de 18 anos, também está em festa. Por meio do Aprova Paraná Universidades, o jovem curitibano foi aprovado para Medicina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Francisco Beltrão, no Sudoeste, com a segunda maior nota entre todos os candidatos ao curso. A partir do próximo dia 17, Lucas poderá fazer a matrícula para o ano letivo de 2026 da Unioeste, também previsto para iniciar em março.
“As emoções estão a milhão. É algo que marca muito a minha trajetória, sobre o que eu estudei tanto para conseguir, para alcançar, e que o Aprova Paraná conseguiu me proporcionar, com essa experiência de fazer um processo seletivo mais justo”, comemora.
A emoção se justifica. Desde os oito anos de idade, Lucas sonha em cursar Medicina. Agora, o objetivo do futuro médico é usar a profissão para ajudar o próximo, especialmente os mais velhos. “Esse desejo surgiu meio que do nada, mas depois foi se consolidando. Meu avô teve câncer e isso me trouxe um sentimento de querer ajudar as pessoas. Também me inspirei nos meus primos, que são médicos. Gosto muito de pessoas idosas e penso em trabalhar com geriatria no futuro”, projeta.
Além de todo o esforço pessoal e da inspiração familiar, a conquista de Lucas também passa diretamente pelo Colégio Estadual Professor Elias Abrahão, em Curitiba, onde o jovem cursou o Ensino Médio. Desde o ano passado, o colégio é administrado pela Tom Educação, por meio do programa Parceiro da Escola – iniciativa do Governo do Estado que visa otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas através de parcerias com instituições privadas especializadas em educação.
“Eu agradeço por todo o apoio que tive no Colégio Elias Abrahão. Tive professores com uma grande formação e muito conhecimento, além da escola parceira, que também ajuda a trazer estrutura para as escolas estaduais, inclusive a minha”, relata. “Eu acho que é um sentimento de ‘estamos chegando’. Mesmo estudando em escola pública, hoje temos mais espaço e um acesso maior à universidade”, celebra.
Ciência e pesquisa também fizeram parte do caminho do estudante. Em agosto do ano passado, Lucas passou quatro semanas em Portugal ao participar do Sustainable Living Innovators (SLI), programa de intercâmbio apoiado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária. Durante o período na Europa, o estudante chegou a perder o prazo de inscrições para alguns vestibulares que pretendia prestar. A Prova Paraná Mais e o Aprova Paraná Universidades, no entanto, garantiram ao jovem a oportunidade de acessar o Ensino Superior.
“Desde o ano passado, minha mãe e eu já estávamos bem ligados que o Aprova Paraná era uma oportunidades a mais, algo em que eu precisava focar, porque eu poderia ter altas chances de passar. E acho isso muito importante, por ser um programa mais democrático”, opina. “Eu diria, aos futuros candidatos que a Prova Paraná Mais e o Aprova Paraná Universidades são uma grande oportunidade, e que deveriam sim dar atenção aos editais e praticar. Vale super a pena”, finalizou.
APROVA PARANÁ UNIVERSIDADES – O Aprova Paraná Universidades é um programa desenvolvido em parceria entre as secretarias de Estado da Educação (Seed-PR) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR). Neste ano, 13,4 mil estudantes realizaram 24,2 mil inscrições (cada estudante pode se candidatar a até dois cursos) – para 3.757 vagas em 1,3 mil cursos de nível superior das sete universidades estaduais (UEL, UEM, UEPG, UENP, Unioeste, Unicentro e Unespar).
Os candidatos concorrem com a nota da Prova Paraná Mais, avaliação realizada para alunos da rede estadual em novembro do ano passado.
Ao consultarem os resultados divulgados nesta sexta-feira (6), os estudantes poderão figurar nas seguintes situações: classificados dentro das vagas na primeira opção de curso; classificados dentro das vagas na segunda opção de curso; ou, não tendo atingido a pontuação exigida para as vagas pretendidas, em lista de espera. O candidato que assinalou apenas uma opção de curso e não obtiver a nota exigida ficará, automaticamente, em lista de espera.
Quem tiver escolhido duas opções e for classificado dentro das vagas em ambas, será convocado para matrícula na primeira. Caso tenha sido classificado apenas na segunda, será convocado para matrícula nesta, sendo retirado da lista de espera da primeira opção.
Se, por outro lado, o candidato não atingir a nota necessária para classificação em nenhuma delas, deverá escolher uma das opções para que possa permanecer na respectiva lista de espera. Não indicando nenhuma, será considerada a primeira opção assinalada. O prazo para fazer a opção pelas vagas vai até a próxima segunda-feira (9).
Os resultados definitivos da seleção serão divulgados conforme calendário próprio de cada universidade estadual.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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