Paraná
Colaboradores da Portos do Paraná assistem à palestra sobre arboviroses
Colaboradores da Portos do Paraná assistiram nesta sexta-feira (26) à palestra “Dengue, Zika, Chikungunya – Arboviroses: prevenção, cuidados, principais sintomas e tratamento”. O evento aconteceu no auditório do Palácio Taguaré, sede administrativa da empresa pública.
“A iniciativa veio ao encontro de uma ideia da Anvisa, junto com o Centro de Epidemiologia de Paranaguá, quando se percebeu um aumento de casos aqui no município de Paranaguá, que refletiu entre nossos funcionários e seus familiares. Por isso, a necessidade de trazer essas informações a eles”, disse o coordenador de Assistência Médica e do Comitê de Contingência da Portos do Paraná, Miguel Nasser Bisneto.
A palestra foi conduzida pelo médico epidemiologista, professor da UFPR e médico na Unidade de Pronto Atendimento de Paranaguá, Gustavo Araújo de Almeida.
“O principal foco nessas palestras é mostrar para as pessoas não só como se combate, mas sim como acontece a dengue. Mostrar que ela pode se tornar grave e matar, a importância do tratamento e as possibilidades que nós temos para evitar a dengue, com base em informações corretas”, destacou Almeida.
Roberto Busato Filho, chefe do posto portuário da Anvisa em Paranaguá, salientou a relevância de diseminar estas orientações.
“Congregamos aqui a comunidade portuária em torno de uma causa que é muito importante em Paranaguá. Estamos bastante preocupados com a escalada da doença e o melhor instrumento para melhorarmos esse cenário é a informação”, disse ele.
Segundo Busato Filho, a participação dos colaboradores da Portos do Paraná foi bastante significativa e houve também presença da Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá.
Para a ouvidora da Portos do Paraná, Mirella Ferreira Costa, além da grande participação dos funcionários, o evento foi elogiado pela qualidade da palestra.
“Foram informações novas sobre o tema, que fizeram nossos colaboradores entenderem a dengue, como age no corpo, como deve ser combatida, a importância de se hidratar de forma correta e também da prevenção”,disse a ouvidora.
O evento também foi transmitido pelo YouTube.
BOLETIM – De acordo com dados do último boletim da dengue, publicado pela Secretaria de Estado da Saúde na terça-feira (23), a Regional de Saúde de Paranaguá está entre as que registram mais casos de dengue, com 4.398 diagnósticos confirmados. As demais são as RS de Londrina (23.773), Foz do Iguaçu (8.683), Maringá (7.049) e Paranavaí (4.194).
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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